Para que eu possa dizer que determinada pessoa é um criminoso, um chulo da sociedade e absolutamente imprestável, onde tem que ter nascido, qual a sua cor e etnia? Só para não ser politicamente incorrecto!
"O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão" (Nuno Lobo Antunes)
terça-feira, julho 15, 2008
Porque perguntar não devia ofender...
Para que eu possa dizer que determinada pessoa é um criminoso, um chulo da sociedade e absolutamente imprestável, onde tem que ter nascido, qual a sua cor e etnia? Só para não ser politicamente incorrecto!
Se eu fosse ...
segunda-feira, julho 14, 2008
A preocupação de Rui Sousa Santos
Não deixa de ser curioso que só agora o desatento socialista Sousa Santos tenha reparado na desatenção do PS-Beja, incapaz de ser oposição, inepta para explicar as medidas do Governo, impotente na defesa dos seus eleitos (recordam-se do confrangedor silêncio quando o GC foi alvo de críticas, algumas justas)?
Muitas vezes deixei aqui escrito: não existe PS-Beja! E é desatenção apenas agora repararem nisso...
Intimos e Pessoais...
É nestes dias que percebo que estou a ficar velho! Fecho os olhos e parece que foi ontem que vi o olhar terno de minha mãe na maternidade a olhar para mim, embevecida com o privilégio de não sei quantas horas de pavorosas dores! E apesar de ela carregar no rosto a cara daquele saudoso dia, hoje é o dia do seu quadragésimo aniversário! E porque tal como o filho odeia a data, eu hoje não vou falar nisso com absolutamente ninguém! Porque sei que não gostaria! E ficava fula comigo se eu tivesse a distinta lata de dizer algo sobre esse assunto neste vergonhoso blogue!
domingo, julho 13, 2008
Estou comovido...
Ao ter inventado que os meus leitores se estão a juntar para me oferecer um iphone novinho em folha para actualizar o blogue nas férias...
António Zambujo...
António Zambujo teve o triste fado de nascer em Beja, onde em regra somos mesquinhos e com umbigos demasiado grandes para reconhecer o valor dos outros, ainda que esses outros, sejam bejenses como nós. O que se é sempre uma injustiça é ainda maior no caso do António que canta realmente bem o fado. Como por estes dias vai mostrar aos americanos... O António Zambujo e o fado estão de parabéns!
sábado, julho 12, 2008
Uma espécie de comunismo...
Com efeito, em pleno parlamento, o Fidelzinho, - que já tinha permitido ao povão entrar nos hóteis, comprar telemóvel e ter Internet (embora com os conteúdos democraticamente censurados!) - veio enterrar o fim do grande mito comunista: todos devem ganhar o mesmo, apesar da qualidade do seu trabalho! Para acompanhar a revolução silenciosa em Cuba...
Gaspacho com Macacadas...
E parece aos leigos que não há nada mais simples de confeccionar que um gaspacho, a simples união de alguns vegetais! Patético ilusão meus caros infiéis! Cozinhar um gaspacho é um arte apenas ao alcance dos predestinados. Há três semanas comi um pelas sábias mão da D. Isabel Proença no Restaurante Frango da Guia (para mim, quem melhor cozinha na região, logo seguida da D. Ana dos Infantes) onde na primeira colherada se degustava a excelência: a esse seguiram-se outros m diversos locais, uns melhores que outros, mas sem repetir a exuberância daquele paladar! Porque a magia não se transmite nem ensina!
Excepto a magia das crianças, que é infindável. Comovente a forma como aderem a uma peça de teatro, in casu, O macaco do rabo cortado!
Apesar da minha objecção pelas peças dos Lendias d`Encantar onde as atrizes não exibiem as cuequinhas e não obstante aquela parte inicial em que se pede e se dá o rabo (imperdoável numa peça infantil! eheheh) - como bom canalha - agora que o espectáculo vai sair de cena, venho convidar todos para assistir! Desde logo porque qualquer companhia que tenho o Paulo Ribeiro a dar música comete concorrência desleal: depois, porque a peçá está bem encenada , um texto bem escrito sem pretensionismos demagógicos e os desempenhos dos actores são realmente bons, permitindo a petizes de todas as idades passarem uma parte de tarde muito agradável e sair do Pax-Júlia com um sorriso nos olhos!
E não há melhor contributo para o Teatro, que ganhar as crianças...
Mona Lisa, por Leonardo da Vinci
Não vou comentar a leviandade de comentar este quadro, quiçá o mais dissecado de sempre, por pessoas de alto coturno e elevada sapiência, pelo que quaisquer palavras minhas seriam um somatório de banalidades com leviandades, num patético resultado final de altiva e insensata ignorância!
Mas parto da magnifica obra de Leonardo da Vinci para partilhar com o meu paciente leitor o meu maior fetiche, uma tara recalcada, um encantamento por olhos. Porque contrariamente aos eruditos, fascina-me mais na tela o olhar que o sorriso!
Não a beleza intrínseca dos olhos, porque toda a beleza é efémera, quase sempre mais intensa nos olhos de quem a contempla do que no objecto do desejo: o que realmente me fascina são os olhares!
Convido o meu bom leitor a concentrar-se no olhar de Gioconda, abstraindo-se de tudo o resto. Carrega consigo para o lugar tranquilo onde deixamos a imaginação soltar-se, a frase batida, aqueles lugares comuns de que os olhos são os espelhos da alma, sinceros como punhais insusceptíveis de serem conspurcados com o pecado da mentira e do engano!
Se fechar neste instante os seus olhos, consegue ver o olhar de Mona Lisa?
Consegue ler naquele olhar o sorriso de uma menina travessa que carrega consigo o pecado da volúpia, o delito do desejo inconfessável e proibido? Ou quiçá, ou contemplá-lo encontre nele escrito a devassa do sofrimento de um amor perdido no tempo, as chagas da saudade impotente do desejo não consumado! Ou o meu leitor ao olhar com os seus olhos aquele outro olhar, vê nele a pacatez tranquilidade da maturidade, cicatrizes que sararam serenamente, a vida vivida com a certeza de que nenhuma dor nos mata, apenas nos oferece sapiência para novos sofrimentos que o fado do destino nos reserve?
No olhar de Gioconda, como nos outros olhares encontramos a transparência inexpressiva de ler neles apenas o que os nossos olhos querem ver, um mero espelho dos nossos sonhos, desejos e recalcamentos, penumbras de uma verdade que pretendemos ver ou fugir! O que não lhes retira o encanto…
sexta-feira, julho 11, 2008
Lendo a Impresa aqui do burgo...
A tempo: É conhecido que crítico a falta de independência política do DA: mas li com atenção na semana passado um artigo do Drº Covas Lima (insuspeito) onde sem eufemismos afirma que nunca um texto seu foi censurado! Deixo o registo!
Ode aos meus leitores!
O melhor dos blogues são os leitores/comentadores! Não vou imitar os hipócritas e dizer que escrevo apenas para mim! Quando escrevo apenas para mim, não o faço no blogue, mas nos velhos livrinhos com leitura proibida, mesmo para mim!
Afirmar o que fica escrito, é diferente de masturbar-me a olhar para os contadores: não apenas porque são pouco fiáveis, como desde os 17 percebi que muita quantidade não substitui boa qualidade!
Há algum tempo que pensava neste post (contrariando desta forma o mito urbano que apenas penso em mamocas e trampas!): deixar um elogio aos meus leitores!
Eu sei que sou um péssimo anfitrião! Invejo os “blogger” (expressão horrível!!!) que têm a delicadeza de responder a todos os comentários, sempre com palavras amorosas! Eu sei que raramente respondo aos comentários, mesmo quando me fazem perguntas directas, comento a vergonhosa indelicadeza de não deixar palavras nos blogues de quem me visita, mas acreditem, que não o faço por mal! É uma mistura de excesso de trabalho, com trombice aguda e quiçá alguma antipatia natural! Mas sempre achei que a simpatia histérica era sobrevalorizada e sempre entendi que o facto de nos lermos uns aos outros não nos faz melhores amigos!
O que não implica que não exista recíproca estima: bem sei que poderia/deveria trocar mails com quem me comenta e outras gentilezas, mas sofre de uma mescla de timidez com estupidez e um dia-a-dia cheio que não me permite ser blogosfericamente gentil!
Bem sei que me perdi no trajecto, mas regressando à estrada que me fez escrever este post, quero deixar uma palavra a quem tem a paciência de me visitar! Depois de uns primeiros tempos em que reinava uma visão monoteísta da blogosfera regional, os leitores frequentes (não gosto especialmente dos paraquedistas, que muitas vezes por não perceberem o estilo de quem escreve recorrem à verborreia!) entendem que aqui se brinca e provoca, de quando em quando se convida a pensar, num espaço de grande liberdade para a controvérsia, onde todos são bem vindos, mesmo aqueles que pensam diferente de mim. Ou aqueles que gostam de umas coisas, mas de quando em quando sentem vontade de me endeusar, no estilo de agarrar num quilo de pregos e espetar-me numa árvore isolada! Mas.. se quando se escreve, não provocamos emoções aos outros, vale a pena escrever?
Para fazer algo que os outros nada sentem, não tinha um blogue: fazia o coito!
Falta de civismo...
Anos de campanhas, décadas de democracia e investimentos na educação e os tugas continuam incapazes de separar os seus lixos, desconhecendo a reciclagem e sem qualquer preocupação ambiental! É aberrante como se tudo se manda para o lixo, a qualquer hora, dentro e fora dos contentores, sem sacos apropriados!
A foto foi tirada aqui em Beja na noite de hoje: poderei em coloca-la no blogue, mas não quis chocar os meus leitores, que poderiam sentir-se enojados a contemplar a imagem! Mas fica o meu protesto para a falta de civismo! (a foto está aqui, mas não aconselho a pessoas sensíveis!)
quinta-feira, julho 10, 2008
Coisas aqui da vila...
Vamos aos factos: quando tentei comprar cigarros na bomba da Galp perto do cemitério o estabelecimento estava encerrado, com a mal esfarrapada desculpa de que estava em "manutenção"! O que é inaceitável!
Não sei as motivações do empresário! Se decide fechar o estabelecimento porque não quer ciganos lá a sua atitude é condenável e absolutamente intolerável! Se, o fez, porque no passado teve problemas e tem fundado receio que os mesmos se repitam, então é intolerável que seja forçado a fechar as portas, com prejuízo de todos os restantes clientes!
Provavelmente o meu bom leitor pensa que exagero no tom do post! Mas quiçá se engane: é inaceitável que num País que se gaba de ser democrático que, por causa de uns poucos, seja limitada a liberdade de todos os outros! Se existe um fundado receio, então que a PSP tenha coragem de cumprir o seu papel e permita a liberdade de todos. Porque oi cidadão que cumpre não pode ver negados os seus direitos por estravios de uns poucos...
Adenda Fora de Contexto: No programa RTP1 Corredor do Poder a diva Ana Drago usou duas vezes a expressão "usar almofada para não arranhar os joelhos!" Estará ela a pensar no mesmo que eu?
São gémeos separados à nascença?
Os velhos...
Longe vão os tempos onde a velhice era sapiência, a experiência de uma vida vivida, o somatório de experiências e histórias que mereciam ser contadas. E ouvidas com ouvidos de quem escuta!
Os velhos de hoje são um embaraço que a morte não carrega, depositados em lares, uns melhores outros piores, esperando que se finde, numa agonia solitária composta de abandonos e desprezos vários!
Numa sociedade onde o único valor realmente importante é o valor do Euro, veneramos a futilidade hedonística, cultivamos o trivial e o efémero e escondemos longe da vista toda a podridão que agarrado ao mito que o que está longe da vista não fere o coração!
Todos me dizem que as vidas modernas são complexas que os empregos instáveis, as habitações caras e o tempo escasso, pelo que as famílias não podem cuidar dos seus velhos
Mas não consigo deixar de recordar outros tempos, nos quais não vivi, onde a miséria era abudante, nas casas comia-se fome, mas havia sempre lugar para mais um, onde receber em casa os nossos velhos, não era um embaraço, mas o prazer de viver com a experiência, retribuir na velha infância o que recebemos na nossa!
Respondem-me que hoje não há lugar para os velhos! Que é apenas poesia acreditar que na casa de cada um há lugar para o velho pai e mãe e sacam do pragmatismo egoísta para dizer que nos lares há espaços e pessoas treinadas, para os acolher e mimar!
E sei bem que há espaços assim! No Portugal de hoje existem espaços excepcionais onde os nossos velhos recebem todos os cuidados e regalias, são tratados com respeito, mimo e dignidade, verdadeiras segundas casas onde são felizes nos últimos dias! Mas esses espaços são quase exclusivos de uma minoria endinheirada que consegue viver a velhice com um sorriso!
A maioria dos idosos portugueses que a vida tirou de suas casas, são internados em lares onde vivem enjaulados esperando a morte; nos últimos anos, até algumas instalações melhoraram e os funcionários tem alegadamente melhores habilitações: mas locais absolutamente destituídos de afectos.
A velhice é um dos mais lucrativos negócios da actualidade: aproveitando as lacunas do estado, pseudos IPPS e muitos privados agarraram este negócio e crescem os lucros destas empresas, baseadas na exploração dos mais necessitados! Quem me conhece sabe bem que sou o primeiro defensor da iniciativa privada: mas choca-me assistir à exploração da velhice por pessoas sem escrúpulos, abusando da dependência dos mais carentes, numa fase da vida que o tempo lhes roubou o direito de se queixarem!






