terça-feira, novembro 13, 2007

Conselho de Opinião

O programa Conselho de Opinião causou alguma polémica. No caso, misturando-se com este blogue. Para os leitores do Viagra e Prozac, como em outras vezes, será aqui deixado link para o de forma a terem argumentos para formular uma opinião!
Para quem é “cliente habitual” do programa, sabe as regras da casa: quando há convidado, os conselheiros reduzem as suas intervenções ao mínimo, de forma a dar espaço ao convidado para expor as suas opiniões! Não é, nem será, um programa de debate! É um mau estilo? Quiçá! Mas a verdade – e desculpem lá a arrogância – é que o programa tem hoje o estatuto que tem!
No que me diz respeito, apesar de ser raro, hoje penso que se justifica um ou outro esclarecimento!
Desde logo pelas palavras no blogue Praça da República! Entende João Espinho que o CO “vai hoje arrear as calças, cedendo às pressões do poder” por convidar um técnico da CMB. Já deixei uma resposta ao post, pelo que não me repito aqui: o convite foi feito por mim, em directo, porque entendi que era justificado. Se é convicção do João Espinho que baixo as calças à CMB, é a sua opinião, que respeito, discordando!
Sobre o convidado – porque os factos, são factos: esteve no programa porque foi convidado, primeiro por mim, depois pela Direcção da Rádio Pax – entendi – e continuo a entender – que enquanto director do Pax-Júlia e Director do Departamento Sócio-Cultural da CMB, se justificava a sua presença.
Não me vou pronunciar sobre as palavras do Dr. José Murteira sobre o António Manuel Revez; era ridículo eu defender o Revez! Há vários anos que é um agente cultural na região, tem obra feita em vários níveis! Repito apenas o que disse em directo: concordo com a esmagadora maioria das suas posições sobre a actual politica cultural da CMB no actual mandato! Tenho profundas divergências ideológicas faça ao Revez, estilos bem diferentes, mas assumo que intelectualmente o admiro bastante.
Um comentador, claro está anónimo, deixou aqui escrito (bem como no Praça da Republica), falando sobre a minha pessoa que: “nunca vi ninguém ser tão humilhado, ofendido, desmentido cara a cara e ter-se limitado a ficar calado sem argumentos para quem á sua frente teve a coragem de o enfrentar”! Parece-me tremendamente injusto para com o Dr. Filipe Murteira; penso que em nenhum momento me ofendeu, me procurou humilhar, nem desmentiu nenhuma das minhas observações. O que Dr. FM fez foi exercer o seu direito de discordar de mim; no calor da conversa, saltou-lhe um “saloio”; não valorizo! Acredite que o mesmo não se orgulha da expressão! Se o fez com consciência, se entende que eu sou saloio é a sua opinião, tão respeitável como a opinião contrária!
Diz o mesmo anónimo que eu terei pedido desculpas ao Dr. FM: acredito que se for alguém de carácter, depois de se informar melhor, voltará aqui para reconhecer o seu erro e pedir desculpa!
Procurando uma análise objectiva ao programa, pronunciando-me sobre o convidado, acho que o mesmo cometeu um erro de palmatória! Deu-me demasiada importância! Ou citar as minhas declarações, os meus textos neste blogue e os meus artigos de opinião concedeu às minhas críticas desmedida relevância! Um erro crasso: os “adversários” desvalorizam-se…
Por mais confusão que isso faça a muitas pessoas – incluindo pessoas próximas de mim, que durante e após o programa acharam que eu devia ter respondido ao convidado no mesmo tom – mantenho a minha posição de princípio: discuto ideias, não pessoas! Não entro nunca em ataques pessoais.
Tenho profundas divergências sobre a política cultural da CMB; mas não quero o monopólio da razão! O Dr. Filipe Murteira está contente com o que a CMB tem feito, eu acho que é pouco, podia fazer-se mais e melhor! E estou disponível para dar sugestões! E se para os responsáveis da CMB a minha opinião é tão importante, estou disponível para ser recebido no executivo e debater soluções e propostas…
PS – Espinho, se uma das regras da boa prática na blogosfera for, quando um blogue num post se refere a outro, este deve citar o anterior, ficarei a aguardar que na Praça se fala alusão à minha posição!

ADENDA: O programa está disponível aqui

8 comentários:

  1. Eu achei muito reveladora a prestação do sr. Murteira no programa de hoje. Desvelou-se: um pequeno-tecnocrata de província, incomodado, vingativo, reactivo. Repare-se que no programa da semana passada, a única referência que fiz directamente ao senhor foi a de que considerei, e mantenho (e ele confirmou), que ele censurou um texto de uma peça que escrevi. Chame ele a isso "inadequação", ou outra parvoíce qualquer. O sr. Murteira não tem qualquer habilitação nem autoridade como teórico, crítico de dramaturgia, ou autor, para avaliar uma linha do que eu escreva. Este senhor é pago pelo nosso bolso para decidir onde vão parar os subsídios que vêm dos nossos bolsos. Nada mais. Não se lhe conhece uma linha de reflexão estratégica sobre políticas públicas na área cultural, sobre modelos de programação cultural e artística, sobre novas formas de intervenção e dinamização culturais em meio rural, sobre gestão cultural inclusiva e participativa, sobre nada! É um técnico que colecciona os números do dinheiro que distribui mal e dos eventos que programa de forma casual e desgarrada. E é um mau técnico, do meu ponto de vista, e com formação pessoal duvidosa, pois aquilo que ele condenou em mim, replicou ao cubo e de forma bem mais ostensiva no programa de hoje, aproveitando o facto de eu não me poder defender. E se ele me acusa de fazer caricaturas e simplificações do que foi a Revista Rodapé ou a actividade da Biblioteca Municipal de Beja, o que dizer de um responsável autárquico que selecciona os eventos lúdico-eróticos do Festival do Amor para ridicularizar esse mesmo evento, confrontando aquelas realizações com outras que ele acha "sérias" e de qualidade, quando esquece intencionalmenre as iniciativas de igual teor que também tiveram lugar no Festival? E se ele me acusa de ter mentido quando disse que fui eu que enviei informação da minha última peça "Sangue Pisado" para a Rádio Pax (posso prová-lo), o que dizer de um responsável autárquico que mente, e sabe que está a mentir, quando diz que muita gente saiu a meio da estreia da minha peça "O frio que faz na cama" e que essa peça era "tão profunda" que os que ficaram não pararam de rir? Talvez o técnico Murteira tenha deixado os óculos em casa nessa noite, ou abusado de qualquer coisa alucinogénia... Eu diverti-me com o sr. Murteira, mas continuo a lamentar que muitas das decisões sobre a vida cultural da nossa cidade e concelho estejam na mão de um técnico tão pouco capaz. Neste programa do Conselho de Opinião limitou-se a ofender-me e a tentar desmentir-me; não se lhe ouviu uma proposta concreta, uma ideia, uma medida, nada! No deserto que é o seu pensamento, trago-lhe para epígrafe o título da peça que tanto e ridiculamente fez questão de sublinhar: "É sempre a mesma merda!"...

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  2. Um texto muito esclarecedor sobre a tua pessoa, sobre as tuas opiniões e contradizendo a opinião generalizada que és apenas um prevericador!

    Os meus parabéns!

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  3. Anónimo11:24

    Caro Professor, gostei muito de o ouvir ontem. Mostrou o que é ter classe e manteve-se o mesmo de sempre, mesmo quando foi vergonhosamente atacado. Como um disse um dia, quem é professor deve sê-lo dentro e fora da sala.
    Cumprimentos

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  4. @anónimo - obrigado!
    Zig - Sobre o AMRevez, pode gostar-se ou não! Sinceramente, nunca percebi qual o drama de alguem de gostar de mim!! Mas.. há algo que se chama factos: o AMRevez tem obra feita! O que lhe dá uma legitimidade única para dar opiniões!

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  5. Anónimo12:46

    É bem feita amigo H.. anda a espalhar que andou a passear de limousine, depois os comunas querem come-lo! ehehhe
    Abraço
    JL

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  6. Anónimo12:56

    Reclamar vitórias em debates de ideias ou conselhos de opiniões quando pessoas decidem falar a maior parte do tempo sozinhos, discutindo e atacando pessoas, classificando-as e desconsiderando-as, mostrará o nível intelectual e cultural desta cidade e de alguns dos seus responsáveis.
    Mea culpa: serei outro saloio, ignorante ou mal-agradecido daqueles que mandam para trás o prato que teimosamente me põem à frente! Não tenho nem o espírito de disciplina partidária necessário para digerir discursos gastos e cantigas de amigo nem o palato ajustado a expressar contentamento pela ementa do costume, saiba ela a carne ou peixe, desde que venha acompanhada do rouge do costume.
    Por muito que lhes doa - e a estupidez será minha - não consigo distinguir o propalado sabor da política cultural do da actividade cultural na cidade de Beja.
    A mim, que sou saloio, sabe-me tudo ao mesmo. E já enjoei as boinas, as foices, os martelos e as cantigas de intervenção assim como as caras que estão à frente das cozinhas.
    A quem critica os outros por estar mal informado, não fica bem mostrar absoluto desconhecimento: O Mestre Hugo Lança não é professor universitário. E também há imensa informação disponível sobre os dois subsistemas de ensino superior em Portugal: tratar o ensino superior politécnico como se universitário fosse é desconsiderar também quem nele trabalha por convicção - o argumento da defesa dos trabalhadores das instituições é sempre simpático e aglutinador - e o direito à afirmação pela diferença e pela qualidade que os especiais traços científicos e profissionais deste subsistema naturalmente destacam.
    E o mais curisoso é que o Mestre Hugo Lança faz não porque seja amigo, camarada, companheiro ou boy de alguém, porque tenha um invulgar discurso de ironia saloia, mas por mérito próprio, validado por um colégio de individualidades de reconhecido mérito e ao serviço de uma instituição exemplar desta cidade.
    Como seu ex-aluno senti-me envergonhado quando a ele se referiram com a expressão de ironia saloia. Desculpe por nós que fomos seus alunos.
    Mas grande vitória de facto esta!
    E como não basta ganhar, há que sacrificar o crítico: a referência à actividade profissional era necessária e indispensável; e o cometimento da paternidade de um blog e o desrespeito por aspectos inerentes a opções pessoais e que se cingem a matéria de recorte exclusivo de reserva da vida privada de cada um, notoria e justificadamente imprescindível.
    Faltou, porém, mais informação, tempo ou vontade para ler-se o EDITORIAL desse mesmo blog. MAs os meios justificam os fins.
    Ainda esperei, para que a vitória fosse maior, que se fizesse prova que afinal o h não tem um "mastro de 35 cm". Fica para a próxima entrevista cultural, dada a manifesta relevância que isso tem para o tema em debate.
    Quanto às desculpas pela intrusão nas opções privadas e pessoais de cada um, e depois do mal feito, fazem-me recordar a anedota do peido da senhora justificado pelo Bocage: na verdade "é sempre a mesma merda".

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  7. Este meu comentário era um elogio sobre a tua pessoa! Não te conheço pessoalmente, mas certamente já nos cruzámos algures....

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