quinta-feira, março 18, 2010

Mortes na Escola (titulo tipo Correio da Manha)

Nas ultimas semanas, com desmesurado destaque para o alegado suicídio de um aluno e discretamente no caso do suicídio de um Professor, o País comentou aquilo que os especialistas de hoje chamam de bullying, ou seja, actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.

Não vou falar sobre suicídio: é um tema demasiado complexo, que não domino e sempre entendi que quando não entendemos um tema, o silêncio é um discurso eloquente. Mas se não gosto de falar do que não sei, tenho prazer em debater o ensino.

Ponderei muito antes de escrever estas linhas: por um lado estou ciente que as minhas posições não são politicamente correctas e, por outro, tenho algum receio de juntar a minha voz à histeria, pretendendo deixar claro que o bullying sempre existiu, mesmo antes de cabeças pensantes inventarem um anglicanismo para baptizar o fenómeno!

Quero deixar clara uma declaração de interesses: continuo a acreditar que a Educação é o melhor mecanismo de justiça social, que é através da formação que se esbatem as diferenças de classes: luto e vou lutar sempre pela igualdade de oportunidades, que permita a que cada um, pelo seu trabalho e mérito, possa ter uma vida mais confortável que os seus antecessores. Não ignoro que hoje é mais simples aderir a um partido, abanar caninamente a cabeça e esperar uma injustificada benesse: mas vou bater-me sempre pelo ensino!

Mas é preciso repensar a escola, mormente a noção de universalidade no ensino: se todos temos de lutar para que a Escola seja para todos, para que os jovens de todas as idades tenham acesso ao ensino, em todos os seus graus, nunca devemos esquecer que o ensino é um direito, não um dever! Que na escola devem estar todos aqueles que querem estar na Escola, mas esta não deve ser um prisão ou um campo de refugiados onde são depositados jovens, que ao longo dos tempos deram provas que não querem aprender, não respeitam quem aprende e ensina, cuja única finalidade que prosseguem é permitir que os pais recebam rendimento mínimo e aperfeiçoarem a arte da criminalidade!

Não é para estes que existe o escola e a universalidade do ensino não é incompatível com a expulsão de quem tem comportamentos desviantes, quer contra colegas, quer contra professores ou funcionários!

Durante uns anos cultivou-se uma ideia romântica do ensino, onde a escola era um sítio para as crianças e adolescentes serem felizes e desfrutarem! Uma ideia bonita, como bonitas são outras ideias parvas: a Escola é um local onde se trabalha, onde se premeia o mérito, um local onde a exigência deverá ser sempre um critério fundamental! Um espaço que deve procurar a excelência, onde apenas fazem falta aqueles que querem lá estar: sejam alunos, ou professores!

quarta-feira, março 17, 2010

O orçamento municipal para o Teatro

Tinha prometido escrever umas linhas sobre o tema. Até porque me interessa especialmente: nunca escondi a minha paixão recalcada pelo Teatro! Mas tenho de começar com duas premissas, ao jeito de declaração de interesses! Sou apreciador dos Lendias de Encantar (apesar de terem um nome feio para caraças) e gosto muitíssimo da Ana Ademar (não somos propriamente amigos, mas temos uma relação mtissimo cordial); não sou apreciador do estilo de teatro do Arte Público e há anos que desisti de ver: não conheço a Senhora Gisela, mas numa única troca de comentários neste blogue foi.. deselegante! Segunda nota: há uns meses o que se dizia e escrevia era que o novo executivo ia deixar de apoiar os Lendias (porque praticamente todos os seus elementos estão próximos do PCP) e apoiar exclusivamente o Arte Pública, que o anterior executivo tinha proscrito, por razões que nunca foram explicadas. Mais: afirmou-se aqui que era a "paga" do apoio da Senhora Gisela ao projecto Beja Capital! Que fique claro, que a pessoa em questão não esteve ligada ao projecto: aliás, num programa Coordenado por mim, o contrário seria estranho! Posto isto vamos aos factos. A actual CMB teve uma decisão salomónica: dividir o valor orçamentando em partes iguais pelos dois grupos de teatro e ceder-lhes o Pax Julia e locais para ensaiar! Mais. O orçamento para o teatro subiu em 20%. (o que responde a um post da Ademar, onde me cita). Seria excelente se todos os orçamentos para a cultura aumentassem na mesma proporção! Claro que aplaudo a decisão: uma autarquia deve tratar de igual forma os agentes culturais, respeitando as opções ideológicas de cada um! É um passo importante para terminar com a instrumentalização e a politização que caracterizou o período anterior! Não ignoro que os Lendias discordam de mim: e terão as suas razões! Este ano vão receber menos dinheiro que o ano passado, porque o bolo, ainda que com fermento, divide-se por dois! E que vão alegar que o Arte Pública já recebe fundos do Ministério! Compreendo-os! Mas a questão a colocar, não é porque a CMB trata todos por igual, mas a razão pela qual não tem acesso ao subsídio do Ministério? E se a culpa é tão somente do Ministério ou também há culpas próprias?! Por outro lado, penso que os munícipes não iriam entender que o orçamento para o Teatro duplicasse em tempos de crise! Aliás, não faltam vozes que gritam que o actual já é exagerado! Termino com a minha posição! Tenho muitas dúvidas que se tivesse poder para decidir ou influenciar, a minha posição fosse a mesma que a do actual executivo! Se para um primeiro ano percebo a decisão - que deve ser acompanhada por um contrato daqueles que é mesmo para cumprir integralmente, mais exigente que no passado e que inclua mais representações, sou tendencialmente favorável a uma companhia de teatro residente no Pax Júlia! Paga-se praticamente o mesmo e pode exigir-se muitíssimo mais! É algo que deixo o convite a pensar...

Coisas Vermelhas, das boas..

Tinha a foto guardada, mas decidi exibir hoje com receio de vir a ser tarde! O Benfica tem 15 para mostrar o que vale: do céu ao inferno! Recordo-me do Sporting do Peseiro: era quase campeão, quase vencedor da Taça Uefa, quase vencedor da Taça de Portugal. E bastou uma semana para tudo se esfumar! Como será com o Benfica nos próximos três jogos!

Uma Adendazinha: numa tarde foram vendidas os 60.000 bilhetes para o Benfica-Braga! Há coisas do ... pénis, não há?!

Vamos Limpar Portugal

Que tal começar pelo Parlamento?

terça-feira, março 16, 2010

CMBeja (Com Adenda)

Foi aprovado ontem* - finalmente - o orçamento da CMBeja, com os votos contra da CDU. Questionados sobre a razão do voto contra, fontes próximas esclareceram que votaram contra, porque sim!

* aprovado na reunião de Câmara. Agora vai para a Assembleia onde a maioria é CDU. Vai ser animado...

Adenda: as razões do PCP, no sítio do costume!

Com outra Adenda: uma reflexão interessante de Lopes Guerreiro

Politécnico de Beja

Abriram ontem as Candidaturas dos Mais de 23 para o IPBeja. Alegadamente um dos cursos possíveis será solicitadoria, mas já não me comprometo! Se quer saber como concorrer, procure mais informações aqui!
Informa-se ainda que esta publicidade é gratuita e não conta para avaliação!

Gostei da Ideia

Promover junto dos cidadãos projectos e instrumentos específicos de combate à pobreza e exclusão social é o ponto de partida da próxima Feira Social, cuja realização está programada para o dia 18 de Março, quinta-feira, na Praça da República de Beja.

Ao longo do dia, os visitantes da feira poderão tomar contacto com a informação relativa ao Complemento Solidário para Idosos e Cartão Municipal Sénior da Câmara Municipal de Beja. Estará também disponível informação sobre o trabalho desenvolvido pelo Banco Alimentar, Comissões Sociais Inter-freguesias e Cruz Vermelha Portuguesa. No mesmo espaço, estará patente uma exposição fotográfica da Rede Europeia Anti-Pobreza sobre a temática da pobreza e exclusão social e será exibido um filme alusivo ao Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.


E que seja uma espécie de pontapé de saída para uns mercados na Praça. Ainda não me convenceram que tentar um mercado mensal de produtos biológicos não era boa ideia!

segunda-feira, março 15, 2010

Porque perguntar não devia ofender!

Este sinal

... vai ser instalado em Beja! Adivinhe onde!

Podia ser uma espécie de carta aberta!

Sou defensor acérrimo da avaliação: a prática de não avaliar e premiar o mérito conduz à mediocridade, sendo esta uma das mais prementes causas para a desvalorização das Instituições! Não ignoro que todo e qualquer critério de avaliação suscita questões, que inexistem modelos perfeitos, mas sempre preferi um modelo imperfeito que a ausência de modelos; por outro lado, as dificuldades apenas travam os cobardes!
Pelo que fica escrito, obviamente que defendo a existência de avaliação dos docentes dentro do IPBeja e não vou despejar energia numa imensa querela a debater cada critério e cada percentagem: a avaliação que venha e cá estarei para ser avaliado! Mas não resisto a deixar uma breve reflexão!
Para se avaliar profissionalmente alguém deve previamente responder-se à pergunta: o que se exige profissionalmente dessa pessoa?
No caso de um docente do Ensino Superior Politécnico, resulta da lei e do bom senso, que deverá investigar (investigação pura ou contribuições com a comunidade empresarial), estar disponível para órgãos e projectos da Instituição e leccionar! Pessoalmente entendo que lhe compete ainda envolver-se em questões de cidadania, colaborando com projectos, associações, comunicação social, mas entendo, que há quem discorde e que sendo minha a afirmação, seja susceptível de ser encarada como defesa de causa própria, pelo que, não insisto neste ponto!
Se é consensual que esta é a missão do Docente, também a avaliação deve fazer-se nestes moldes: não apenas porque uma avaliação só tem lógica se avaliarmos aquilo que é suposto o profissional fazer, como a avaliação deverá servir como uma indicação das exigências funcionais!
Por tudo – e sem querer perder demasiado tempo com a querela – acho inarrável qualquer avaliação docente que não contemple, com peso significativo, o desempenho do Docente em sala de aula: desculpem a ignorância, mas no dia em que um Politécnico não servir para dar aulas, o que o justifica? São falíveis as avaliações realizadas pelos alunos? São passíveis de falhar, como qualquer outro modelo de avaliação, mas recuso-me hoje e vou recusar-me sempre, a passar um atestado de estupidez aos meus alunos, embarcar no argumento que eles avaliam com base no facilitismo do docente ou na sua simpatia pessoal! E com a legitimidade de quem sempre foi conhecido por dar notas baixas e de quem reconhece que a simpatia não é a minha principal virtude, tenho um histórico de avaliações que me permite provar o que fica escrito!
Seja qual for o modelo de avaliação escolhido pelo IPBeja vou respeita-lo! Mas respeitar as Instituições não é calar cobardemente: um modelo que não contemple a avaliação em sala de aula (ou esta tenha um valor meramente simbólico) é um modelo estúpido!

domingo, março 14, 2010

Já ninguém respeita a minha privacidade!

... Vai um gajo passar uns dias à Alemanha... e aparece logo na imprensa!

(ps - é notável aquele queixoso, que ficou tão indignado que assistiu do princípio ao fim!)

Uma ajudinha... (Com Adenda)


Não acompanhei o congresso do PPD. Perdi alguma coisa?

Adenda: Afinal o congresso sempre serviu para alguma coisa! Para aprovar uma lei da rolha que faria corar Chavez! Durante 60 dias antes das eleições os militantes do PSD estão proibidos de criticar a direcção do partido! Com tanta gente ex-extrema esquerda, isto só podia dar a estalinização do PSD! E um PSD que vai ser liderado por Ângelo Correia...

sábado, março 13, 2010

Deve haver uma razão...

... mas é mesmo uma estranha razão a justificação para que não se tenha falado sobre isto!
No fundo há uma razão! Falar nisto abre um debate proibido, o debate da tão amada universalidade no ensino, que obriga a andar na escola quem não quer estudar, sem meios para expulsar "estudantes" do Ensino!

Por estes dias...

... o Presidente da República anda por Beja. O Viagra e Prozac vai associar-se a este visita e realizar um questionário com os leitores! Quem preferia ver em Beja? O Presidente, o Primeiro Ministro ou a Soraia Chaves?!

quinta-feira, março 11, 2010

Isto devia ter título, mas não consigo dar título a isto!

Aliás.. eu nem consigo fazer um post sobre isto! Confira o leitor o que se procura no google e como se procura e comente se tiver coragem! Se um dia esta pessoa entrasse no meu blogue.. eu morria de vergonha...

O Direito e o Trabalho

Por imperativos académicos e para deleite pessoal, assisti a esta semana a uma conferência sobre a protecção jurídica do ambiente de trabalho, organizada pelo IPBeja, mais especificamente pelo Senhor Director da área científica de Direito, Dr. Manuel David Masseno.
Não vou usar este espaço para tecer considerações sobre a qualidade do evento, porque nem este é o local, como a minha valoração é irrelevante para o ouvinte e podia estar ferida de subjectividade. Mas faço menção à conferência, porque me apetece partilhar uma reflexão que me invade, sempre que se procura debater Direito do Trabalho.
Para mal dos nossos pecados continua imbuído na sociedade e nos juristas uma visão quase macabra do Direito Laboral, como um campo de batalha entre empresários e trabalhadores, um coliseu romano onde as contrapartes se procuram reciprocamente ludibriar, uma arena onde os empresários tudo fazem para explorar trabalhadores e os trabalhadores tudo se esforçam para trabalhar o menos possível e ganhar o máximo.
Percebo bem a lógica disto: o Direito do Trabalho é enteado da Revolução Industrial e resulta da necessidade de proteger os trabalhadores de um capitalismo estúpido e selvagem, com pretensões a contratualizar a escravatura. Por isto e por o muito que podia ter escrito sobre isto, eu e o ouvinte, todos aqueles que trabalhamos porque temos necessidade de sobreviver, temos uma dívida histórica de gratidão pelos Sindicatos, que humanizaram a relação laboral.
Não os sindicatos de hoje, que apenas se representam a si próprios, num jogo de vaidades demasiadas vezes motivados por fins politico-partidários, mas àqueles que historicamente lutaram por uma sociedade mais justa.
Se não sua génese histórica o Direito do Trabalho era um veiculo legal para a protecção do trabalhador, continuar a pensar o mesmo é não perceber o que é a economia no século XXI. Não depreenda das minhas palavras que vou aqui defender maior facilidade nos despedimentos, mais flexibilização ou desregulação ou ignorar que continuamos neste século com empresários com a mentalidade do século XXI, na mesma medida, que continuamos com sindicatos eunucos agarrados a velhas convicções que hoje são apenas preconceitos!
O que nesta manhã me motiva, é partilhar com os ouvintes a necessidade de empresários e trabalhadores, mediados ou não por estes sindicatos, compreenderem que nesta nova economia, o Direito Laboral não pode ser entendido como disputa entre classes, mas como um campo de convergência entre interesses que deixaram de ser antagónicos.
As empresas que hoje singram na economia, aquelas que têm melhores resultados, são as que oferecem melhores condições de trabalho e melhores salários. E não oferecem mais, porque têm mais para oferecer: oferecem mais, porque perceberam que num mercado cada vez mais dependente do trabalho intelectual e da produtividade, a mais-valia das empresas são o seu factor humano e que as empresas que mais oferecem são aquelas que conseguem recrutar os trabalhadores mais empenhados e mais competentes. As empresas que vão vencer a guerra da globalização são aquelas que perceberam que a responsabilidade social das empresas não é um chavão moderno, mas é condição necessária para o crescimento da empresa.
E quanto mais depressa os maus empresários e os maus sindicatos compreenderem a nova realidade, mais perto fica a Economia Portuguesa da redenção!

quarta-feira, março 10, 2010

Porque os sisudos também têm direito a sorrir...

Não tenho o hábito de partilhar coisas pessoais, mas abro a excepção para dividir uma confidência privada: quando me preparava para ir almoçar - ovos com espargos e carne de porco com conquilhas, seguido de uma fatia de bolo de chocolate, após uma sopa e tapa de queijo com presunto - recebi um telefonema do Rui Costa. Nunca tinha comentado aqui, mas somos praticamente amigos íntimos, no sentido heterossexual da temática.
O Rui - nós tratamo-nos assim - telefonou a convidar para ir na quinta ver o jogo contra os francius, para que o Estádio seja na quinta um Verdadeiro Inferno Vermelho - inferno da Luz, não confundir com outros infernos nem outros vermelhos. Aliás, porque ele faz mesmo questão da minha companhia, ainda me mandou uma sms a reforçar o convite.
Claro que os maledicentes leitores vão conspurcar o meu orgulho, afirmando que a chamada não foi apenas para mim, mas para todos os sócios do SLB o que, não obstante ser verdade, não passa de calúnias e infâmias e outros adjectivos socráticos de semelhante teor.
Factos são factos e contra fatos não há gravatas: o Rui Costa ligou-me!

O Alentejo anda perigoso..

Só em Cuba existiram 638 atentados! Mas a produtividade é fraca...

Acham que vale a pena fazer um post sobre isto?

O PSD anda a "debater" quem vai ser o nosso próximo PM. Acham que vale a pena trocar ideias sobre o assunto?!

terça-feira, março 09, 2010

Havia tanto para dizer...

... que acho melhor não dizer nadinha!

O Senhor Presidente

Cavaco Silva comemora hoje 4 anos de mandato! (olhando para a foto, até parece que foram mais!). Qual a sua avaliação? Ou quer que o PR se lixe e tem mais que fazer do que perder tempo a opinar sobre isto?!

Porque há coisas que têm de ser "dizidas" (com Adenda)

E quando um gajo se engana, tem de dar a mão à palmatória! Há meses e meses que não para de chover em Beja. Basicamente desde que os socialistas ganharam! Digam o que disserem, no tempo do Xico Santos não era assim! Agora vocês quiseram votar num gajo que estava no Alqueva e que veio de Mértola, só podia dar água!

Adenda: "quando acordei e vi um dia estupidamente lindo, foi o que pensei! Isto de ser agnóstico assumido, gera vinganças de S. Pedro..."

Grandes Invenções da Humanidade

Um dia colocaram-me a questão e passei semanas a remoer a mesma nas reminiscências da mente: qual seria a maior invenção dos últimos séculos. Se analisarmos a antiguidade, a roda, o fogo e a escrita foram marcos que marcaram a história do passado e do presente, traçando uma linha que separa o antes e o depois.
Nos últimos séculos, os mais grandiosos da criatividade humana onde o Homem conseguiu exibir o seu melhor e o homem o esplendor do seu pior, ofereceram à sua geração e às vindouras um conjunto de artefactos que ajudaram a mudar o Mundo, tornando-o como o conhecemos, que as suas bondades e maldades, numa diversidade tantas vezes incompreensível.
Parece-me uma quase missão impossível eleger um invento entre tantos; mas a facilidade sempre me aborreceu e são as coisas quase impassíveis que dão cor à monotonia da existência. Mas sejamos honestos e reconheçamos que aquilatar entre o telégrafo e o telefone é complexo, confunde-nos perceber se aviação aproximou mais o mundo que a Internet. E ficamos com a dúvida existencial de como fazer uma hierarquia com a bomba atómica, a electricidade, a penicilina, a pílula do dia anterior, a televisão, o automóvel, milhares de comprimidos, as naves espaciais, o gps e tantos outros exemplos que nos esbatem na mente com setas incas.
Mas a escolher um e apenas um, escolhia dois, que vivem um para o outro na mais perfeita harmonia: o papel higiénico e a sanita, que nos permitem o higiénico prazer de o fazer mesmo quando precisa ser feito, sem necessidade de correr para o mato! Porque às vezes iludimo-nos, mas não há beleza maior que as coisas simples...

PS - Prezado leitor e amorosa leitora: não sente vergonha de ter perdido três minutos a ler um post sobre trampa? Vá trabalhar ou coser as meias da esposa!

segunda-feira, março 08, 2010

O PECzinho...

Começamos agora a ouvir as primeiras coisas sobre o PEC. A minha opinião foi escrita aqui há umas semanas! Temo que as medidas hoje sejam claramente insuficientes: este País precisa urgentemente de líder que tenha a coragem de falar verdade! Mesmo que não gostemos de a ouvir!

(por falar em coisas esquisitas: recordam-se de vos ter dito que o CDS queria baixar salários dos políticos e PCP e BE eram contra? Leiam e pasmem-se!)

Há uns anos...

... era para mim uma noite especial. Ficava madrugada dentro a ver a cerimónia, fazia apostas com os amigos, tinha favoritos, conhecia os filmes todos (a frase devia ser ao contrário, mas tive preguiça de apagar e agora escrevi bem mais do que tinha escrito se tivesse apagado e corrigido)! Agora... limito-me a ver os resumos e a constatar que não tenho opinião porque não vi o filme vencedor da noite!

Cócarócó có


Porque hoje é Dia da Mulher, fica a justa homenagem para as guerrilheiras da igualdade: sem elas não haviam bares de strip masculino e a minha adolescência não tinha sido tão divertida!

domingo, março 07, 2010

É o que se chama...

...ganhar o poker sem fazer bluff!

PS - os leitores repararam que ontem não fiz nenhum post sobre futebol?!

É por estas coisas...

... que eu critico a PSP! As agentes portuguesas têm de ir fazer formação para a Austrália! Porque lá dão valor à expressão, algemem-me!!!

Quem é o teu Ídolo?

1º) Escolhe o teu número preferido de 1 a 9
2º) Multiplica por 3,
3º) Soma 3 ao resultado
4º) Multiplica o resultado por 3
5º) Soma os dígitos do resultado


(Veja aqui o resultado)

sábado, março 06, 2010

Coisas que não entendia e agora entendo (com Adenda)

Muitas vezes, questiona os meus botões das calças, sobre essa estranha e nova mania de as mulheres passarem o tempo a ouvir MP3, de andarem todas felizes a cantarolar e a dançar na rua! Mas efectivamente, tudo na vida tem uma explicação: e agora já compreendo a motivação!

A Adenda: depois, digam que o H é mauzinho para as meninas e não pensa nos desejos delas!

Farinheira à Braz

Surpreendido? Isto é um prato quase gourmet, tipo alentejano chique, uma verdadeira sensualidade do restolho!
Os ingredientes são aqueles que está a pensar, caso o meu prezado leitor esteja mesmo a pensar: se tiver preguiça, fica a saber que precisa de uma farinheira BOA, ovos, cebola, alho, sal, azeite, batata do pacote (não do seu, como é óbvio) e salsa. Ou coentros que são tão parecidos que confundo quase sempre!
Sabe fazer bacalhau à braz? A coisa é igual. Parta a cebola pequenina, junte alho e deixe namorar em azeite alentejano até ficar loirinha. Antes, deverá cozer a farinheira e depois partir a dita cuja!
Voltámos agora para a frigideira onde deverá juntar a farinheira e deixá-la por lá uns minutos. Sensivelmente o tempo de colocar a mesa, abrir uma garrafa de vinho, ir à varanda fumar um cigarro, dar dois puns, para depois, misturar as batatas fritas, daquelas muito fininhas, inventadas por nosso senhor para juntar a estes pratos.
Enquanto as batatas andam por lá, parta uns quantos ovos - não me pergunte quantos, que não faço ideia se gosta de ovos e de quantas pessoas é que vão jantar - e misture naquela mistela, até que fique a seu gosto! Salpique com a salsa e sirva num prato bonito, preferencialmente acompanhado por uma salada verde com queijo de gaja maluca! Se não gostar de acompanhar com salada, ligue para uma gaja boa* e sussurre-lhe: apetece-te provar a minha farinheira?

* talvez seja preferível a gaja não ser muito boa. As muito boas têm a irritante mania de recusar!

sexta-feira, março 05, 2010

Fernando Nobre




Quando o mundo descobriu que estava perante a mais grave crise económica das últimas décadas, que subjacente a essa crise estava o completo desrespeito pelas mais elementares normas éticas e uma obsessão patológica por lucros fáceis, muitas vozes, decretaram o fim do capitalismo, não disfarçando o desejo de um regresso aos valores do socialismo, entendido como os primados dos regimes comunistas!
Reconheço uma enorme vantagem ao comunismo: é mais justo na repartição da riqueza, diminuindo a distância entre ricos e pobres, com excepção dos titulares de cargos políticos, que em todos os regimes comunistas viveram em ostentação, não obstante a miséria do povo. Mas se reconheço esta vantagem ao comunismo, afasto-me dele, porquanto a igualdade consegue-se tornando todos mais pobres, porque se o comunismo é generoso a repartir a riqueza, é inapto para a produzir, conduzindo à miséria. Por outro lado, sendo verdade que o comunismo é um processo que nunca culminou, todas as experiências realizadas, tiveram em comum a supressão da democracia e da generalidade dos direitos individuais!
Permitam-me um paralelismo: defender o fim do capitalismo devido à crise, tem o mesmo sentido que acabar com a democracia, porque algumas das nossas Instituições não honram valores fundamentais! A democracia e o capitalismo são péssimos sistemas, cheios de falhas: mas são sem a menor dúvida os melhores sistemas que conhecemos!
Não é licito inferir-se das minhas palavras a defesa da teoria da cegonha: se desde há muito no meu ensino trato da pertinência da regulação, o actual estádio da democracia portuguesa deprime-me! Quem lutou até ao 25 de Abril contra a ditadura de Salazar e a incapacidade de Marcello para a transição e depois até ao 25 de Novembro por uma verdadeira democracia, não tem no Portugal de hoje grandes razões para sorrir!
Os partidos, esse mal necessário da democracia, confundem-se com o Estado, utilizando-o em seu proveito, gerando uma elite de idiotas que se alimentam de injustificadas benesses e regalias, alicerçados nesse covil de promiscuidades que são as juventudes partidárias, verdadeiras Universidade de imoralidades, que ao longo destas décadas têm formando um bando de sanguessugas da riqueza nacional!
A doença, quiçá crónica, que vitima a partidocracia, que repele quem é competente para dar protagonismo a parasitas, é hoje uma das mais plausíveis explicações para o “Estado da Arte” da sociedade portuguesa, atrofiada no meio da mediocridade reinante, submetida aos ditames de poderes ocultos e opacos. E num contexto como este, numa época em que a qualidade da democracia é um tema pertinente, merece aplauso o surgimento no espectro politico de um candidato presidencial como Fernando Nobre.
Se aplaudo e sinto uma enorme esperança com esta candidatura, sinto que ainda é prematuro declarar desde já o meu apoio: mesmo sendo agnóstico não me custa reconhecer que a Irmã Lúcia tenha sido um ser humana excepcional, mas jamais teria votada nela para Presidente. Dito isto, se reconheço em Fernando Nobre qualidades humanas de excelência, se me encanta o surgimento de um rosto profundamente independente liberto da teia abjecta dos partidos, se aplaudo a coragem de quem por imperativos éticos aceita sair do conforto da imparcialidade para se sujeitar aquilo que os tugas melhor dominam, ou seja, a arte da maledicência, preciso de conhecer melhor o pensamento político do candidato, para tomar uma posição.
Tenho dissertado que a patética situação politica dos últimos anos, não reside nos lideres dos partidos, que acreditam lutam por um País melhor, mas na corja anónima que se acantona nos partidos, que vive na impunidade de fugir ao sufrágio com a complacência de uma Justiça lenta e pouco hábil para colarinhos brancos, com laivos de justiceira num mal disfarçado apetite para o exibicionismo, perante a apatia de um povo, profundamente cúmplice com a imoralidade, mergulhado numa amorfa cidadania, raramente capaz de se erguer por causas e valores, com excepções de surtos momentâneos em reacção nervosa e emocional a uma qualquer tragédia.
Pessoas com o perfil de Fernando Nobre, que não devem ter pretensões sebastianistas, carregam consigo a crucial vantagem de fazer envolver num projecto colectivo, de reconciliar Portugal com a sua história – a história real, não a imaginada - de restaurar credibilidade nas Instituições, de ser uma voz confiável.
Compreendo que o leitor acha leviano que o facto de alguém ser confiável seja um argumento importante para uma decisão com esta magnitude! Entendo-o, mas... em tempos de profunda miséria moral, todas as migalhas são banquetes!

Ideias que valem MESMO a pena aplaudir...

E o leitor? Vai ficar em casa a coçar os dos amigos ou quer recordar Beja dos anos 90, com um cheirinho a modernices?!

quinta-feira, março 04, 2010

Estou com medo, confesso...

Eu sei que homem que é homem não tem medo, mas na minha casa não há espaço para comprar um cão! Espreitei agora para a rotunda da BP e vi duas dezenas de polícias armados a mandar parar o trânsito. Será que Beja foi ocupada por libertadores norte-coreanos e ninguém me telefonou a avisar?!

A greve

Só agora percebi que a greve era hoje! E porque há textos que são sempre actuais, remeto um leitor para um texto antigo, tipo, tesourinho deprimente...

Estádio...

Segundo a imprensa de hoje, parece que a CMBeja está decidida a reabrir a discussão sobre o futuro do Estádio Flávio dos Santos, uma obra excepcional, completamente abandonada nos últimos anos, perdida numa profunda incerteza. Lanço o repto ao leitor: o que gostaria de ver naquele espaço nobre da cidade?
(ps - não fiz link para a notícia, porque há comentários que dão vontade de vomitar. Ou esmurrar, caso fosse visado...)

Chuva

Eu adoro chuva. Acho que a chuva condiz muito mais comigo que o Sol. Mas da mesma maneira que já não tenho idade para aguentar sete seguidas, estou oficialmente farto da chuva. Até uma sombrinha estou a pensar comprar! Se ainda há católicos neste blogue, metam uma cunha para esta treta parar uns dias. Preciso mesmo de secar as boxers. Há três dias que não uso e ontem entalei-me!

quarta-feira, março 03, 2010

Coisas...

É muito complicado manter um blogue pessoal, especialmente quando o mesmo é muitíssimo visitado, existindo uma quase obrigatoriedade auto-imposta de espetar aqui duas ou três tolices por dia. Ainda por cima quando se privilegia a opinião em vez da informação, quando a cada assunto se procura juntar um cunho pessoal ou uma qualquer parvoice que entretenha o leitor ou que o ajude a respirar entre post.
Isto não é a cantiga do coitadinho que sofre horrores por ter um blogue e que apenas o faz pelo supremo sacrificio de alimentar a mente dos leitores: sou pai da expressão ao fim do dia um blogue é apenas um blogue, faço-o por prazer egoísta - sim, blogar é masturbação!!! - enquanto tiver tempo, paciência e vontade. Aliás, o blogue é muito mais intimo e pessoal do que os leitores pensam e quiçá só um dia entendam se a vida me permitir escrever a centésima razão para amar Beja.
(entretanto tive de fazer uma coisa e perdi o raciocínio....)

Em suma e porque perdi a reflexão e agora já estou apressado, quis apenas dizer que há dias em que não faço a menor ideia que bosta vou aqui plantar: e tento fazer um zapping por blogues desesperado à procura de inspiração! E sempre que o faço, percebo a razão pela qual, cada vez vou a menos blogues. Especialmente os nacionais! Haja paciência para tanto fedelho mimado...

Liceu de Beja

O Conselho de Opinião de ontem acabou por ser interessante, por inesperados motivos. Havia rumores de que as obras do Liceu eram um grande mistério e realizadas sem conhecimento da comunidade académica. Afinal era uma ilusão: o projecto foi discutido com professores e alunos é acompanhado de perto pela Direcção da Escola, num casamento perfeito com a Parque Escolar!
Mais. Vai ter uma cozinha enorme e perfeita para casamentos, salas para servir a comunidade, biblioteca, coisas bonitas a favor do ambiente, um pavilhão - espero que a CMB pressione -, uma biblioteca, quadros informáticos, montes de Magalhães. Um luxo! Qualquer dia ainda vou para o Liceu!

Ainda a tragédia da Madeira

Não gosto do estilo de Alberto João Jardim. Há anos fiz isto e mantenho! A democracia terá as suas "nuances" e estas não são as democracias que admiro! Como não estou convencido que a tragédia madeirense podia ter sido menos grave, se não existissem tantos atentados ao ambiente, esta estúpida mania de andar aos murros com a natureza!
Mas a forma como João Jardim inspirou os madeirenses naquelas horas de sofrimento é uma lição para o continente, porque, goste-se ou não do estilo - e eu não gosto - nestes dias tem sido um Estadista! E ajudou a demonstrar provavelmente a mais nobre qualidade dos portugueses: a capacidade para se unirem perante uma desgraça.

terça-feira, março 02, 2010

Conselho de Opinião

Tinha falado nisto na semana passada, mas acabou por ser adiado. Finalmente esta semana vamos debater o tema. Sendo que excepcionalmente vou coordenar o programa o que não augura nada de bom!

Pax julia

Para quem estiver interessado em novidades sobre o Pax Julia, é clicar. Não paga nada!

PS - E que tal um ciclo dedicado a Woody Allen seguido de um a Pedro Almodovar?!

segunda-feira, março 01, 2010

Coisas assim tipo que nem sei muito bem (ou até sei...)

Começo hoje um novo semestre. Já são 12 anos de Ensino Superior e daqui a um mês completo dez anos de IPBeja. Sempre amei dar aulas: é patético reconhecer, mas é aquilo que mais prazer me dá fazer! (tanto como aquilo que está a pensar!).
Mas pela primeira vez, vou começar sem vontade! Não vou explicar as razões - ainda não é o momento - mas subir a enorme rampa da Estig não tem sido um prazer. Felizmente, há os alunos...

Disturbios...

.. culturais. Queres saber mais?

Quatro meses depois...

Se não estou enganado - algo que acontece muitas vezes - faz hoje quatro meses que Pulido Valente começou a exercer o seu mandato autárquico! Um mandato que tem sido bastante criticado!
Do lado dos comunistas, sempre que se mexe um vaso começam a gritar perseguição, numa postura que não surpreende ninguém, continuando a apostar nos boatos e nos ataques pessoais; no caso dos socialistas, ouvem-se vozes descontentes, daqueles que defendiam que uma desratização na câmara e apedrejamento de todos os que directa ou indirectamente tenham estado ao lado dos 35 anos vermelhos!
Para quem entende que o papel de uma liderança é agradar a todos, este foi um mau inicio de mandato: mas essa não é nem será a forma como gosto das lideranças, como aqui expliquei!
Obviamente que nem tudo foi perfeito! É imperioso melhorar a comunicação, há projectos que estavam pensados que já podiam estar em execução - o museu do azeite, por exemplo -, falta apoio do partido na defesa de algumas posições e no combate à desinformação, como urge perceber que é importante reforçar a equipa dentro do Município! E digo-o de forma clara e sem merdas: se há muita gente competente dentro da CMBeja, também há largas dezenas de pessoas na Instituição e nas Empresas Municipais que são funcionários políticos do PCP, entraram com cunhas, são incompetentes e tudo vão fazer para que as coisas corram mal! E esse é um perigo que é parvoíce fingir que não existe!
Dito isto, que fique claro: deu-me um gozo do caraças ter sido parte do projecto Beja Capital!