Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 28, 2011

A "insuportável" leveza do ser, por Kundera

A insustentável leveza do ser é sem dúvida um dos Livros da minha vida, quiçá o que mais reli, quiçá o que mais me encanta! No silêncio cúmplice da noite chego a perguntar-me se não terei lido o livro jovem demais, se tudo não teria sido diferente se nunca o tivesse lido!
Se ler nos abre as portas das viagens pelo tempo e pelo espaço, poucos livros me fazem passear numa cidade desconhecida como este; com vergonha confesso, que quero conhecer Praga por este livro e este livro é a razão que sempre fugi de Praga: porque a Praga que amo é de 68, porque na Praga porque me apaixonei a Teresa e Sabina tomam café numa praça! E provavelmente ouvem Katie Malua, muito próximo da loucura!
Sim, reli agora mais uma vez! E agora olho ao longe as estrelas que sorriem tristes no horizonte, numa noite quente, abafada, insuportavelmente verão!

domingo, abril 17, 2011

A queda dos gigantes, por Ken Follett


Viagra e Prozac recomenda! Porque conheci poucas mulheres que fizessem o amor melhor do que este homem escreve... 

quarta-feira, março 16, 2011

O Homem da Carbonária!




Uma das minhas huguices - significa, coisas muito parvas que eu faço e que de uma estúpida mania me caracterizam - é passar tempo numa livraria e procurar livros e autores que nunca ouvi falar! Pode ser uma coisa tipo Santo Graal, mas sabe-me deliciosamente quando descubro livros que me escolhem e me fazem apaixonar por eles! Tantas e tantas vezes compro desilusões, mas, de quando em quando, perdido nas prateleiras, surge algo que me encanta! E foi assim que conheci Carlos Ademar e a Sua estranha forma de vida, um romance profundo sobre um Portugal de hoje que muitos tontos como eu ignoram que existem! E, quando me encantei pelo autor, ainda desconhecia em absoluto que este sabia escrever, mas o seu maior talento era fazer filhas! 
Regressei ao autor por via do Homem da Carbonária, um delicioso e metódico regresso aos anos 20 de Lisboa - por acaso o livro está tão atual que mete impressão - onde o autor, a pretexto de um crime, nos oferece uma parte da História de Portugal! Vale realmente a pena! Mesmo!

domingo, janeiro 16, 2011

A Marina de Carlos Ruiz Zafón

Desde que a Sombra do Vento me escolheu, há uma meia dúzia de anos, que me apaixonei por Zafón: não sentia nada assim desde que conheci Garcia Marques ou antes disso Kundera. Redescobri o fascínio pelo autor no seu magnifico Jogo do Anjo, como escrevi aqui, num interessante debate!
Marina não está ao nível dos seus seguidores, ainda que o autor diga que é o seu filho predileto! O enredo não nos envolve, a história não nos esmaga, o dilema moral não nos levanta delicadas questões de consciência. Mas... o raio do homem escreve melhor do que a maioria das mulheres fornica! Ele não escreve sobre Barcelona: ele faz amor com a cidade, senta-nos nas suas ruas, passeia ao nosso lado pela deslumbrante Barcelona, mostra-nos os recantos da cidade, coloca em nós a semente da paixão pela Catalunha!

quinta-feira, janeiro 21, 2010

quinta-feira, setembro 24, 2009

No teu deserto, por Miguel Sousa Tavares

Nunca escondi a profunda admiração que nutro por Miguel Sousa Tavares! Admiração que, como o leitor bem sabe, é eufemismo para a mais abjecta e pura inveja! Sousa Tavares é um excepcional jornalista, provavelmente o mais lúcido dos comentadores políticos e escreve melhor do que ninguém no Portugal contemporâneo! Ainda por cima tem a profunda e deliciosa arrogância de assumir os seus vícios, num patético País do politiqueiramente correcto. E até se dá ao luxo de ser giro. Felizmente é do FCP, o que prova que ninguém é perfeito!
No teu deserto é o seu ultimo livro, um quase romance. Que se lê de um único fôlego, porquanto é absolutamente impossível para de ler!
Admito que não seja um Equador ou um Rio das Flores: mas o que lhe falta em história, ganha num intimismo que nos surpreende. No teu deserto oferece-nos uma história de quase amor ou mais do que amor, guia-nos ao deserto e aos seus cheiros, convida-nos para uma viagem introspectiva, através da pena de alguém que se sabe ler a si própria e exibir com orgulhos as suas falhas e defeitos. E como se não fosse bastante, é um livro que fala de silêncio e das palavras que ficaram por dizer!
Absoluta e deliciosamente extraordinário!

terça-feira, setembro 22, 2009

Leite Derramado, por Chico Buarque

Depois de uma fase marota onde só me aparecia trampa na mesinha de cabeceira, finalmente que volto a ler algo que realmente vale a pena. Leite Derramado fala de duas coisas que amo de paixão: memória a senilidade, num enredo que atravessa toda a história do Brasil, os seus contrastes e calores, a saga triste de uma família, pela voz rouca de um centenário que há muito se esqueceu da razão. Chico Buarque trata a prosa como poesia e cada linha é uma partitura que apetece ler duas vezes. Recomendo, para ler nas primeiras noites de Outono!

quarta-feira, agosto 26, 2009

Bibliobus...

Com excepção do nome que me parece um pouco infeliz, sublinho e aplaudo com entusiasmo a excelente iniciativa da Câmara Municipal de Beja em levar a Biblioteca às freguesias rurais! Eu próprio no âmbito da candidatura de Jorge Pulido Valente defendi a criação desta valência, ainda que com contornos diferentes! Por tudo, que fique claro, apoio incondicionalmente a iniciativa!

Sobre a forma como vai ser apresentada, mormente as festas que vão fazer em todas as freguesias, não vou repetir o que já se disse mais do que uma vez! Posso estar a ser ingénuo, mas honestamente acredito que este abuso da utilização de meios públicos para a campanha, vai ser contraproducente, porque as pessoas não são tontas! E mais: não se pode a nível nacional criticar a propaganda de Sócrates e fazer o mesmo em Beja, ainda com menos inteligência e de modo ainda mais desavergonhado!

Termino com o mais relevante: diga 19 vai ser feita uma justíssima homenagem a Figueira Mestre! Pessoalmente não vou estar presente para não dar margem para quezílias estéreis, mas elogio e irei divulgar a iniciativa (mandem-me o cartaz, que vou publicar!)

quinta-feira, julho 30, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

A Sombra da Chuva, por Margarida Brito

Tenho a mania de ler o que se escreve em Portugal. Por esse motivo, já regressei a casa carregando muita e cara porcaria literária. Embora sempre achei que um mau livro continua a ser algo muito bom! Mas se tenho tara pelos clássicos, a mania de ler autores portugueses permitiu-me conhecer coisas maravilhosas como Enquanto Salazar dormia, de Diogo Amaral ou o interessantíssimo Estranha forma de vida, de Carlos Ademar (que bem mais tarde descobri ser o pai da coxa).
Cheguei à Sombra da Chuva de uma forma diferente. Desde logo, o nome da autora oferece-me recordações de um passado longínquo, a coincidência homónima de alguém que me tentou ensinar a sorrir.
Confesso que termino a leitura irritado com a Autora arrepiado com o ultimo capítulo. Eu sei que a inveja é pecado, mas encantou-me o detalhe em cada frase, o modo criterioso como escreve cada palavra, os silêncios no livro (não consigo explicar melhor, do que usando esta enigmática expressão), a forma excepcional como trata a língua portuguesa, o facto como em cada página nos recorda como é saboroso ler algo bem escrito.
A Sombra da Chuva não é um romance para ler na praia ou durante o trajecto de metro: o livro merece uma lareira acesa e um copo de bom vinho em copo alto, um queijo que terá de ser de Serpa, para saborear com calma, beber da experiência de Alma, aprender com a triste alegria da pequena Flávia (a quem só faltam uns caracóis) e encontrar a Sancha que temos dentro de nós, ou bem próximo de nós...
A Sombra da Chuva é um livro que se passa no Inverno, onde a chuva bate na janela de vidro cuspida por um céu cinzento breu, em que as palavras nos convidam a pensar: é preciso algo mais para dizer que é uma leitura fascinante?

quinta-feira, abril 23, 2009

Porque hoje é dia do Livro...

Se eu fosse hoje para uma ilha deserta, para além da insuflável, levava os Sete Minutos de Irving Wallace!

domingo, março 15, 2009

segunda-feira, março 09, 2009

O leitor, de Bernhard Schlink

Terminei a leitura do "the reader", na versão inglesa - e para mim é diferente ler ou não em português - e achei o livro absolutamente fabuloso. Como escrevi aqui tenho uma valente pancada pelo período da segunda guerra mundial e acho muito refrescante ler a perspectiva germânica da guerra. No caso, este é um livro que fala de livros, de personagens que gostam de ler livros, de amores que nos marcam para a vida, com traços de uma lolita no masculino. Recomendo muito e muito. E em breve quero ver o filme (apanharam a dica, piratas informáticos?)

domingo, março 01, 2009

Uma espécie de um parvo SOS

Há uns dias escrevi isto aqui. E com efeito, mal terminei os Maias invadiu-me uma nostalgia que me obrigou a abrigar-me no Crime do Padre Amaro. Que terminei. E invadiu-me um incontrolável desejo de rever o filme, para que as personagens continuem comigo. Fui ao clube mas o filme já não consta do catálogo. Compensei-me com o Woody, mas o vazio não desapareceu. Alguma alma caridosa tem forma de me emprestar o filme?
Ainda quase no contexto: ontem de tarde revi o Conde de Monte Cristo: o filme é fraquito, mas ao vê-lo, voltei a sentir as linhas de um dos livros da minha vida!

sábado, fevereiro 28, 2009

Em plena quase crise literária, pergunto...

... que bom livro de aconselha a ler? Estou sem ideias...
(um destes dias tenho de fazer um post sobre o cão dos olhos cinzentos que mora na casa maravilha!)

sábado, fevereiro 07, 2009

Coisas (ou seja, um titulo que gosto de dar quando não sei que titAlo dar!

Na minha estúpida - mas muito animada - adolescência em achava que tinha lido as esmagadora maioria da obra de Eça de Queiroz. Como é inocente e tonta a juventude: como se se pudesse compreender Eça aos dezassete.
Perguntava sobre qualidade de vida? Qualidade de vida é estar no café do parque a ler os Maias e ter direito a um abraço da sobrinha...

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Chamem-me o que quiserem...

Em plena crise literária, num momento de profundo desespero, voltei a tentar ler Saramago e o seu novo "elefante". Chamem-me todos os nomes, mas não gosto, não suporto, não tenho paciência para a arrogância de não usar pontos final e as letras minúsculas, mais as virgulas e o raio de uma história absurda. Digam o que disserem, mas com excepção do Levantado do Chão - que é brilhante - Saramago escreveu coisas razoáveis, outras medianas e muitas intragáveis!

domingo, janeiro 18, 2009

Sinto Muito, de Lobo Antunes...

Não gosto de livros que são a soma de crónicas. Não sou particularmente atraído pelas singularidades da medicina. E tenho uma relação complexa com as biografias. E chamem-me todos os nomes, mas não tenho paciência para ler Lobo Antunes. O outro. Porque a escrita de Nuno Lobo Antunes é deliciosa. Sem pretensiosismos, anima a língua portuguesa com combinações e cores diferentes, numa escrita nos arrebate e comove. Estou a meio e já sinto saudades...

Agora praticamente fora de contexto, uma breve nota para dizer que tenho os melhores pais do mundo. E devia dizê-lo muito mais vezes...

quinta-feira, janeiro 01, 2009

O jogo do anjo...

Sempre senti o intimo orgulho de ter descoberto Zafón quando era um ilustre desconhecido em Portugal. Li e reli a "Sombra do Vento" ofereci a várias pessoas e sempre intui que estava ali um escritor fabuloso. Que confirmou com o Jogo do Anjo, onde regressamos a Barcelona nos anos vinte, revemos o Cemitério dos Livros Perdidos e a família Sempere. Sem dúvida um livro fabuloso.
A tempo para quem já o leu: quem é Andrea Correli?

terça-feira, setembro 25, 2007

Divulgação Quase-Cultural

No próximo sábado, quase na mesma hora que na Catedral da Luz os meninos lagartos vão dar uma enrabadela às florzinhas cor-de-rosa, a Biblioteca Municipal de Beja Dom José Sairamago(leia-se PAX JULIA, que o burro do h confundiu o local) vai ser palco (ou alvo) da apresentação do livro Se não me comprarem, mato-me!, escrito pela pena (ou computador) de António Manuel Revez, conhecido na intimidade por Loira Suicida!
O livro será apresentado por este gajo, vai ser vendido com desconto e pelo menos o autor já confirmou a sua presença, embora exista a ameaça que possa sair a meio!

ADENDA IMPORTANTE: A apresentação do Livro vai ser pelas 18h, NA CAFETARIA DO TEATRO PAX JULIA de forma a conciliar o lançamento do livro com outras iniciativas do Festival do Amor (tal como o jogo, ehehehe)