Aliás, confesso, que me é absolutamente irrelevante saber quem vai ganhar ou perder aquelas eleições: é uma guerra que não me diz respeito!
"O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão" (Nuno Lobo Antunes)
segunda-feira, maio 25, 2009
Um pequeno e sumário esclarecimento...
Aliás, confesso, que me é absolutamente irrelevante saber quem vai ganhar ou perder aquelas eleições: é uma guerra que não me diz respeito!
O raio das rotundas....
100 razões para amar Beja - 73
Muitas vezes os nossos maiores defeitos tornam-se nas nossas mais exuberantes qualidades! E com as cidades acontece algo semelhante: o facto de Beja ser uma cidade pequena, carrega consigo a qualidade de todos saberem o seu nome!
Obviamente que não todos todos, nem de todos, todos! Mas Beja é ainda uma cidade em que vamos ao café e basta sentar na mesa (ou preferencialmente numa cadeira, mas usar a locução "mesa" confere mais poesia à prosa), para que alguém que sabe o teu nome te traga sem pedires o que queres beber (ou seja café e JPS). Uma cidade onde se vais ao Modelo, o casal que está à tua frente na fila (não bicha!!!) te oferece os pontos no cartão (tinha de escrever isto!), onde no restaurante tens a tua mesa e até te fazem um prato que não está na ementa, porque conhece os teus desejos e caprichos; um local onde te dizem bom dia na papelaria, onde sabem quais os teus jornais e revistas, que comentam com elogio ou crítica as tuas crónicas!
Não sou hipócrita e escamotear que o facto de todos saberem o teu nome tem aspectos negativos: especialmente se tiveres o azar de conjugar o facto de ser tímido e trombudo e ter uma tremenda e histórica dificuldade em decorar nomes de pessoas, mesmo de gajas, mesmo das boas! Mas apesar do entediante de algumas ressabiadas comentarem a vida dos outros, morar uma cidade pequena onde há sempre um tio que é vizinha da prima de alguém, onde todos fomos colegas de escola ou de futebol, onde te sabem o nome e a tua história, onde te recebem com um sorriso quando vais todo coxo e torto tirar um raio X e te gozam na cara quando te dão uma treta para proteger a pila (também tinha de escrever isto), tem a estranha vantagem que só percebemos quando perdemos: o estranho prazer de não ser invisível, de não ser apenas mais um perdido numa multidão indiferente. Sim: porque há coisas que só damos o devido valor depois de as perder...
domingo, maio 24, 2009
Viagra e Prozac recomenda: How I met your mother...
Obviamente que os Friends é a melhor sit com de sempre. Isto nem sequer é uma opinião, porque todos sabemos que é um facto. Mas o How I met your mother (que não sei se passa em algum canal português) é uma série viciante, com humor inteligente, um texto bem escrito e boas personagens. Pode não mudar a sua vida: mas torna-a mais divertida... O melhor de ser Benfiquista...
sábado, maio 23, 2009
Porque no te callas... (ou coisa parecida...)
Mas até um relógio estragado acerta nas horas duas vezes por dia: ontem Marinho Pinto foi grande e fez aquilo que qualquer português de bom senso há muito tinha vontade de fazer: mandou calar Manuela Moura Guedes e publicamente criticou o miserável pseudo jornalismo que faz! Bem sei que hoje muitos aplaudem porque é contra Sócrates, esquecendo que amanhã a ira da senhora vai ser contra outros (veja-se o que a esquerda dizia há uns tempos de Mário Crespo e diz agora)! Termino com algo comovente: soube dos factos porque um aluno me mandou sms a dizer para ligar a TVI! Obrigado. E tinha razão: é mesmo imperdível!
Polvo Unido..
A delicia gastronómica que hoje partilho com o meu esfomeado leitor é o Polvo à Zambujeira! O nome do prato deve-se ao facto de ser parecido com um que eu comia nos saudosos anos na deslumbrante Zambujeira, - num amoroso restaurante de madeira, na entrada da barca! (acho que para varias, confundi o nome da coisa!) - pelo que em sua homenagem, é assim que desde há anos chamo ao dito polvo!A coisa começa pela compra do polvo. Pessoalmente prefiro o bicho congelado, embora, se me oferecerem um acabadinho de apanhar, tal como as botas da tropa, também marcha!
O primeiro passo é cozer o bicho, em água bem quente, obviamente carregado de sal, que comer é um prazer e não uma forma de tortura; importa deixar claro que o polvo a cozer é com uma pila numa orgia: por muito grande que seja, depois de levar uma bela de uma fervura, mirra vergonhosamente, pelo que, menos de 400 gramas por pessoa, dá fominha!
Depois do polvo estar em bom estado, coisa para demorar entre meia hora a quarenta minutos, dependendo da panela e do fogão, retira-se o polvo para não morrer afogado e corta-se o dito em muitos e pequenos pecados. Tipo dois centimetros de polvo!
O próximo passo é interessante mas duro: numa frigideira boa, coloca-se azeite alentejano e várias cabeças de alho, namorando com piri piri e joga-se o polvo, deixando-o fritar! O drama da coisa, é que o polvo espirra que se farta e suja-lhe a cozinha toda, desde o fogão ao tecto, passando pelo chão*, pelo que, será prudente convidar alguém simpático para jantar, daquelas pessoas que têm tara por lavar a loiça e a cozinha!
* (NOTA: nunca faça este prato sem cuecas!!)
sexta-feira, maio 22, 2009
Vamos lá falar sobre Direito...
Expressei-o inúmeras vezes e estou cada dia mais convicto: não existe Democracia plena sem que os Tribunais funcionem. E há muito que estes deixaram de funcionar em parâmetros que possam ser aceitáveis com o “estado da arte”! E muito mal está um País que descura a aplicação do Direito…
Começo por algo que para muitos parece uma frivolidade: a pertinência de uma aplicação da justiça célere para o desenvolvimento económico. Muitas vezes perdemo-nos em intermináveis discussões sobre a importância da concorrência fiscal no seio da EU, nas dificuldades para os empresários lusos decorrentes dos desníveis dos elementos de produção face aos concorrentes externos, mas existe um silêncio que cheira a conluio sobre as consequências económicas de as empresas demorarem anos e anos a serem ressarcidas dos seus créditos, do inaceitável facto de algumas empresas desistirem de exigir em Tribunal os seus direitos, a mágoa para os credores em geral e para os trabalhadores em Portugal, dos processos de falência, agora baptizados de insolvência, se arrastarem por quase uma década, quando não a excede.
É razão de vergonha nacional que o caso da petiza a quem chamaram Esmeralda quase se tenha arrastado até à sua maioridade, que tantos anos depois o processo Casa Pia ainda esteja sem nenhuma decisão em primeira instância, sendo mais que óbvio, que independentemente do desfecho parcelar, o caso regresse aos Tribunais em intermináveis recursos, que no caso vergonhoso do BPN apenas haja um arguido, - quando, por exemplo nos Estados Unidos, em situações alegadamente análogos, há muito que o processo concluiu, apurando-se os factos, condenando quem se entendeu condenar -. E não se procure afirmar que trago à colação casos excepcionais! A triste e patética verdade é que o excepcional é a regra da justiça portuguesa, onde processos simples demoram demasiado tempo e se continua a insistir em mega processos, - que invariavelmente são enormes montanhas que parem ratos, quando não se esmagam em coisa nenhuma ou termina em caixas de arquivamento -, sem que quase nunca se conclua pela culpa, ou falta dela, das pessoas que foram acusadas, que sem possibilidade de defesa em sede própria, são julgadas na imprensa e nos cafés e tascas de um País que fala da justiça como se fosse um jogo de futebol!
Parece-me axiomático que um cidadão não pode estar por mais de quatro anos sobre o espectro público de estar eventualmente relacionado com um caso de corrupção: é inadmissível que se crie esse rumor, que se propague o mesmo, sem que em longos quatro anos nada ou quase nada tenha sido feito, que não se produza uma acusação que permita exercer os direitos de defesa ou um arquivamento que faça cessar a suspeição pública sobre a conduta de alguém. Mas, como disse, é inadmissível que esta situação kafkiana vitime um qualquer cidadão, é totalmente intolerável que esse cidadão seja o Primeiro-ministro de Portugal! Porque se todos os cidadãos são iguais, há uns que são mais iguais que outros: José Sócrates não é apenas um cidadão, é titular do mais importante órgão executivo do País, pelo que, as alegadas acusações de que foi alvo, têm obrigatoriamente de ter um tratamento diferente! E obviamente célere!
Mas se a lentidão da Justiça é o pecado original de Democracia portuguesa, uma tremenda lacuna que dezenas de Governos e Ministros não conseguiram suprir, não obstante as constantes, apressadas, inusitadas e incoerentes alterações legislativas, começamos a sentir um sintoma novo, ainda mais pernicioso que a nossa costumeira demora na aplicação do Direito: a desconfiança! E sinceramente não encontro sintoma mais perigoso para uma democracia!
E o processo Freeport parece-me paradigmático para o que pretendo afirmar: seja qual for a decisão final - e caso o processo chegue ao fim e não se perda nas teias das prescrições – serão muitos os portugueses que vão desconfiar da decisão da autoridades judiciais, seja esta qual for. Se houver condenação, iremos ouvir falar em perseguições políticas através de meios judiciais, ao bonito estilo sul-americano; se for absolvição, inúmeras vozes em maior ou menor surdina, irão afiançar que os magistrados foram influenciados e protegeram os poderosos! E quando um País laico deixa de acreditar na Justiça, está escancarada a porta para toda a intolerante demagogia, constrói-se um terreno fértil para destruir o Estado de Direito livre e plural, abrindo-se a porta para a instauração aos regimes totalitários ou à ditadura do disparate!
Uma quinta-feira diferente...
Foi muito bom regressar ao Festival Islâmico: afirmei no ultimo Conselho de Opinião e estou ainda mais convicto, de que após a Ovibeja, é o grande evento do Baixo Alentejo! Tive um raro ataque de bom senso e fui visitar o festival pela manhã, evitando a confusão e conseguindo ver com calma e detalhe as barraquinhas, acompanhado pela próxima vereadora da Câmara Municipal de Mértola! E almoçar algo tipicamente marroquino: uma bela de uma sardinhada.
Voltei após o almoço quando aumentou a confusão e ainda vi a abertura oficial! (Nota: quando estão mais de 30º, os discursos têm de ser como as saias: curtos, curtos, curtos...).
Pela noite... foi o tempo de ver os Xutos e Pontapés, numa camarote muito mais do que VIP, com as duas coisas mais lindas do mundo (uma que gostou tanto que adormeceu no meu colo na quarta música), perante uma impressionante moldura humana.
Por razões estético-etárias tive algumas reservas sobre o alinhamento, mas Xutos são sempre Xutos, sendo sempre um imenso prazer ouvi-los! O lamentável... foi que o primeiro concerto deles que vi em Beja, foi há exactamente vinte anos, no velhinho estádio, quando ainda eram quase um desconhecidos, ao tempo de Circo de Feras.
quinta-feira, maio 21, 2009
Terceiro Aniversário...(Com Adenda)
Faz hoje, mesmo precisamente hoje, três anos que começou esta inusitada aventura de ter um blogue. (que até teve direito a dia de Festa!!!) Pode ser que um dia torne públicos os motivos que me levaram a criar o Viagra e Prozac. Ou provavelmente não! Inventei a frase há uns tempos de que no fim do dia um blogue é apenas um blogue, mas a patética verdade é que este é um estranho vício que se entranha! Por vezes irrito-me com o blogue, mas, por mais que não goste de reconhecer, hoje é uma parte de mim! E claro que sinto um insólito prazer em "abrir as portas de uma casa" visitada por centenas de pessoas diariamente, onde se debate e discute com abertura e frontalidade, onde se assumem posições incómodas, se recorre a uma linguagem ousada, onde se brinca a falar a sério e se fala a sério a brincar, tenho a coragem de assumir e lutar por convicções fortes.
Um local onde se expressa opinião mas onde se recebe de braços abertos e respeita quem pensa diferente. Quase 3000 post, sobre todos os assuntos possíveis e imaginários, sem que nunca se tenha caído na tentação de insultar ou ofender ninguém, mesmo aqueles que se têm deleitado no ataque cobarde e canalha! Porque continuo a acreditar que os princípios, a ética e a moral não são palavras vazias ou piadinhas de café.
Porque este também é o seu blogue, obrigado por ter estado desse lado. No que me diz respeito, enquanto tiver prazer, vou continuar por aqui...
A todos e a cada um - quer de quem deixou comentário, quer de quem mandou mail e mesmo sms e telefonema - agradeço as muito amáveis palavras! A todos, sem excepção!
quarta-feira, maio 20, 2009
Carlos do Carmo em Beja...
É caso para dizer... Carlos do Carmo dum cabrão (quem esteve presente, percebe...)!
Momento faz o que o H diz, não sejas parvo com ele...
100 razões para amar Beja - 72
Há uns anos seria o Caravela e o Carocinho, os mais exuberantes locais; o encerramento do segundo e as oscilações do primeiro, criaram o império da Zona Azul. Que foi abalado pela excelência do Pereirinha, o Toninho da Avenida, o clube de ténis ou o mais cosmopolita Pulo do Lobo. O ano passado admito que o Belga tenha sido o local onde o esplendor foi alcançado. Este ano, ainda não pesquisei o suficiente para oferecer uma posição fundamentada...
Mas se os locais são variados e depende do paladar de cada um, há algo comum a toda esta cidade: refiro-me ao prazer de comer caracóis!
Alguns acham estranho a delicia de comer aquelas resmas ranhosas, que se tornam ainda melhores quando lavadas em escassa água, o inusitado prazer de sorver pequenos prazer cornudos, com as mãos pegajosas que agarram um copo e molham o pão no molho, lábios insaciados de onde escorrem pedaços de um sabor diferente.
Quando o calor desce pela cidade, quando chegam os fins de tarde abrasivos que apenas nós conseguimos valorar, há poucos prazeres mais intensos que deliciarmo-nos com um pires de caracóis e uma imperial (ou uma coca cola, para alguns tolinhos!!), acompanhado de pão alentejano com manteiga, numa qualquer esplanada onde uma pequena ou grande sombra, nos recordo que o maior prazer do calor alentejano é um deleite nos colocarmos ao fresco...
A sexóloga, vulgo professor de História...
Deixado isto bem claro - ao que se podia aludir a incompetência da escola que, alegadamente, durante três anos andou de olhos bem fechados - há algo na história da gravação que vimos na SIC tremendamente preocupante: o facto de gravações ilegais serem usados em noticiários, bem como para a instauração de um processo disciplinar! E acho estranho o silêncio generalizado sobre isto. Pobre do País que perde a memória de como foi duro lutar pela liberdade e pelo Estado de Direito!
terça-feira, maio 19, 2009
Beja Fashion 2009
E o sucesso do BejaFashion é por demais evidente. Esta é a cidade que todos desejamos que Beja seja!
Delta...

Conversas Tertulianas...
Ainda não é hoje que posso cumprir a promessa de ir assistir às conversas tertulianas. Começo a desconfiar que a Doutora Ana Paula Figueira marca propositadamente para horários que não me é possível assistir. Mas hoje, tal como as galinhas, tenho pena. Muita pena. Sim: porque eu gosto e admiro muito Carlos do Carmo!100 razões para amar Beja - 71
Muitos vão procurar discordar desta razão para amar Beja, alegando que no passado recente até tivemos direito a um homicídio dos graves, que há casas assaltadas e até somos modernos ao ponto de ter um bairro onde livremente se compram sortidos de drogas!
Mas o que fica escrito não pode escamotear uma realidade privilegiada: Beja é uma cidade muitíssimo segura!
Muitos desvalorizam, mas Beja é ainda uma cidade onde nos podemos esquecer de fechar o carro ou deixar um vidro aberto, onde os nossos jovens podem sair pela madrugada e regressar sozinhos a casa, onde as crianças podem brincar livremente nos jardins ou ir jogar à bola com os seus amigos! Beja é uma cidade onde se pode viver sem medos, sem tremer quando os barulhos estranhos invadem a noite, sem temer com a nossa segurança! Talvez seja preciso sair daqui, conhecer outras cidades, outros países, para se poder avaliar com um sorriso o privilégio da segurança!
Esta é com toda a certeza uma das grandes bandeiras da nossa região, uma das mais pertinentes razões para promover a cidade, para convencer outros para fazerem desta cidade a sua, para escolherem fazer a sua vida num local onde ainda se caminha livremente na rua e não existe o receio de sair de casa de noite. Algo que sempre foi regra no nosso País e que infelizmente agora começa a ser uma cada vez mais rara excepção. Felizmente, neste caso, estamos do lado certo...
segunda-feira, maio 18, 2009
Feriado à quinta..
O meu novo gabinete..
Porque a mim não me ficava bem dizer isto...
100 razões para amar Beja - 70
Obviamente que a excelência no mundo no vinho não é exclusivo da cidade, mas de toda esta região ou mesmo de todo este País. Mas nos ultimos anos Beja juntou-se à excelência produzindo um dos mais deliciosos néctares à venda em Portugal, in casu, o Herdade dos Grous, Tinto, Reserva.
A escolha não foi simples. E admito que possa pecar por ser feita por alguém que está longe de ser um entendido. Como no concelho há outros vinhos que poderiam merecer a mesma parca distinção! Mas foi o paladar deste seu escrito, para além de outras razões, que justificou a eleição!
Mas há outra razão para falar de vinhos: a minha profunda convicção de que Beja reúne condições para ser uma referência nacional na arte de baco, para ser pioneira na divulgação e internacionalização do vinho alentejano, para congregar saberes tradicionais com os modernos e cientificos meios de produzir o vinho! Um primeiro passo certeiro foi a Vinipax, uma excelente fórum onde se reuniram produtores, especialistas e apreciadores de vinho, numa espaço aberto de discussão, cuja continuidade com toda a certeza trará frutos quase tão saborosos como o Herdade dos Grous que deu mote a esta ébria razão para amar a nossa desconcertante cidade...
domingo, maio 17, 2009
Festival da Juventude - Pontos nos "is"!!!
Se dividirmos o dinheiro investido na Festa pelo número de pessoas que pagaram bilhete, concluiremos que seria possível oferecer a cada pessoas que pagou para o festival uma viagem a Nova Iorque para ver os U2!
Não alinho em equívocos: assumindo o risco de os factos me contradizerem, do mesmo modo que aplaudi o Programa das Festas da Cidade, há um mês atrás escrevi "Mas não posso deixar de tecer um comentário crítico à data que foi escolhida! E faço-o antes do Festival, abdicando da comodidade de ficar calado antes para criticar depois.
A data foi tragicamente escolhida, consequência lógica do secretismo eleitoral com que o festival foi concebido, decorrente do vicio de governar sozinho sem ouvir ninguém, excepto aqueles que se limita a dizer que sim a tudo! Não apenas se encaixa entre a Ovibeja e as Festas da Cidade, sendo portanto em comparação uma iniciativa muito menor e menos abrangente, como é totalmente incompreensível que se acumulem em vinte dias três grandes iniciativas para os jovens."
E honestamente não foi preciso perspicácia para vaticinar o fracasso da iniciativa: era puro bom senso! Matou-se o BejaAlternativa e procurou agora inventar-se em cima do joelho um Festival, escolheu-se provavelmente o pior fim de semana do ano (ainda acho que o tipo que escolheu a data é apoiante de uma candidatura adversária!!) e pretendeu-se fazer um Festival onde nunca se percebeu o conceito, qual o público alvo, a estratégia de divulgação, etc. É por demais evidente que quando toda a preparação é paupérrima o resultado só por milagre não é mau!
Ninguem se iluda! O fiasco deste fim de semana é péssimo para todos. Mas enfiar a cabeça na seara e fingir que nada aconteceu, inventando desculpas tolas é ainda pior! Porque não perceber que foi uma iniciativa falhada seria voltar a repetir no próximo ano as mesmas asneiras esbanjando novamente milhares de Euros do dinheiro público. Ou com base na incompetência, arranjar o pretexto para acabar com um Festival que os jovens da cidade precisam e merecem! (porque ter memória é fodido, importa não esquecer como mataram o BejaAlternativa).
Por tudo, este será o momento para os responsáveis reflictirem, perderem o vício de não ouvir ninguém e procurarem em todas as críticas ataques pessoas ou baixa política. Se há um objectivo que agora é comum a todos - fazer de Beja uma Capital da Juventude - importa perceber que o objectivo não se consegue com uma festa pensada em cima do joelho, nem um fiasco pode ser desculpa para abandonar o objectivo. Porque os jovens de Beja merecem muito mais do que lhe temos oferecido..
Porto Peles
Contradições de um sábado à noite...
sábado, maio 16, 2009
Festival da Juventude - Cancelado
De acordo com o site da Câmara Municipal de Beja, o concerto desta noite foi cancelado. Alegadamente por razões de doença. Uma benção para a autarquia! Agora já têm uma razoável desculpa para explicar o imenso fracasso que está a ser a iniciativa!Uma agradável surpresa...
Fica o meu público agradecimento!
Feijoada de cabeça de borrego..
Para fazer esta coisa soberba e excepcional para comer de noite em dias de calor, começamos por comprar uma cabeça de borrego no Muralha. Repito. No Muralha, não numa qualquer outra espelunca que venda coisas a que chame cabeça!
Depois é a fase do refogado. Alho, cebola, pimento e mais qualquer coisa que tenha por ai, seguido de um pouco de presunto, a parte gorda. Quando ficar com boa cor, junte-lhe tomate dos de lata (não dos seus!) e amande-lhe com piri-piri que nunca é demasiado. Simultaneamente e ao mesmo tempo, corte a cabeça em pequenos detalhes, ao mesmo tempo que joga para a panela o feijão (se tiver paciência, feijão do verdadeiro; se tiver juízo, use daquele das latas!). Minutos depois, junte a cabeça ao feijão e deixe-os namorar. Quando achar que eles já estão felizes, junte uma pitada de coentros ou peojos.
Acompanhe com vinho. Tinto. Obviamente!
sexta-feira, maio 15, 2009
Porque neste blogue somos pela liberdade religiosa...
Porque há doidos que são mesmo malucos...
Podiam chegar à fronteira, tomar juízo e vir de comboio para casa. Mas os tipos seguiram. E agora já andam por França, depois de largas centenas de quilómetros a pedalar. E parece que vão continuar! E estou claramente desconfiado que sem vida sexual, porque essa coisa de ter os tins tins todo o dia no selim da bicicleta, tira o ânimo a qualquer Zézé Camarinha (ou lá como o brunho se chama!).
Passe pelo blogue deles e deixe-lhe uma frase ofensiva para ver se os tipos tomam juízo...
100 razões para amar Beja - 69
Nem sempre os nossos desejos nos guiam na direcção certa, como, nas mais das vezes, até desejamos coisas que são impossíveis de concretizar! E sentimos a frustração de não conseguir o impossível, sem cuidarmos de apreciar o tangível que está na nossa frente!
Vem isto como preliminar de mais uma razão para amar Beja, in casu, a comunicação social regional!
Estou ciente que muitos vão estranhar esta razão! Até porque muitos não ignoram que desde há muito condeno a falta de isenção da Rádio que chamo Voz do Município e não aceito que um jornal pago por todos nós seja vergonhosamente tendencioso! Como não sou cego ao ponto de reconhecer que o CorreioAlentejo (no qual tenho o prazer de colaborar) é um projecto ainda em construção e, como tal, com lacunas e falhas!
Mas há outra forma de analisar a comunicação social da cidade. E se quisermos ser honestos, teremos de reconhecer que é notável que uma cidade de menos de 25 mil habitantes tenha duas rádios locais, dois semanários e ainda o Alentejo Popular (tenho ternura por este pasquim, que me recorda sempre aqueles quentes anos 74), uma revista com a qualidade do Mais Alentejo, outra a começar agora que é a 30Dias, uma ou duas televisões na internet e ainda, porque não dizê-lo, alguns blogues que em muito excedem a dimensão da nossa cidade!
Sim! Isto é uma razão de orgulho...
quinta-feira, maio 14, 2009
A roupinha das pitinhas...
Esclareço que há muito defendo o uniforme nas escolas públicas! Não na lógica elitista de há uns anos atrás, mas de forma a incrementar a democracia e igualdade nas instituições de ensino (as razões davam agora trabalho a explicar e estou sem vontade!).
Mas se gosto de uniformes, condeno que as escolas façam este tipo de regulamentos. Como deu-me nervos ver a Associação de Pais a aplaudir estas medidas!
Reconheço que muitos dos nossos jovens não vistam roupas adequadas para o ambiente escolar, mormente no ensino secundário (confesso que não acho que no superior o mesmo aconteça!). Mas não deve ser a escola a resolver esse problema: essa é uma missão dos pais, que devem ser eles a monitorizar as roupas que os seus filhos vestem! Já chega de os pais se demitirem das suas funções...
Ainda sobre o Festival da Juventude..
Violência... (Adenda: Com direito a ouvir...)

Não sei se sou de Direita. Mas tenho a certeza absoluta que não sou de esquerda!
Diferentemente do que é comum escrever-se, continuo a acreditar que ainda persistem diferenças ideológicas que separam duas grandes correntes de filosofia política, formas de diferentes de ler o mundo, que emergem perante determinados factos concretos. Um deles é claramente a violência. A esquerda tende a ser complacente com a violência, a Direita por regra é implacável na sua censura.
Como é fácil de entender, esta reflexão decorre dos lamentáveis factos ocorridos no bairro da Bela Vista. Irrita-me ouvir comentadores analisar os factos e enfatizar a crise económica, as más condições das habitações, as carências de apoios sociais e a falta de locais de convívio para os jovens e todas as outras desculpas que nestes momentos surgem para procurar desvalorizar e branquear os factos.
Eu sei que vivemos na ditadura do politicamente correcto e que todas as desculpas são perfeitas para justificar o injustificável: mas a realidade é dura e bruta e não se compadece com eufemismos! No referido Bairro mora muita gente honrada e honesta que trabalha muitíssimo para conseguir sobreviver, que vive em casas com condições precárias, sendo que muitas destas pessoas nunca tiveram verdadeiras oportunidades para construir uma vida melhor! Pessoas sérias que se esforçam em trabalhos duros que a maior parte de nós não tinha coragem para abraçar!
Mas não foram essas pessoas que causaram os tumultos dos últimos dias. Quem provocou os acontecimentos são jovens criminosos que escolheram o caminho mais simples, que desde muito cedo preferiram deixar a escola e dedicar-se à criminalidade, jovens que furtam, roubam, agridem e chegam a matar! Estes jovens não assaltam para dar dinheiros aos papás para colocar comida na mesa: roubam para terem as melhores roupas, acessórios em ouro, dinheiro para cigarros e álcool e conduzirem carros de alta cilindrada!
Sou acérrimo defensor da protecção das minorias. Mas sou igualmente inflexível em combater a ditadura das minorias, a politica cobarde de ter medo de chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes e ceder perante a chantagem de pequenas franjas da sociedade que se recusam a cumprir as mais elementares regras de um Estado de Direito!
Os problemas de criminalidade de alguns bairros não se revolvem injectando mais dinheiro em apoio social: até porque, em muitos deles, a maioria dos seus habitantes já desistiu de procurar um trabalho honesto contentando-se em viver dos dinheiros dos contribuintes. Resolver os problemas de criminalidade em alguns guetos exige que se termina com a impunidade crescente, que se aumente a prevenção e a repressão, que se mostre aos habitantes desses locais que o crime não compensa e que a casa dos criminosos é a prisão!
E depois de prender os criminosos, é que vamos começar a falar de melhorar as condições de vida das pessoas honestas que moram em locais horrorosos e que a vida lhes roubou a capacidade de sonhar e acreditar num futuro melhor…
quarta-feira, maio 13, 2009
Seja Solidário: contribua para uma boa causa..
Contribua. Faça um PSP sorrir...
100 razões para amar Beja - 68
Gosto bastante de comer! Mas nunca foi obcecado por doces. Admito a minha perdição por trouxas de ovos e encharcadas, a minha perdição por brigadeiros (dos verdadeiros), a minha paixão por pastéis de nata quentinhos (que saudades de fugir da Universidade e perder-me em Belém) e a profunda nostalgia que me invade quando me recordo dos tempos em que comia o "melhor bolo de chocolate do mundo" na tal marisqueira!
Prazer similar ao que conheci quando comi pela primeira vez um chocolate do Mestre Cacau!
Fruto do empenho e da audácia de jovens bejenses, o Mestre Cacau começou a adocicar a boca dos bejenses nos finais de 2005 e, apesar da sua excelência, tenho sempre a sensação que a maioria da cidade ainda os ignora. Admito que o preço pode não convidar a abusar, mas acredite aquele que me lê, que o preço fica muitíssimo abaixo da sua qualidade.
Imagina o meu bom amigo que consome estas linhas com a água a encher-lhe a boca, no prazer único de degustar bombons de chocolate branco com vinho tinto, trufas da Vidigueira ou a sensação de provar chocolate negro com azeite virgem?
O Mestre Cacau não vende chocolates ou bombons: nesta empresa de forma artesanal constroem-se experiências gustativas, combinam-se sabores diferentes que pareciam contraditórios, inventam-se gostos e oferecem-se ao público em embalagens de provocam paixões para a vida!
Porque hoje é 13 de Maio...

terça-feira, maio 12, 2009
Desculpem a ignorância do rapaz...
Dizem que é o Festival da Juventude... (com Adenda)
É neste fim de semana. A minha opinião é esta. Mas espero estar enganado e que tudo corra bem. O que é bom para a cidade, é bom para todos os bejenses!Adenda: Não me tinha apercebido do preço dos bilhetes. Oito e nove Euros por dia. Curiosamente é mais 50% do que para a Ovibeja e agora não aparecem queixas nos comentários! Porque será?
100 razões para amar Beja - 67
Nunca vi a prática desportiva como uma forma de bajulação do corpo, numa patética época onde todos temos de ser Adónis. Até porque tenho prazer nos vícios que me estragam o corpo mas alegram-me a mente. E irrita-me um pouco esta mania de que todos os corpos têm de ser Danone, até porque confesso não ser grande apreciador de iogurtes. Mas gosto de sentir paz interior. E acho que a prática desportiva nos oferece um inestimável equilibrio anterior.
No meu caso concreto, consequência de ter uma carcaça semi podre, furtaram-me o prazer de jogar futebol e roubaram-me a possibilidade da bicicleta, pelo que sou obrigado a desenrascar-me na pequena piscina coberta quase aquecida.
Mas tenho o privilégio de viver numa cidade que oferece excelentes condições para o desporto informal. De certo modo, algum bafio que encontramos nos clubes desportivos tradicionais é compensado com a prática de desporto ocasional.
É verdade que a mata e a ciclovia que acompanha a variante foram oferta dos alemães, mas com mais ou menos imperfeição o espaço tem mantido a sua integridade e acho muito saudável que com o bom tempo largas centenas de bejenses usem estes espaços para cuidar do corpo, refrescando a mente. Como sublinho que alguns mini-campos desportivos que surgiram no último mandato (apesar de um deles estar envolvido numa estéril querela) podem ser importantes para reforçar as condições para incrementar a prática desportiva. Como merece o maior aplauso deste que vos escreve, as manhãs desportivas no Parque da Cidade, onde sem custos para o utilizador, dois ou três professores colocam os habitantes da cidade a fazer desporto, misturando pessoas de todas as idades e condições, numa muita salutar comunhão com a natureza. Sem duvida algo a saudar e que se deve manter e reproduzir!
Senhores da Noite..
segunda-feira, maio 11, 2009
Estou chocado...
100 razões para amar Beja - (esclarecimento e balanço)
Hoje começa a ultima parte! Em que regresso às mais belas razões para amar esta complexa cidade, que primeiro estranha-se e depois entranha-se. Ou não! Não é?
sábado, maio 09, 2009
Porque o Verão está a chegar...
Vénus ao espelho, por Rubens

Peter Rubens é um pintor flamengo, contemporâneo de Rembrandt com quem teve uma interessante dialéctica espiritual. Filho de uma família aristocrática, viveu de muito perto toda a complexa querela religiosa do século XVI.
Provavelmente o mais importante nome do Barroco, foi um artista da corte (ou de várias cortes) pintando para grande parte dos príncipes da velha Europa e para a Igreja.
Os seus quadros caracterizam-se por as suas dimensões monumentais, porquanto visavam preencher as casas senhoriais do seu tempo, numa época de arquitectura grandiosa, com salas imensas e paredes imensamente altas.
Consequências do seu sucesso, Rubens é obrigado a contratar um enorme conjunto de jovens pintores, os verdadeiros artifices dos seus quadros, deixando para o mestre a parte final, a famosa pincelada que transformava um quadro num Rubens. De certo modo, estamos perante uma espécie de revolução industrial na pintura, numa fábrica artista em que Rubens vestes as peles de estilista!
O quadro que partilho com o meu bom leitor, não será o mais representativo do autor. Mas permite-me dividir consigo as mulheres do barroco, a carne barroca das mulheres avantajadas que fazia a delicia do homem do pós-renascimento. Na tela, Venus desnuda prepara-se para um baile na corte, auxiliada pelas suas damas de companhia. Ao puritanismo da nossa era, em que a nudez é um bem apenas partilhado com a pessoa amada ou numa noite demasiado etilica, surpreende-nos que o corpo se exiba sem pudor, na sua graciosa intimidade.
sexta-feira, maio 08, 2009
Então...
Dizem que é sobre celulite...

Celulite. Eles não gostam? Azarucho! Todos os dias ao sair de casa dou de caras com um anúncio que me deixa logo mal disposta até aí às três da tarde. É da clínica Persona e tem esta brilhante tirada publicitária: 'os homens não gostam de celulite'. É que, de facto, era este o argumento que me faltava para eu pôr fim à celulite que se instalou no meu rabo sem qualquer espécie de permissão. Eu até gosto de ter celulite, adoro! Faço os possíveis por ter sempre mais e mais... ah, mas espera lá, se os homens não gostam, então eu vou já pagar um tratamento de 3.000 euros na Persona para ficar sem celulite!! A sério, senhores que fizeram esta campanha, acham mesmo que este tipo de terror psicológico barato faz efeito numa mulher??? Se o anúncio dissesse 'mulheres com celulite não entram na Zara', aí sim, era ver-me a correr para a Persona, primeiras, primeiras! Agora, 'vejam lá se tratam disso que os homens não gostam', temos pena, mas não pega! Se formos a ver, também há muita coisa que as gajas não gostam, e nem por isso espalhamos outdoors gigantescos pela cidade. Sim, porque senão já estou a imaginar os possíveis anúncios: - ELAS não gostam de pilas pequenas; - ELAS não gostam de pêlos a mais; - ELAS não gostam do resultado de 'campeonato nacional+liga dos campeões+taça uefa+taça de Portugal'; - ELAS não gostam de sexo oral sofrível e insuficiente; - ELAS não gostam que cocem os tomates (muito menos em público); - ELAS não gostam (nem acham sexy) as barrigas de cerveja; - ELAS não gostam de tampas da sanita levantadas; - ELAS não gostam de ejaculação precoce; - ELAS não gostam que cortem as unhas dos pés em cima da mesa da sala; - ELAS não gostam de mãozinhas sapudas (e pouco hábeis); - ELAS não gostam das amigas deles e das ex-namoradas, essas, nem falar; - ELAS não gostam de slips nem de boxers com ursinhos; - ELAS não gostam de atrasados emocionais; Se os homens deste País se deparassem com estas publicidades, tentariam resolver algumas das questões apontadas? Não, pois não? Então deixem lá mas é a nossa celulitezinha sossegada e não nos obriguem a andar com uma régua na mala! Tenho dito!
Autora desconhecida
100 razões para amar Beja - 66
Gosto de líderes fortes: sempre achei que na politica a arrogância é uma virtude. Se acredito na democracia, não acho que as maiorias tenham sempre razão. E inúmeras vezes sinto-me muito cómodo quando defendo sozinho ideias contrárias a quase todos.
Mas também acredito em diálogo. E entristece-me que Beja seja uma cidade de monólogos!
Beja não apenas tem poucas associações como estão quase todas de costas umas para as outras. Onde deviam nascer projectos conjuntos, as comadres valorizam birras privadas e recusam-se a conversar; quem se interessa por estes temas, fica envergonhado ao constatar a quantidade de projectos que se perdem porque os poderes são incapaz de dialogar, a forma como se dá preponderância a questiúnculas meramente pessoais, a forma patética como se confundem os cargos com as pessoas que os ocupam.
Há uns anos falou-se em congregar vontades e criar um tal de Ball qualquer coisa: a união durou quase vinte e quatro horas, porque logo depois a convergência se esfumou numa birra divergente, para prejuízo, mais uma vez, de toda a cidade e região.
Pode ser teimosia ignorante, mas não me resigno a aceitar que Beja apenas seja isso. Mas sei que sozinho, ninguém consegue mudar o rosto da cidade, pelo que, mais que nunca, importa quebrar esta triste sina dos monólogos em círculos fechados, para escrever a cidade em tons de dialogante abertura!
quinta-feira, maio 07, 2009
Essa vergonha chamada Ovibeja...

A Ovibeja deste ano foi irritante! E sinceramente já é tempo de acabar com a hipocrisia e publicamente sovar a organização; juntar um grupo de intelectuais na Praça da Republica e dar uma valente sova ao Castro e Brito e aos seus compinchas. É intolerável que em tempo de crise aquela gente encha a cidade de pessoas e alegria, mostrando aquilo que Beja poderia ser se existisse capacidade e ambição para fazer de Beja uma verdadeira capital.
É inadmissível que a Organização, mesmo com os bilhetes a 6 euros, tenha enchido completamente a Feira durante quatro dias, trazendo à cidade largos milhares de pessoas. É inqualificável que tenham concebido aquele excepcional pavilhão do azeite, mostrando a quem nos visitou ou mora na cidade, que Beja reúne hoje todas as condições para ser a mais importante referência nacional num excelente mercado dos azeites!
Sinceramente acho o momento de alguns camaradas se juntarem e dizerem basta a esta pouca vergonha de, por um fim-de-semana, Beja ser tema de jornais, rádios e televisões, uma peregrinação obrigatória dos mais importantes políticos e empresários do País. Como todos nos devemos envergonhar por Vital Moreira ter vindo a Beja e ninguém ter tido a coragem para lhe dar uns murros e pontapés, provando a todo o País que Beja continua a ser a referência nacional da verdadeira democracia, não essa coisa burguesa em que as pessoas são enganadas e há mais de trinta e cinco anos, consecutivamente votam nos partidos errados para nos governarem, sem perceber onde está a verdadeira força e tolerância democrática, o total respeito por quem pensa diferente, desde que, obviamente, pense aquilo que é suposto pensar!
Acho inadmissível que esforçando-se a autarquia e gastando dinheiros milionários nas comemorações do 25 de Abril, Festival da Juventude e três dias para comemorar o dia da cidade, os bejenses insistam em ir à Ovibeja, esse feira reaccionária, que tem o desplante de existir, mesmo sem ter apoios do orçamento de estado ou municipal. É de um vergonhoso egoísmo que os munícipes desprezem as coisas que a Câmara lhes dá de borla para irem pagar os 6 Euros da Ovibeja.
No rescaldo da Ovibeja é o momento exacto para tomar medidas: se não apoiar financeiramente, se lançar boatos e ataques pessoais, se inventar iniciativas concorrentes para procurar desmobilizar pessoas não é suficiente, deviam tomar-se medidas e proibir a Ovibeja: é lamentável que aquela gente da ACOS ande por aí a dizer que no Baixo Alentejo há grande potencial, que há projectos e iniciativas que nos permitem acreditar num futuro mais bonito, que com trabalho, esforço e ambição, Beja pode ser muito mais do que é hoje! Ou então, se acabar com a Ovibeja não for possível, correr de lá com aquela gente, colocar amigos a tomar conta daquilo e mudar o nome da feira para OviBeija.
quarta-feira, maio 06, 2009
Peço desculpa por interromper...
Porque concordo e subscrevo...
Faço parte da geração que participou na guerra do Ultramar. Uma guerra que não quis mas que fiz. Não andaram nesta guerra os beneficiários da portuguesíssima cunha mais os que fugiram ou desertaram.
Ontem, como hoje, vivemos numa sociedade organizada onde os cidadãos têm obrigações e direitos para com o seu País.
Fomos largas centenas de milhar que se sujeitámos ao encontro com uma bala, uma mina ou estilhaço de granada o que infelizmente aconteceu a alguns. Uma guerra é uma coisa horrível, é a maior injustiça do mundo, não faz qualquer sentido e é mortal.
Nos convívios anuais que os ex-combatentes costumam realizar, é impressionante o momento, em que os vivos, com lágrimas e raiva respondem PRESENTE em nome dos que já morreram.
Durante 14 anos passaram por esta guerra um milhão e tal de portugueses dos quais aproximadamente nove mil lá tombaram. Não há família em Portugal que desde filho ou marido não tivesse alguém relacionado com a guerra.
Por esse País fora, aldeias, vilas e cidades, autarquias e populações se unem e erguem um monumento pequeno ou grande ou simples memorial que honre e lembre os seus mortos.
Na nossa terra, em Beja que já tem ídolos e heróis para consumo partidário, não haverão meia dúzia de metros quadrados onde seja construído monumento, lápide ou colocado simples tijolo que perpetue a memória de alentejanos ou não que resolveram não quebrar aquilo que tinham jurado?
Apareçam progressistas, fascistas, libertadores, historiadores, investigadores, os que lá foram, os que cá ficaram a teorizar sobre a guerra, ninguém e jamais a apagarão da História deste Povo."
M.D.Horta
100 razões para amar Beja - 65 (Com adenda quase fora de contexto)
Não acho que Beja tenha condições excepcionais para o Turismo de massas. (e, por favor, não me venham falar naquilo que descobriram agora, apesar de estar referenciado desde os anos noventa, debaixo da Praça da Republica). O nosso património é hoje muito escasso, porque a cidade foi saqueada durante séculos, não existindo especiais referências que interessem à generalidade dos turistas!
Ademais, algumas coisas que existem estão demasiado mal tratadas e falta-lhes um aproveitamento que as torne visitáveis. Mas reconhecer que há pouco, está muito longe de dizer que não há nada: e é deprimente o aproveitamento turístico na cidade de Beja.
Os horários do Castelo e Museus são indecentes, a cidade não tem um guia turístico decente (esta observação é muito interna...), não existem roteiros, não se utiliza o curso de Turismo existente para utilizar os discentes em actividades de aproveitamento turístico, é raro o restaurante da cidade onde as ementas estão numa segunda língua, a tristeza do Parque de Campismo, as ruínas de Pisões dão vontade de chorar e, por razões que apenas eles sabem, a cidade continua a ignorar Mariana Alcoforado, não existindo na cidade referências àquela que é a mais pertinente personalidade da cidade!
Adenda quase fora de contexto: Hoje como em outras vezes subi a torre do castelo. Com um casal de colegas made in Finlândia. Nem conto como foi: porque há coisas que têm mesmo de ser vistas...
terça-feira, maio 05, 2009
Já valeu a pena a candidatura de Pulido Valente
Mais umas semanas e o PCP Beja vai falar do aeroporto, da nova agricultura e em serviços. Vai uma apostinha?
Porto Campeão...
O Sporting foi uma equipa muito instável e cometeu erros infantis ao longo destes meses. E o Benfica jogou um futebol miserável! E os castigos absurdos a Luisão, Nuno Gomes e ao Katsu, bem como o desaparecimento de Leo (que saudades) e o ano horribilis na baliza, não justificam tudo! Houve erros de casting nos reforços. E o futebol foi muito mau: o Benfica não jogava tão mal à bola, desde o tempo de Trapatoni, no ano que foi campeão. Curiosamente!
Dito isto, devia ser o momento de honrar os vencedores! Mas o FCP volta a ser um campeão sem honra nem verdade! No próximo fds, quando o desceram à rua para comemorar mais um título, as vozes dos jornalistas vão se calar - porque a fruta não era apenas para os árbitros - e vão ser ditas as cobardes palavras de circunstância, fruto da hipocrisia reinante!
Quando terminar esta época e o Porto festejar o título, vai ser a consagração de uma vitória que começou quando se arquivou um caso de corrupção, onde se provou que Pinto da Costa pagou putas a árbitros e mudou relatórios e classificações. Como no passado se provou que pagou viagens! Mas desde há muito que a impunidade se escreve em cores de azul e branco!
Durante o ano, semana e semanas seguidas, quando o Porto jogou miseravelmente, foram aparecendo penalties milagrosos, livres e faltinhas, jogadores adversários expulsos, branqueamento das inumeras agressões de um assassino central, porque quem manda no futebol sabe que neste País a Pinto da Costa tudo é permitido e quem protege o Porto é beneficiado nas classificações, ou que o silêncio cobarde leva a que determinados clubes possam escolher jogadores da lista de dispensados!
Quando o Benfica ganhou sem honra uma Taça miserável, não comemorei, porque ganhar assim dá-me vergonha! Mas felizmente não sou do Porto: porque se fosse, mesmo sem vergonha nem honra, este sábado ia gritar para a Avenida dos Aliados, feliz e contente, porque o que importa é ganhar, seja a que preço for! Porque antes puta, que aplaudir a verdade desportiva...
100 razões para amar Beja - 64
Desde há muito que digo que um dos pecados capitais da nossa cidade é a quase completa falta de personalidades! Falo de personalidades notáveis, pessoas cujos méritos e trabalho seja conhecido a nível de todo o País.
Não me resigno a acreditar que a nossa cidade é incapaz de parir pessoas excepcionais. Mas a análise objectiva da realidade nacional é a total e completa ausência de referências oriundas da nossa planície.
Sejamos claros! Vivemos numa cidade em que a referência cultural é a Tonicha e no desporto o Fernando Mamede que, com o devido respeito e admiração pelas respectivas carreiras, não apenas tiveram o seu auge há mais de duas décadas, como, na esteia dos tais iogurtes, faltou-lhes um "bocadinho assim" para beijar a galeria dos inesquecíveis.
Não temos no teatro, cinema ou televisão um nome nacionalmente conhecido (os mais ilustres serão o Serafim e o meu querido amigo Bruno), faltam-nos escritores (contam-se pelos dedos de uma mão os bejenses que publicaram na ultima década), na pintura temos o Professor Paisana que apenas do muito talento não tem projecção nacional e, se tivesse agora com tempo e mais paciência, encontraria outros exemplos semelhantes. Como no caso da politica onde, com excepção do António Saleiro (goste-se ou não do estilo) nunca mais um politico da cidade teve peso a nível nacional (e não me procurem dar o exemplo da ex-Ministra do Ensino Superior do PSD).
E como nos fazia falta. Como era crucial para o desenvolvimento da cidade ter vozes que se fizessem ouvir no Terreiro do Paço, que defendessem os interesses desta cidade e desta região perante os diversos governos e os partidos políticos (pelo menos, Carreira Marques era ouvido no seu partido..). Como fora da politica era importante que bejenses levassem o nome da cidade para todo o País.
Disse e mantenho que não me recuso a acreditar que não nasçam nesta cidade pessoas com características excepcionais: por isso, convido todos a tentar indagar sobre as misteriosas razões que fazem com que aos bejenses lhe esteja vedado o acesso à restrita galeria dos mais notáveis...
segunda-feira, maio 04, 2009
Figueira Mestre
100 razões para amar Beja - 63
Mas se há linhas que nos unem, outras separam-nos! Como a linha de comboio que asfixia a cidade!
A temática não é virgem neste blogue. Até porque a virgindade é um pseudo tesouro há muito conspurcado! Mas tal como o tesouro, há coisas que tem sentido recordar muitas vezes para iluminar a mente nem sempre iluminada de quem ter o poder de mudar a realidade. Ou lutar para que a realidade mude!
Para quem não conhece bem a cidade, a estação dos caminhos de ferro encosta nas bordas da cidade, curiosamente bem perto do local onde ainda trabalho! Depois, uma linha quase inútil atravessa a cidade, matando um bairro, ostracizando outros dois, castrando o crescimento da cidade, a grande responsável pela estagnação de uma parte tradicional da cidade! Realidade triste que se mantém há mais anos do que tenho memória, vestígios de um tempo agora longínquo em que a linha ainda fazia sentido, onde ainda unia pessoas e bens!
Os senhores do tempo e do espaço na sua conjurada imobilidade, têm persistido na amorfa indiferença, esquecendo que há linhas que não unem, que de noite gritam em silêncio triste por pontes ou túneis que juntem o que a linha teima em separar...
domingo, maio 03, 2009
Ovibeja - O rescaldo... (Adenda)
Diga-me tudo o que perdi: conta-me como foi...
sábado, maio 02, 2009
Vital Moreira leva na marmita...(Com adenda)
Durante as comemorações do 1º de Maio, o candidato PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, foi agredido por um bando de energúmenos. Se quisermos ser honestos, temos de reconhecer, que qualquer pessoa que um dia tenha lido Vital Moreira sente um semelhante desejo de lhe dar um par de estalos. Mas, quem é educado e respeita a democracia, não o faz.Confesso que o facto em si, sendo obviamente lamentável, não merecia grandes observações: em todas as áreas da vida há gente estúpida e fanática e dar-lhes importância é um disparate!
O que ganha relevo nesta história são as palavras da CGTP ao desvalorizar os factos, dizendo que os trabalhadores andam revoltados e o silêncio inqualificável do PCP, que se negou a comentar este atentado contra a liberdade.
Aliás, facto que não é virgem: quando gentalha igual a esta atirou ovos à Ministra da Educação, estes mesmos, calaram-se e desvalorizaram!
Infelizmente, trinta e cinco anos após o 25 de Abril, ainda há pessoas que não gostam de viver em liberdade e têm uma perversa ideia da democracia. Factos como estes, demonstram o que seria de Portugal se alguma vez esta gente fosse poder. Os governos PS e PSD têm cometido todos os pecados do mundo e mais um ou outro que inventaram: mas pelo menos são democratas! Ver alguém atirar um cravo a alguém que - goste-se ou não - lutou contra o fascismo e em prole da democracia, diz muito. Apesar de alguns preferirem dizer.. que não comentam porque não viram..












