"O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão" (Nuno Lobo Antunes)
segunda-feira, julho 21, 2008
domingo, julho 20, 2008
A questão (que querem que seja) do momento...
sábado, julho 19, 2008
Concentração Motard de Faro...
Mais uma vez, milhares de portugueses ruma para a capital do Algarve para passarem dois dias a ver motos... Quem não gosta de motas, pode sempre ir para o aLLgarve e fazer como este cidadão britânico!
A primeira bailarina, por Edgar Degas
Edgar Degas é um pintor francês cuja vida se cruzou entre os séculos XIX e XX para se tornar imortal graças à excelência do seu traço.
Degas teve uma infância faustosa, no meia da mais proeminente burguesia, privilegiado na vertente material, cresceu para vingar como aristocrata, na peugada de seu pai, insigne banqueiro parisiense. Na opulência de uma vida farta, o jovem adulto Degas ruma a Itália numa viagem de lazer, onde se encanta com os clássicos do período renascentista. Nesses dias ainda estava longe de ser o génio revolucionário que o imortaliza.
O percurso artístico nasce depois, após travar conhecimento com a obra do seu primeiro mestre Dominique Ingres e posteriormente o seu grande amigo Manet.
Faço parênteses no percurso de Degas, para convidar as leitoras a refugiarem-se na infância, os leitores a recordarem as suas pequenas petizas, retroagindo a um momento no tempo, em que todas as meninas sonharam um dia em ser bailarinas, perderem-se na musica, com um par de sandálias mágicas nos pés, que nos permitem viver todos os sonhos. E carregam convosco essa imagem pura e cândida para a leitura do quadro.
Na pequena bailarina vemos a negação do seu estilo impressionista, o momento que quebra os dogmas da técnica que lhe havia granjeado sucesso, deixando soltar o pincel para tons mais quentes e vibrantes, sendo espelho das minhas palavras, a bailarina que vou, que deixa o palco inóspito para entrar num mundo maravilhoso dos sonhos, aquele local acolhedor que apenas conhecemos nas primeiras infâncias. Um lugar de sonho!
Mas, quem é a bailarina serena pura e imaculada de Degas?
A bailarina é uma jovem artista de parcos recursos, uma família que vivia de miséria, tinha na irmã uma prostituta e ela própria vendeu o corpo como sustento para a vida artística. Ao retrata-la Degas expõe a hipócrita sociedade aristocrática parisiense que cultiva a futilidade com uma tela de realidade, pintando a vida, com cores diferentes dos contos de fadas. No rosto de uma bailarina que deixou de conseguir sonhar e ser criança!
Beja muito à frente...
sexta-feira, julho 18, 2008
E o grande apito, virou uma reles gaita...
Lendo a Impresa aqui no burgo...
No que concerne à Impresa aqui do burgo, não li a minha crónica do CorreioAlentejo (já a conhecia), mas gostei do merecido destaque ao Teixeira Correia,li o artigo do ArtePublica (onde parece que dão razão ao que digo na crónica) e deixo homenagem à entrevista com a Tonicha: alguém que usa um nome assim, merece palmas!
Não vou assinar a petição do Diário do Alentejo, apesar de ser contra o projecto de lei: respeito quem diz o contrário, mas não assino um documento que diz que o DA é um jornal independente! Mas gostei muito da capa, a melhor em muitos e muitos meses, não apenas graficamente bonita, mas com uma mensagem de esperança: sim, porque eu também acredito que o Alentejo tem futuro!
Efeméride...
Mas chega da lamechice que hoje o dia é de parabéns. Oito anos numa casa nocturna de província são décadas e só a excelência dos seus responsáveis explicam este sucesso!
Para eles e para o novo sócio... um abraço de parabéns e.. que venham mais oito...
quinta-feira, julho 17, 2008
Post Orson Welles...
Num momento em que a Europa vive quiçá a maior crise económica do pós-guerra é intolerável que alguns Governo (como o Governo Tuga) e agora a União Europeia percam tempo, dinheiro, a paciência e a estima dos cidadãos europeus com obscenidades!
Vamos aos factos: já não bastava a famosa Directiva sobre implantes de silicone (que Pacheco Pereira tanto gosta de falar), como agora o Parlamento Europeu vai criar legislação sobre a dimensão dos vibradores!
Parece que por detrás (expressão perigosa neste contexto) da decisão está uma alegação da Associação Inglesa dos Pais Divorciados, apoiada pela Igreja Anglicana, onde se sustenta, e cito o disparate "... a dimensão usada pelos produtores na fabricação de utensílios de diversão sexual para adultos, desmesuradamente grande face ao tamanho do órgão reprodutor masculino, cria falsas imagens, adulterando as expectativas das utilizadoras, com nefastas consequências para a manutenção da santidade do matrimonio"! E segue a fundamentação com mais disparates do género!
Desculpem a expressão: mas ninguém enfia nada aos ilustres deputados comunitários que lhes explique que a dimensão que nos ... lixa, é a do preço do petróleo, das taxas de juro e aumentos do preço dos alimentos?
Uma vergonha...
Esses malvados...
Não há nada mais obsceno que os números! (não, meu bom leitor, não estou a pensar nesse número em concreto!). O que move para dissertar sobre esses maganos dos números, logo eu que sou mais letras, é a crueldade insensível desses tarados dos números, que nos desnudam verdades inconvenientes! Segundo um bando de pervertidos por numerologia, comparando preços em Supermercado do rico Portugal e da paupérrima Inglaterra, onde os bifes têm um salário mínimo igualzinho ao nosso, apenas três vezes superior, concluiu que os preços no Algarve são mais caros que em Londres, o que pode matar a tese de que Portugal seria destino priveligiado para a velhice dos paises pobres do centro e norte da Europa.
Cambada de prostitutos que fazem estes estudos e nos coitam as espectativas!
Politicamente incorrecto...
Discriminação racial é definida nos relatórios internacionais como qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência em função da raça, cor, ascendência, origem nacional ou étnica, que tenha por objectivo ou produza como resultado a anulação ou restrição do reconhecimento, fruição ou exercício, em condições de igualdade, de direitos, liberdades e garantias ou de direitos económicos, sociais e culturais.
Esta é uma prática vil e obscena que encontra resquícios nos nossos sentimentos mais feios e abjectos dos preconceitos inaceitáveis: e ninguém tente procurar nas minhas palavras quaisquer afinidades com pensamentos xenófobos!
Começo esta crónica com precauções, porquanto numa era de ditadura do politicamente correcto, todos temem assumir de viva voz quaisquer posições que contrastem contra o fascismo das minorias.
Medito hoje sobre os acontecimentos da Quinta do Conde * em Loures, em que alegadamente dois grupos de minorias se confrontaram numa disputa étnica! Nada mais falso, nada mais hipócrita! O que aconteceu em Loures, não é uma disputa de africanos contra ciganos, mas dois bandos de criminosos que empunham armas na via pública e disputam tiros entre eles, alegadamente depois de um negócio de droga que correu mal! Por detrás daquelas pistolas, não estão negros, ciganos, brancos, amarelos, ricos ou pobres, mas estão criminosos que desafiaram o Estado de Direito e transformaram a rua de uma cidade num cenário de guerra!
Confiando na Imprensa de hoje, cerca de 90% dos habitantes daquele bairro vivem de subsídios do Estado, numa casa do Estado onde pagam ou não pagam uma renda privilegiada, não lhe sendo conhecida profissão ou anos de descontos! O que é perfeito exemplo daquilo que o Estado tem feito para integrar todas as pessoas que nascem em Portugal ou escolhem Portugal para morar, esforço que aqui se sublinha e aplaude!
Mas importa nunca esquecer que a integração é uma questão com dois lados! E a Europa lida mal com este problema! Não discriminar, ser intolerante com um discurso racista é sustentar que todas as minorias têm os mesmíssimos direitos que as maiorias, que devemos respeitar as suas convicções, forma de pensar e viver, religião e hábitos; mas nunca esquecer que existem também deveres, que são de todos, minorias e maiorias!
Não ignoro que corro o risco de dúbias interpretações, que alguns vão procurar nestas palavras um discurso intolerante, mas nunca subscrevi silêncios cobardes: e a única forma de combater o racismo é dizer palavras fortes quando os factos o exigem!
Portugal atravessa uma profunda crise económica e a palavra fome é o alimento de milhares e milhares de portugueses, que apesar de trabalharem e pagarem os seus impostos, de contribuírem activamente para o desenvolvimento da sociedade, vivem na inaceitável situação de não conseguirem cumprir os seus encargos! Para estes, brancos, negros, chineses, brasileiros, ciganos, homens e mulheres de todas as cores e credos, o Estado tem sido surdo aos apelos mudos, em nome do mal fadado combate ao deficit e da conjuntura externa madrasta! Mas têm sobrado apoios para todas as minorias, cultivando-se uma sociedade de inércia, o culto da dependência de apoios fartos e fáceis!
Urge dizer sem complexos que discriminar é, não apenas excluir ou restringir direitos a minorias, como dar a minorias um conjunto de direitos que se negam a todos os outros, numa intolerável tirania das minorias! E nunca esquecer que a mais nojenta forma de racismo, é com medo de ser acusado de racista, inventar critérios diferentes, para tratar pessoas, esquecendo que todas devem ser encaradas como iguais!
* Por inacreditável burrice de quem escreveu estas linhas, onde o animal escreveu Quinta do Conde quando devia ter zurrado Quinta da Fonte. Aos leitores (e aos ouvintes) as minhas patéticas desculpas!
quarta-feira, julho 16, 2008
Aimar não vai para o FCPorto...
... e depois de uma pública e patética longa novela Aimar assinou pelo meu triste Benfica, onde deverá fazer dupla com Mantorras, assistidos por Carlos Martins! No futebol as verdades de hoje são disparates de amanhã: mas... tentando recorrer à lógica e ao bom senso, com excepção do treinador, as novas contratações não auguram nada de bom!
Num país de abortos..
Mas ainda há coisas que finjo não entender: porque razão em Portugal se adoptou como forma prioritária para a interrupção "voluntária" da gravidez o método mais complexo, mais traumatizante e mais caro?
Porque nem as vacas (de 4 patas) são sagradas...
Por gente séria, porque o tema é sério! E a partir do momento em que temos energia nuclear na fronteira, não faz sentido arvorarmo-nos em virgens imaculadas!
E não se esqueça amigo leitor: a avestruz que enfiou a cabeça na areia, terminou enrabada!!!
Coisas de Pintos...
Há anos que leio com atenção Marinho Pinto e há anos que discordo de muito do que ele diz e, sobretudo, da forma como o diz! Mas da mesma forma que um relógio parado acerta duas vezes por dia nas horas, claro que no meio de muita verborreia terá razão em algo!E tenho muita razão num aspecto: a formação na Ordem dos Advogados é vergonhosamente má! Sei do que falo, fiz com sacrifício o estágio e somando as pseudo-aulas, com as assistências obrigatórias a processos e subsequentes relatórios (felizmente Deus inventou o copy-paste!) e o beija-mão aos Juízes, tudo aquilo era deprimente!
O sexo e a planície...
O Sexo e a Cidade e os Friends fazem parte de uma parte bonita da minha histórias, duas séries de referência que acompanhei durante vários anos: e recordar na tela essas momentos é deixar-me invadir por recordações daquelas que nos desenham um sorriso nos lábios!
Sobre o filme, honestamente, é um pouco amaricado! Durante mais de uma hora é um desfile de fatos, malas, brincos e gajas estranhamente com roupa! Se as gajas babam, confesso que olhar uma hora para mulheres vestidas enjoa um pouco!
Mas nem o excesso de roupa estraga o filme! Claro que não é o filme da minha vida, mas são duas horas e tal bem passadas: se me permitem o paralelismo, faz recordar aquele sexo aos 21, que mesmo quando era fraquito e de apenas duas horas e meia, fazia-nos regressar a casa com um sorriso nos lábios!
O Sexo e a Cidade consegue ser como filme aquilo que era como série: faz-nos sorrir, de quando em quando rir, por vezes pensar, rouba-nos alguns sorrisos melosos e quase lacrimejantes! Acham pouco para um filme?
terça-feira, julho 15, 2008
Porque há comment que merecem ser post...
"h", você como homem inteligente que é, ainda não se apercebeu que esse discurso de fé cega na iniciativa privada e no mercado, estão a conduzir o mundo ao abismo? Você não lê todos os dias as noticias dos jornais? Não vê que chegámos ao ponto que até os neo-liberais dizem que é preciso o estado por travões no capitalismo financeiro? Você acha que só pelo facto de um jornal não ser directamente pago com o dinheiro dos contribuintes, lhe confere um estatuto de respeitabilidade e isenção?
Você acha que um jornal nas mãos do Belmiro de Azevedo é mais democrático? Só o é até que não colida com os interesses estratégicos do seu grupo económico. Não acha que já temos demasiados meios de comunicação nas mãos dos privados? Ainda não viu que essa história da liberdade de expressão vale muito pouco ou quase nada quando se vive uma situação de crise económica global, sem precedentes? Tudo isto não surgiu do nada. Se tivermos uma perspectiva histórica da evolução do capitalismo, principalmente nos últimos 10/15 anos, verificamos que estamos a beber o veneno que o senhor Bush e companhia destilaram no mundo e nas economias. Já reparou que os gurus economistas portugueses que emitem opinião por tudo e por nada, sempre num determinado sentido, como é óbvio, foram apanhados de surpresa?
Porque politiquice também tem piada...
O politicamente correcto obriga a reconhecer que é politicamente incorrecta fazer uma correcta análise política à forma desprezando o conteúdo! Mas quem gosto de olhar a política descomplexadamente, sem ódios privados, dor de corno ou preso a amarras partidárias, consegue encontrar motivos para um breve sorriso em questões meramente formais. O melhor deputado alentejano - José Soeiro, aqui elogiado - foi à beira Guadiana e meteu os pés na água: ao deslocar-se a Mértola e ignorar a Câmara - que dá jeito ser a pior do Distrito!!! - deu a cara à critica fácil, bem aproveitado por Pulido Valente, que volta a demonstrar habilidade política.
Claro que isto são pequenos fait divers de província: mas foi inteligente a forma como se agarrou num erro de forma para conseguir anular eventuais consequências de uma viagem que poderia ser politicamente incorrecta! É injusto? Porventura é! Mas ... este bem JPV!


