Por estes dias ponderei a possibilidade de pensar deixar de fumar! Lá para o fim das férias! É apenas um esboço de uma ideia! Sou o primeiro a reconhecer que fumar é o maior disparate da minha vida! E sem falsa modéstia assuoe que sou especialista em fazer disparates com a minha vida, normalmente com prejuízo para mim próprio e, mesmo no meio de tantos erros, falhas e defeitos, tenho consciência que fumar é provavelmente o meu maior erro! Dava quase tudo para voltar a ter quinze anos e nunca ter começado! Ou ter sido mais forte quando há três anos tive três meses sem acender um! Sendo honesto comigo e consigo, a patética verdade é que fumar já não me dá prazer! Com algumas tímidas excepções! Mas mais do que a puta da nicotina, sou viciado naqueles momentos de silêncio onde sou apenas eu e o meu cigarro, nas noites em que abro a janela para deixar respirar o ar poluído, os momentos em que contemplo a lua ou descubro-me a sorrir sozinho quando o cigarro me recorda os momentos felizes!
Claro que a equipa está cansada. Claro que esta Supertaça vale o mesmo que o torneio de Vila Real de Santo António. Claro que o objectivo do Benfica é ser ganhar o campeonato! Mas perder com o Porto dá sempre uma sensação de supositório!
Por uma estranha e feia razão (que não vou comentar em público, nem em privado) durante cerca de 10 dias estive impedido de entrar no blogue, mais concretamente, de ter acesso à minha conta, pelo que não conseguia escrever - excepto como visitante - nem ter acesso ao mail! Mentiria se parte de mim não desejou que esses dez dias se eternizassem, mas.. ainda há coisas para serem ditas! E algumas que irei dizer de certeza! Para quem gosta e acompanha o blogue, fica um pedido de desculpas por algo que não tenho a menor responsabilidade! Para os outros, para aqueles que não gostam do blogu mas não resistem a ler, fica o meu obrigado por estarem sempre desse lado e darem-me força para continuar! Agora.. vou alí ver o Benfica e já volto...
Eu sei que não é simpática a premissa, mas o mais grave problema de Portugal são os portugueses, um estranho povo incapaz de se governar e deixar governar! A forma como cultivamos a maledicência, o boato e a calúnia são quase ternurentos, não fosse o pequeno detalhe de ser patético! Porque a mesquinhez e a inveja, apesar de características fundamentais da portugalidade, não deixam por isso de ser ridículas!
Os jornais, as televisões, as rádios e a Internet enchem-nos a paciência com o brocardo da crise, incapazes de perceberem o essencial, que pior que a crise do deficit ou das finanças públicas, pior que a crise na economia produtiva, que ainda pior que a praga do desemprego e da miséria, a mais grave crise que abala o nosso Pais é a crise de valores, de honra e ética!
Estas palavras azedas, não se escondem sequer numa qualquer constatação recente, num qualquer pseudo-facto que me tenha libertado um espasmo pessimista: encontram sustentação numa análise ao que se vai dissertando e vomitando por aí!
Dentro de cada português esconde-se um génio, um exímio especialista em assuntos gerais, alguém cujo extremo talento apenas não foi reconhecido por culpa de qualquer outra pessoa; para quem tem dúvidas do que fica escrito, basta ver os verdadeiros tratados de filosofia e politica que quotidianamente são recitados em cafés e tascos das nossas cidades, vilas e aldeias! Poderá algum leitor mais desatento, arguir que o portuga lida com prazer sensual com a corrupção, não cometendo a insensatez de votar em alguém apenas pela singela razão de que é corrupto encartado, que adora pedir e oferecer “cunhas” que cospe no chão, joga todos os tipos de lixo na rua, que é incapaz de ser pontual, mas é magnífico na arte da gazeta, mas, todas essas qualidades são meras idiossincrasias que não afastam o essencial: dentro de cada português esconde-se um génio incompreendido! Infinitivamente melhor do que qualquer outra pessoa, com excepção dele próprio!
E é por isso mesmo que o tuga é exímio em criticar todos os outros: especialmente os políticos, que convenhamos, são sempre um alvo acessível! Ou quem tem uma vida mais confortável com a nossa, porque estamos absolutamente convictos que aquilo que os outros têm, são coisas que por direito deviam ser nossas!
O que ajuda a explicar muitas coisas! E uma delas é muito preocupante: cada vez mais, os portugueses mais valorosos, aqueles que com mérito e muito esforço constroem carreiras profissionais, fogem dos lugares políticos, abrindo verdadeiras avenidas onde desfilam incompetentes! Porque se é verdade que muitos afirmamos que não nos importam o que os outros dizem de nós, temos ciência que a frase é uma falácia e que ninguém gosta de ver o seu nome enxovalhado em praça pública, quase sempre por uma corja de corajosos que se esconde no anonimato ou de penumbra de ninguém saber quem são!
Já o escrevi no passado, volto a fazê-lo hoje, com a certeza certa que o irei repetir no amanhã: agora mais do que nunca, Portugal precisa de pessoas competentes e credíveis, com coragem para traçar um rumo para uma nação confusa e perdida: o drama é que em Portugal ter credibilidade é uma impossibilidade natural...
Durante um ano, fui oferecendo aos meus leitores as minhas interpretações daqueles que nos olhos deste leigo, são alguns dos mais importantes quadros da história da pintura! Depois... decidi por parar, não apenas por preguiça, mas porque senti que tinha esgotado os quadros que tiveram alguma importância na minha vida, aqueles que me apeteceu reflectir sobre eles! Com a certeza que um dia voltaria a reinterpreta-los ou a vida me ofereceria razões para me encantar por outros! Nesta noite, evoco esses tempos para partilhar consigo a Noiva de Joana Vasconcelos, datado de 2001! Não é a minha obra predilecta da artista, mas foi o primeiro trabalho que recordo dela, pelo que, mais que homenagear a obra, trago-lhes a artista! Joana Vasconcelos, beija os quarenta anos, nasceu perto do Sena com a triste sina de ser portuguesa, sendo que, apesar deste imenso handicap é uma das mais importantes artistas plásticas da contemporaneidade, expondo a sua arte, um pouco por todos os locais, nas galerias de referência do mundo, feito quase inaudito para quem se assume como portuguesa! A Noiva é um lustre de mais de quatro metros, que nos remete para um qualquer palácio régio, onde reis, princesas, alta nobreza e meretrizes dançam ao som da miséria que se esconde para lá do palácio, onde o povo se alimenta da fome e de miséria; mas esta é uma noiva despida de todos os luxos, de diamantes cristais ou pedras preciosas, uma noiva vestida de feminidade, de uma pureza revelada, sem vergonhas, receios ou pudores! A Noiva da Joana Vasconcelos, como muitas outras suas obras, não se constrói de materiais nobres, mas encontra a nobreza na criatividade comovente de uma artista que ousou, ainda ilustre desconhecida, fazer este lustro com tampões! Uma homenagem bela à coragem daqueles que no pouco encontram a fortuna!
Se és jovem, de idade ou sobretudo de espírito, gostas de desafios, se sentes atracão por coisas desinteressantes, se caminhas pela vida com o objectivo de construir a tua própria história, se lutas por um mundo melhor em geral e o teu em particular, se cultivas o prazer pelo inusitado e por vezes te sentes perdido apesar de saber onde estás, o Viagra e Prozac lança-te o quase desafio da tua vida! Torna-te no centésimo seguidor deste blogue e vais ganhar absolutamente coisa nenhuma! Sendo honesto, nunca percebi para que treta serve ser seguidor de um blogue nem como a coisa se processa: o que sei é que já são 99 e tu podes ser o número 100! Sentes-te com coragem para ser para o resto de tua vida uma efeméride desconhecida e irrelevante?
... mas se algum leitor se der bem com o Pulido Valente, peça ao homem para instalar um hiper-mega-trenga-grande-big ar condicionado em Beja! É que está um calor que nem os pelos aguentam!!!
O ano passado fui daqueles que tive grande dúvidas sobre Jorge Jesus: mas é parvoice não reconhecer que fez um milagre e colocou um bando de coxos a jogar excepcionalmente bem, com um futebol que chegou a ser brilhante nos primeiros meses de campeonato! Estou a ver o jogo com o Mónaco e, salvo erro, já vi dois outros jogos de preparação! O que permite algumas primeiras impressões! Desde logo há dois grandes reforços para esta época: o Airton e o Kardec, que, chegaram em Dezembro, estiveram uns meses a perceber o futebol português e este ano vão dar muito trabalho! Sobre o "Gaita" está longe de ser um Di Maria: joga para dentro, teme o um-para-um e faz com que o jogo seja demasiado central! O que reforça a extrema necessidade de Coentrão e de Maxi, porque são os únicos que conseguem ir à linha! Inequivocamente que o Benfica precisa urgentemente de extremos! E de um plano B! Já o ano passado não havia e com equipas muito fechadas a jogar duro, não são os "meia-lecas" Saviola, Gaita, Jarro e Aimar que conseguem furar o hímen! Mas o drama está lá atrás! Deixemo-nos de merdas: o guarda-redes foi, na melhor das hipóteses, um erro de casting! E dos caros! Bastaram vinte minutos de um guarde-redes mediano (Júlio César) para perceber que, neste momento, Roberto não é jogador para o Benfica: fraco entre os postes, fraco a jogar com os pés, totalmente inapto para jogar fora da baliza!
Contra gosto, até posso reconhecer que uma açorda de perdiz não é propriamente um prato de verão, mas, se o leitor apenas comesse as mais adequadas iguarias, andava por aí muita mulher feia faminta, pelo que, nesta noite de quase Agosto, recomendo-lhe uma iguaria que podia ser alentejana! O primeiro passo da receita é um passeio de carro no campo, por estradas secundárias, de forma a conseguir atropelar uma perdiz para posteriormente a cozinhar! Na eventualidade de, tal como eu, não conseguir distinguir uma perdiz de um gato, o mais seguro é comprar uma congelada no Modelo e, se tiver sorte, até pode ver uma menina decotada debruçada sobre a arca, aquelas de gelo, que deixam coisas rijas... Depois é cozer a perdiz, apenas em água com sal, um fio de azeite; uns malucos têm a mania de colocar grão, mas isso provoca mau cheiro! Ao mesmo tempo e em simultâneo, esmague uns alhos, junte coentros e pimento verde, ofereça-lhe uns valentes murros, misture azeite alentejano e... quando estiver pronta a perdiz, misture neste mistela um ovo! De regresso à perdiz, depois de cozida, trate de a esfrangalhar: como ela deve estar quente, não seja burro como eu e evite queimar os dedos! Numa frigideira, junte ao azeite alho a gosto, de preferência um pequeno exagero e, quando começar a ficar bonitinho, junte a perdiz para fritar uns minutos! Depois de juntar o ovo que mencionei no parágrafo seguinte, meta-lhe a água onde a perdiz esteva a namorar! Sirva com pão duro alentejano fatiado, sendo que, a perdiz, pode comer-se à parte ou misturada! Se gostar, diga como correu e mande ao tio H umas fotos! De preferência em lingerie...
* a escolha da foto é óbvia: se é um prato de caça, a foto é de uma caçadora!