quarta-feira, outubro 13, 2010

E quem fala assim... é Bispo! (Com Adenda)

"O prestígio das Misericórdias fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruirem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve o Evangelho, que devemos praticar o bem sem acepção de pessoas e que a mão esquerda não deve saber o que faz a direita, isto é, devemos servir os necessitados por amor e não servirmo-nos deles para os nossos interesses. Mas tudo o que é humano tem os seus desvios e, por vezes, é preciso corrigir, o que aliás até é uma das catorze obras de misericórdia: corrigir os que erram. Mas quem corrige quando há desvios? Quem é responsável quando alguma instituição se afasta das suas finalidades? Em primeiro lugar, serão os próprios membros da associação a fazê-lo através dos seus órgãos, de acordo com os seus Estatutos. No entanto, acontece que os órgãos são, por vezes, constituídos por pessoas incorporadas por compadrio e não segundo o espírito associativo próprio; neste caso o compromisso evangélico das obras de misericórdia. Quem tem autoridade para fazer com que isso se cumpra? Quantas vezes nos chegam queixas de listas ideológicas e partidárias que tentam tomar conta dos órgãos sociais ou Misericórdias sem vida mas consumindo o seu património! Felizmente a maioria cumpre e desempenha um grande papel social. Mas quando os membros não se entendem, se fecham as admissões de irmãos, se fazem assembleias sem participação de irmãos e se tomam decisões ruinosas, quem tem a tutela para intervir? Quem as defende da ambição do poder político, como tem acontecido ao longo dos séculos? Quem aprova as actualizações e alterações do compromisso e dos Estatutos?"

Adenda: A resposta ao Bispo!

4 comentários:

  1. Quem vai responder a estas questões?

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  2. Anónimo15:20

    Quando as misericórdias Já não tiverem bens, as questões já não se colocam!

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  3. Anónimo18:37

    É bispo, mas poderia bem ser outra eminência qualquer. Veja-se:

    "O prestígio e segurança das Instituições Públicas fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruirem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve a Lei e o Evangelho, que devemos prosseguir o superior interesse público, e para quem é crente, praticar o bem sem acepção de pessoas e que a mão esquerda não deve saber o que faz a direita, isto é, devemos servir os necessitados por amor e não servirmo-nos deles para os nossos interesses. Mas tudo o que é humano tem os seus desvios e, por vezes, é preciso corrigir, o que aliás até é uma das catorze obras de misericórdia: corrigir os que erram. Mas quem corrige quando há desvios? Quem é responsável quando alguma instituição se afasta das suas finalidades? Em primeiro lugar, serão os próprios membros da instituição pública a fazê-lo através dos seus órgãos, de acordo com os seus Estatutos. No entanto, acontece que os órgãos são, por vezes, constituídos por pessoas incorporadas por compadrio e não segundo o espírito público e altruísta; neste caso o interesse público e o compromisso evangélico das obras de misericórdia. Quem tem autoridade para fazer com que isso se cumpra? Quantas vezes nos chegam queixas de listas ideológicas e partidárias que tentam tomar conta dos órgãos sociais ou instituições sem vida, entregues a incompetentes e amigos, mas consumindo o seu património! Felizmente a maioria cumpre e desempenha um grande papel social. Mas quando os membros não se entendem, se fecham as admissões de irmãos, se fazem assembleias sem participação de irmãos e se tomam decisões ruinosas, quem tem a tutela para intervir? Quem as defende da ambição do poder político, como tem acontecido ao longo dos séculos? Quem aprova as actualizações e alterações do compromisso e dos Estatutos?"
    Afinal quem guarda o pastor?

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  4. Anónimo19:24

    Pensemos na Misericórdia da nossa cidade .
    Há quantos anos é controlada pelo mesmo grupo ?
    É conhecido que a maior parte dessas pessoas nada têm a ver com a Igreja Católica .
    Qual a situação económico-financeira da Instituição ?
    Para onde têm sido canalizados os chorudos montantes obtidos em alienação de património ?
    A Diocese de Beja tem alguma participação e/ou conhecimento do que se passa na Misericórdia ?







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