segunda-feira, agosto 17, 2009

Então vamos lá blogar...

Blogar só não é uma das palavras mais parvas da língua portuguesa, porque a palavra não existe. Mas caso um dia venho a existir - porque coiso e tal - será uma palavra tão absurdamente infeliz como paralelepípedo, que, como o leitor não sabe, é uma palavra que me irrita solenemente, já há mais de cinco minutos. Bem como usar boxers apertadas, que não permitem respirar o melhor de mim!
Regressar de férias é uma das mais paradoxais sensações do mundo, apenas comparável a um homossexual a praticar o coito anal com uma mulher deslumbrante: se por um lado carregamos o amuo de regressar às rotinas, por outro lado estamos plenos de projectos e desejos, reconfortados com os dias de lazer. Ou não!
Confesso que precisava muito de tirar férias do blogue e da cidade: durante vinte dias deixei o blogue abandonado, uma hibernação apenas interrompida por dois rápidos bocejos, sendo que as parvoíces que aqui surgiram estavam pré-publicadas para irem enchendo chouriços na minha ausência. Depois de meses terríveis foi salutar não pensar em merda nenhuma, afastando-me das tragédias cómicas aqui do burgo, da maledicência de grelos ressabiados, das intrigas de bairro e dos devaneios do Benfica! Olhando as ultimas semanas, reconheço que nunca me senti tão cansado e saturado, tão necessitado de fugir uns dias e ir à minha procura, de procurar ar, de conversar comigo e percorrer o meu trilho. Mas depois de alguns livros e descanso, recordo com um sorriso que o melhor de sair de Beja por uns dias é poder regressar: ainda que esteja um calor de gelar pitos!

5 comentários:

  1. Conheço essa sensação - custa a entrar novamente nos eixos ;)

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  2. desde que esses 20 dias tenham dado para meter as ideias em ordem isso é que interessa =)...
    ainda bem que voltou, ja sentia saudades suas =D
    bjs quota =P

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  3. Anónimo09:33

    Que livros e que impressão deles, pode saber-se?

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  4. Anónimo12:06

    o blogar deve de ser parecido com o "dolosamente" loooooooooooooooooool

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  5. anónimo dos livros - Li algo soberbo sobre expressionismo, de Elger e depois 4 romances históricos sobre Portugal, mormente no periodo de Salazar, 25 de Abril, Independência do Brasil. Agradáveis mas longe de serem soberbos. Terminei com o ultimo romance do autor de "o leitor", infelizmente muito inferior à sua primeira obra.
    Não tive muita sorte...

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Respeite as opiniões contrárias! Se todos tivéssemos o mesmo gosto, andávamos todos atrás da sua namorada! Ou numa noite de copos, a perseguir a sua mulher!