quarta-feira, fevereiro 16, 2011

1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Recebi vários mails por estes dias, numa iniciativa que terá partido do Facebook (tudo o que não parte do Facebook não presta) em que se convida a revolta dos portugueses com o intuito de juntar, no qualquer destes dias, um milhão de portugueses na Avenida da Liberdade! Ou seja, como era previsível, o movimento que começou na Tunísia, depois Egito e quase todo o mundo árabe, começa a chegar à europa!
É o momento de nos unirmos e lutarmos todos juntos! Porque a Democracia não resultou vamos todos para a rua e lutar por uma qualquer Ditadura que nos salve!

Então vamos lá falar de coisas que eu não devia falar...

Em cada português há um médico! Aliás todos nós sabemos que as faculdades de medicina são desnecessárias, porque basta comentar com o primeiro desconhecido na rua que não nos sentimos bem, que ele inquiri os sintomas, trata de realizar o diagnóstico e explica-nos o tratamento! Porque todos os portugueses têm um familiar que teve exatamente aquilo, pelo que sabem como curar-nos! 
Se dissecarmos a hermenêutica da coisa, podemos concluir que os médicos só existem para duas coisas: serem processados e culpados quando morre alguém e para andar a comer as famintas das enfermeiras!
Mas se todos amamos falar sobre doenças, quer as nossas, quer as alheias, se mostramos orgulhosamente as nossas cicatrizes, verdadeiras medalhas de mérito, se contamos os pormenores sórdidos das nossas doenças, se orgulhosamente assinados o gesso das pernas, braços e outros membros, sejamos honestos, há coisas que ninguém deve ter o mau senso de comentar! Por exemplo, nada justifica que um tipo publicamente comente uma intoxicação alimentar, que partilhe com os outros e com o mundo toda uma noite a vomitar por cima e por baixo, com terríveis arrepios de frio, umas monstruosas dores no corpinho todo e depois.. a vil fome de andar a chá e torradas com manteiga invisível e iogurtes naturais!
E dizem que há testes para ver, outros para fazer, aulas para dar e um terrível mau humor que só passa depois de comer feijoada de cabeça de porco, com torresmos e cogumelos bons!

Viagra e Prozac recomenda: uma noite em Serpa


O Trigo Limpo teatro ACERT presta uma merecida e desconcertante homenagem a um dos mais importantes poetas mundiais. O espectáculo é construído a partir de textos de Fernando Pessoa mas refaz o seu universo interior ao inventar um novo lugar, uma nova situação e novas personagens para os interpretar.
É noite de S. António. Duas velhotas chegam ao Cais das Colunas com o manequim de um homem. Pelos vistos consideram aquele local o mais apropriado para o ritual que pretendem realizar.
Usando sempre e só palavras do autor vão rememorando o seu próprio passado. Ou reinventando-o ou até talvez sonhando um novo como tão bem fez o Marinheiro. Elas sabem-no. E enquanto o dia nasce à beira-rio, viajam pelas suas memórias na companhia daquele estranho homem. São Pessoas que acabam por ficar sozinhas consigo próprias, frente ao mar, na celebração de uma portugalidade ancestral que habita cada um de nós.
Texto a partir da obra de Fernando Pessoa

Adenda: o espectáculo é  na sexta-feira, dia 18, às 21h30m no Cine Teatro Municipal. O bilhete é 3€ e a organização da Baal 17 - companhia de teatro e tem o apoio da C. M. Serpa.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

O meu blogue e a gente parva...

Por razões de saúde tive dois três dias sem conseguir entrar no blogue! E quando há minutos reabri o mail, quando li um bando de comentários, fiquei algures entre o nojo e a vergonha! Nojo por ler algumas coisas, uns ataques imbecis, provocações baratas e vergonha por ser dono de um blogue onde os leitores são expostos a certo tipo de comentários.
em Dezembro escrevi sobre isto e temo começar a repetir-me, mas, a pura verdade é que começo a ponderar seriamente se vale a pena escrever para gentalha desta! Não que isto seja um problema dos blogues ou da internet: é um problema de uma sociedade cobarde, de pessoas incapazes de assumir posições, propensas à má língua, com mesquinha e inveja, que encontram no anonimato o paraíso dos idiotas! A minha resposta é não lhe responder, limitando-me a pedir desculpas aos leitores. Pelos comentários que são obrigados a ler, por algo que me sinta obrigado a ter de fazer!
Triste país onde quem ousa ter opinião e assumi-la é atacado pelas suas convições, patético viver numa região onde se confunde divergir com ofender!

Aquilo a que chamam de Orgasmus! Perdão, Erasmus…

Podia começar por explicar do que se trata o programa Erasmus, mas já todos o devem saber ou não… Só quem passa pela experiência e a vive de acordo com “o regulamento” Erasmus é que a pode descrever e posso dizer que mesmo assim nem todos conseguem arranjar o vocabulário para o fazer.
Começo então por contar a minha visão, da minha própria experiência (mas não me peçam para contar tudo que não posso!). Erasmus para mim é uma experiência que me marcou e continua a marcar de tal maneira que já estou na segunda dose! Faz-nos crescer muito em termos culturais e pessoais, pois em Erasmus temos o privilégio, de além de estudarmos muito e tirarmos boas notas nas disciplinas que não conseguimos fazer em Portugal, num país que não é o nosso e numa língua que não é a nossa, de conhecer pessoas de todos os “cantos do Mundo”, de aprender algo sobre várias culturas, vários países, de compreender alguns dos seus hábitos e costumes, conviver à noite (Ah pois, não é só estudar!), divertirmo-nos muito, seja pela vivência diária numa residência de estudantes, quer seja pela viagens e visitas que ocasionalmente são organizadas, pela própria escola ou por nós, às cidades vizinhas e países fronteiriços, visitas essas que muito dificilmente faríamos se ficássemos a estudar no nosso país. Erasmus tem também a outra face da moeda, estamos longe da família e amigos, do nosso dia-a-dia em Portugal, longe de coisas e pessoas que gostamos e as saudades são mais que muitas! Além disso, temos que nos habituar (falo por mim) a algumas tarefas que em minha casa só ocasionalmente faço, como cozinhar, limpar, lavar a roupa e a louça, limpar o pó, aspirar, lavar o chão, fazer compras, contar os tostões para não gastar demasiado em comida e sobrar muito mais para bebida, entre muitas outras coisas, aquilo que é chamado na gíria de lida da casa.
Para vos dar uma pequena ideia daquilo que já vivi, vou contar sucintamente algumas histórias que se sucederam comigo e com alguns companheiros Erasmus. Por exemplo quando estive a estudar na Polónia, eu e mais 5 colegas portugueses fomos assaltados por um grupo de polacos com facas, pois eles não gostavam que alguém de um país diferente olhasse sequer para as meninas polacas, de quem eles pensavam serem donos. Felizmente já tínhamos gasto grande parte do nosso orçamento para essa noite na bebida e não levaram quase nada! Outro episódio na Polónia, aconteceu quando fomos convidados para um Jantar de Gala, onde era necessário vestir-se a rigor e por acaso nenhum de nós tinha vestuário apropriado para a festa. Ainda nos submeteram a um investimento avultado numa camisa e lá fomos nós. Posso dizer que fomos tratados como se fossemos celebridades de cinema, grandes desportistas, estrelas da música ou assim. Desde um discurso de agradecimento, ao facto de nos solicitarem para fotos, para beber um copo ou simplesmente para conversar, fomos o centro das atenções literalmente. Posso dizer que no dia seguinte estava expressamente proibido de me levantar da cama. Nem às aulas pude ir, eu que não gosto nada de faltar!
Já na República Checa, o espírito Erasmus é completamente diferente. Existe muito contacto diário entre todos os estudantes e por isso mesmo fazemos todo o tipo de actividades juntos (Não vale pensar em coisas perversas que não é nada disso). Desde ir às compras, grandes jantaradas no corredor, saídas nocturnas, uns jogos de futebol para os rapazes, etc. Depois existem as viagens e visitas, onde destaco duas: Viagem a Ostrava e um mini interrail por Brno-Bratislava-Budapeste. Ostrava por ter sido uma viagem combinada “em cima do joelho” e por ter um único intuito, mais uma saída nocturna! Saímos de casa num dia de tarde e só voltámos no outro dia de manhã, sem sítio onde dormir, a viagem de comboio foi a nossa melhor amiga. Resta-me dizer que para uma simples noite de diversão, fizemos uma viagem de sensivelmente 220 km ida e volta. Quanto ao mini interrail, foi uma viagem das mais espectaculares que vivi. Vi cidades lindas que só tinha tido oportunidade de ver através da Internet ou da Televisão, mais Budapeste que Bratislava, pois Budapeste é qualquer coisa de extraordinário e uma viagem que eu aconselho a todas as pessoas! Budapeste marcou-me pois é uma cidade cheia de história e com vistas lindíssimas na zona do rio e além disso vivi a noite mais invulgar da minha curta vida, uma festa num parque aquático!
Encerro assim o meu texto, se alguém o ler vai com certeza ficar com água na boca e com muita vontade de experimentar, o que eu aconselho vivamente!

Abraço,
Fabiano Dionísio

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração”

por José Manuel Fernandes (Jornal Público - Sexta-feira, 4 de Fevereiro)

Quando o FMI chegou pela segunda vez a Portugal, em 1983, eu tinha 26 anos. Num daqueles dias de ambiente pesado, quando havia bandeiras pretas hasteadas nos portões das fábricas da periferia de Lisboa, quando nos admirávamos com ser possível continuar a viver e a trabalhar com meses e meses de salários em atraso, almocei com um incorrigível optimista no Martinho da Arcada. Nunca mais me esqueci de uma sua observação singela: “Já reparaste como, apesar de todos os actuais problemas, a nossa geração vive melhor do que as dos nossos pais? Tenta lembrar-te de como era quando eras miúdo…”
Era verdade: a minha geração viveu e vive muito melhor do que a dos seus pais. E eles já viveram melhor do que os pais deles. Mas quando olho para a geração dos meus filhos, e dos que são mais novos do que eles, sinto, sei, que já não vai ser assim. E não vai ser assim porque nós estragámos tudo – ou ajudámos a estragar tudo. Talvez aqueles que são um bocadinho mais velhos do que eu, os verdadeiros herdeiros da “geração de 60”, os que ocuparam o grosso dos lugares do poder nas últimas três décadas, tenham um bocado mais de responsabilidade. Mas ninguém duvide que o futuro que estamos a deixar aos mais novos é muito pouco apetecível. E que o seu presente já é, em muitos aspectos, insuportável.
Começámos por lhes chamar a “geração 500 euros”, pois eram licenciados e muitos não conseguiam empregos senão no limiar do salário mínimo. Agora é ainda pior. Quase um em cada quatro pura e simplesmente não encontram emprego (mais de 30 por cento se tiverem um curso superior). Dos que encontram, muitos estão em “call centers”, em caixas de supermercados, ao volante de táxis, até com uma esfregona e um balde nas mãos apesar de terem andado pela Universidade e terem um “canudo”. Pagam-lhes contra recibos verdes e, agora, o Estado ainda lhes vai aplicar uma taxa maior sobre esse muito pouco que recebem. Vão ficando por casa dos pais, adiando vidas, saltitando por aqui e por ali com medo de compromissos.
Há 30 anos, quando Rui Veloso fixou um estereótipo da minha geração em “A rapariguinha do Shopping”, a letra do Carlos Tê glosava a vaidade de gente humilde em ascensão social, fosse lá isso o que fosse: “Bem vestida e petulante/Desce pela escada rolante/Com uma revista de bordados/Com um olhar rutilante/E os sovacos perfumados/…/Nos lábios um bom batom/Sempre muito bem penteada/Cheia de rimel e crayon…”
Hoje, quando os Deolinda entusiasmam os Coliseus de Lisboa e do Porto, o registo não podia ser mais diferente: “Sou da geração sem remuneração/E não me incomoda esta condição/Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar/Já é uma sorte eu poder estagiar…” Exacto: “Já é uma sorte eu poder estagiar”, ou mesmo trabalhar só pelo subsídio de refeição, ou tentar a bolsa para o pós-doc depois de ter tido bolsa para o doutoramento e para o mestrado e nenhuma hipótese de emprego. Sim, “Que mundo tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar…”
É a geração espoliada. A geração que espoliámos.
Sem pieguices, sejamos honestos: na loucura revolucionária do pós-25 de Abril, primeiro, depois na euforia da adesão à CEE, por fim na corrida suicida ao consumo desencadeada pela adesão à moeda única e pelos juros baixos, desbaratámos numa geração o rendimento de duas gerações. Talvez mais. As nossas dívidas, a pública e a privada, já correspondem a três vezes o produto nacional – e não vamos ser nós a pagá-las, vamos deixá-las de herança.
Quisemos tudo: bons salários, sempre a subir, e segurança no emprego; casa própria e casa de férias; um automóvel para todos os membros da família; o telemóvel e o plasma; menos horas de trabalho e a reforma o mais cedo possível. Pensámos que tudo isso era possível e, quando nos avisaram que não era, fizemos como as lapas numa rocha batida pelas ondas: enquistámos nas posições que tínhamos alcançado. Começámos a falar de “direitos adquiridos”. Exigimos cada vez mais o impossível sem muita disposição para darmos qualquer contrapartida. Eram as “conquistas de Abril”.
Veja-se agora o país que deixamos aos mais novos. Se quiserem casa, têm de comprá-la, pois passaram-se décadas sem sermos capazes de ter uma lei das rendas decente: continuamos com os centros das cidades cheios de velhos e atiramos os mais novos para as periferias. Se quiserem emprego, mesmo quando são mais capazes, mesmo quando têm muito mais formação, ficam à porta porque há demasiada gente instalada em empregos que tomaram para a vida. Andaram pelas Universidades mas sabem que, nelas, os quadros estão praticamente fechados. Quando têm oportunidade num instituto de investigação, dão logo nas vistas, mas são poucas as oportunidades para tanta procura. Pensaram ser professores mas foram traídos pela dinâmica demográfica e pela diminuição do número de alunos. Sonharam com um carreira na advocacia, mas agora até a sua Ordem se lhes fecha. Que lhes sobra? As noites de sexta-feira e pensarem que amanhã é outro dia…
E observe-se como lhes roubámos as pensões a que, teoricamente, um dia teriam direito: a reforma Vieira da Silva manteve com poucas alterações o valor das reformas para os que estão quase a reformar-se ao mesmo tempo que estabelecia fórmulas de cálculo que darão aos jovens de hoje reformas que corresponderão, na melhor das hipóteses, a metade daquelas a que a geração mais velha ainda tem direito. Eles nem deram por isso. Afinal como poderia a “geração ‘casinha dos pais’” pensar hoje no que lhe acontecerá daqui a 30 ou 40 anos?
Esta geração nunca se revoltará, como a geração de 60, por estar “aborrecida”, ou “entediada”, com o progresso “burguês”. Esta geração também não se mobilizará porque… “talvez *****”. Mas esta geração, que foi perdendo as ilusões no Estado protector – ela sabe muito bem como está desprotegida no desemprego, por exemplo… –, habituou-se também a mudar, a testar, a arriscar e, sobretudo, a desconfiar dos “instalados”.
Esta geração talvez já tenha percebido que não terá uma vida melhor do que a dos seus pais, pelo menos na escala que eles tiveram relativamente aos seus avós. Por isso esta geração não segue discursos políticos gastos, nem se deixa encantar com retóricas repetitivas, nem acredita nos que há muito prometem o paraíso.
Por isso esta geração pode ser mobilizada para o gigantesco processo de mudança por que Portugal tem de passar – mais do que um processo de mudança, um processo de reinvenção. Portugal tem de deixar de ser uma sociedade fechada e espartilhada por interesses e capelinhas, tem de se abrir aos seus e, entre estes, aos que têm mais ambição, mais imaginação e mais vontade. E esses são os da geração “qualquer coisa” que só quer ser “alguma coisa”. Até porque parvoíce verdadeira é não mudar, e isso eles também já perceberam…

domingo, fevereiro 13, 2011

Coisas minhas...


Gosto destes Domingos de chuva. Um livro e uma manta polar! Uma música. Uma comédia romântica tonta. E um chá! 

As promoções do Modelo para as crianças...

No Modelo de Beja e penso que nos outros todos, logo na entrada há filas e filas de produtos para bebés, dizem eles, em promoção!
Não sei se consigo acontece o mesmo, mas agora sempre que entro no Modelo fico com uma vontade de agarrar a primeira cara larocas e procriar! 

sábado, fevereiro 12, 2011

E tu?! Vais ficar em casa a coçar os tintins?!

Guernica, Pablo Picasso

Sempre assumi a blasfémia de não ser especial apreciador de Picasso! Não tenho em reconhecer que com toda a certeza a culpa é minha, apenas minha, toda minha, serei pouco requintado, não guardo em mim a dimensão intelectual para apreciar a genialidade da sua obra, não fosse ser preciso um génio para apreciar outro!
Mas desde puto que este quadro me impressiona, desde um tempo em que não imaginava quem era Picasso nem a tragédia da dor nos corpos mutilados: recordo-me, um metro de gente, na sala de receção do meu médico - médico desde sempre e amigo como poucos - de ficar extasiado a olhar o quadro, fascinado, mas, naquele tempo como hoje, incapaz de o compreender em toda a sua bruta dimensão! 
Num cubismo perfeito, Picasso rouba a cor do quadro, mostrando-nos a crueldade suja e negra de uma cidade destruída pelas bombas loucas da tirania, a perfídia de quem tudo faz para garantir os seus mais hediondos ideias, o sofrimento, a perda, a dor de uma guerra, com uma dimensão de cruel que nunca tinha sido vista, para se repetir na década seguinte! 
Na sua guernica, Picasso evoca desde o seu exílio parisiense a Guernica destruída, juntando o seu pincel às vozes que morreram numa Espanha devassada pela liberdade e pela democracia!

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Uma luta não tem propriedade, por António José Brito

É verdade que os partidos se puseram a jeito nestes quase 37 anos de democracia! Deixaram que os seus boys, na grande máquina do Estado e nas pequenas máquinas autárquicas, tomassem conta dos aparelhos administrativos. Mais do que isso, enclausuraram a sociedade e pintaram-na com as cores de cada cartão. É uma tristeza!
   Julgamos, apesar de tudo, que os partidos continuam a ser a alma e os verdadeiros pilares do Estado democrático. É certo que a emergência da cidadania é muito bem vinda e tem apresentado resultados crescentes, como se viu nas eleições presidenciais de 2006 e 2011. Mas os partidos têm e continuarão a ter um papel crucial e influente. Uma missão que não lhes permite passar ao lado ou demitir-se da sociedade que os rodeia.
   Não estranhamos, por isso, que o PCP tenha esta semana tomado uma posição pública sobre o processo dos comboios Intercidades no distrito de Beja. Muito pelo contrário!
   Que haja um genuíno movimento de cidadãos a assumir uma luta reivindicativa é muito positivo e aconselhável. Que esses cidadãos não prescindam do seu direito à indignação, ao protesto e à cidadania, é ainda mais louvável. Que essa atitude aconteça no distrito de Beja, onde é raro ver o povo agir desse modo, merece uma calorosa saudação.
   Agora, querer que, por causa disso, os partidos fiquem calados e ausentes, como se estivessem sequestrados pela cidadania, já é pedir de mais! Achamos, portanto, que o PCP faz muito bem em contribuir para que a luta seja ainda mais forte. E espera-se que os outros partidos, sem falsas canduras nem discursos balofos, saibam também pôr-se ao lado dos cidadãos e da sua exigência. Com genuinidade, sem tácticas nem ressentimentos. A região agradece!

Como construir um polvo...

O que é mais irritante no debate público português é a quantidade de putas que se arrogam de virgens e a forma despudorada como gritam pelo interesse coletivo, quando a única coisa que os motiva é a satisfação do umbigo, a masturbação económica de tratarem da sua vida, preferencialmente, alimentando-se do esforço alheio!
Junto um bando de amigos e constituo uma empresa. Se for uma IPSS tanto melhor, que tem o tal charme altruísmo e sempre paga menos impostos! Depois, porque sou bom e altruísta, uns amigos no poder, enchem a minha instituição de dinheiro e regalias e, em contrapartida, eu dou emprego a amigos comuns! Por vezes, até dou trabalho!
Se tiver a sorte de estar bem com Deus e o Diabo, posso ir enchendo os bolsos sem ninguém me chatear! O drama pode acontecer quando faço demasiados fretes a um só Senhor, quando fico preso aos seus caprichos, quando vivo obcecado em servir o meu Senhor: nestes casos, posso perder a mama, quando mudam as circunstâncias!
Mas só os fracos baixam os braços: procuro uns amigos com ar de inocentes que são instruídos a fazer barulho - se forem crianças é perfeito, porque os putos comovem mais que as suas mães - reclamo por uma qualquer razão convenientemente altruísta, enquanto que os meus outros amigos - aqueles que me encheram de dinheiro - vêm para a Praça Pública, com as aureolas brandir pelo interesse público e coisa e tal!
Atendo e tenho todo o respeito pela divergência de opinião! Porque é saudável e faz parte da democracia! Mas estou farto de canalhice! Porque bem sei que é quase Carnaval, mas de onde eu venho, uma meretriz com roupa de anjo, continua a ser uma meretriz!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

As eleições legislativas já estão marcadas!

Somos os maiores, porraaaaa

Eu quero lá saber do deficit, quero lá saber do FMI, quero lá saber se Portugal está a dias da bancarrota, quero lá saber dos dez mil descritores que não servem para nada, quero lá saber das contas para pagar: o que realmente importa é isto! E somos os maiores, porrraaaaaaa...

Duas ou três breves palabvras sobre o aeroporto de Beja



Sempre defendi que o sonho comanda a vida, e todos nós somos do tamanho dos nossos sonhos, pelo que, entristece-me, falar dessa coisa aborrecida chamada realidade!
A premissa vem na sequência das agradáveis notícias sobre o aeroporto do Beja e da quantidade de voos inaugurais que já andam a circular por aí, mormente, a intenção de uma companhia inglesa de começar a voar com regularidade estival para Beja.
Não me perco em euforias porque, pelo facto de uma companhia de aviação inglesa pretender dormir com a ANA, não significa que a ANA queria dormir com esta companhia! Porque o que não faltam são “Anas” por aí que recusam todos os convites para dormir! Mais. Quando, deste sempre, defendi que a gestão do aeroporto de Beja deveria ser da EDAB, foi por temer que a ANA fosse a mais pudica das mulheres, que não tivesse interesse em aceitar as propostas que recebe para Beja, de forma a manter o seu negócio entre Faro e Lisboa.
It`s the economy, stupid é uma frase ficou famosa, por ter sido proferida por Bill Clinton no debate eleitoral com Bush pai! E uma frase que há muito tenho presente! Podemos discutir estilos e flores, mas, no final do dia, sem uma economia sólida e forte, temos uma mão cheia de nada e outra com coisa nenhuma! E o Aeroporto de Beja é crucial para estabelecer a diferença entre a Beja que temos e a Beja que alguns de nós sonham!
As minhas profundas e conhecidas divergências com o anterior executivo bejense, resultavam do facto de aqueles não terem uma ideia sobre o Aeroporto, de durante e anos terem sido alérgicos ao projecto com a desejo exclusivo de procurar culpar alguém por atrasos e falhas! Sei bem que o Jorge Pulido tem um projecto para o Aeroporto de Beja, que sabe perfeitamente o que é preciso para aproveitar aquele investimento, a operacionalização de um cluster aeronáutico com valências como o transporte de passageiros, de mercadorias, empresas de reparação e outras de aeronáutica!  Mas se sei que o Jorge Pulido sabe o que deve ser feito, tenho dúvidas se o trabalho está a ser feito! Porque urge uma empresa de promoção económica, porque urge um Parque empresarial, porque urge uma estratégia regional de aproveitamento das potencialidades do aeroporto!
Por mais que eu não goste da resposta, a pura verdade é que se este aeroporto fosse em Évora, já estava a funcionar!

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Erasmus,,,


A minha aventura começa quando saiu de casa, da qual nunca tinha abandonado por mais de uma semana, despedir-me daqueles que fazem parte do meu dia-a-dia, da minha vida, os meus hábitos, os meus costumes, enfim, de tudo aquilo a que podemos chamar o nosso mundo.
                  Ouvia falar em Erasmus como sendo uma experiência em que fazíamos umas cadeiras de forma muito fácil, apanhávamos umas “bezanas” com os colegas e, até víamos umas miúdas giras. Não posso falar por todos aqueles que fazem, ou já fizeram Erasmus, mas para mim tem sido uma realidade muito diferente. Para mim, a principal aventura tem sido estar num país completamente diferente do meu, longe de todos aqueles que amo e que tanta falta me têm feito. A saudade tem sido sem dúvida o sentimento mais marcante nesta experiência. Em seguida vêm todas aquelas tarefas e fazeres que nunca precisei de fazer nem de me preocupar e que agora se não for eu, ninguém as fará por mim. Cozinhar, lavar roupa, engomar, lavar loiça, aspirar, etc., são algumas das tarefas que rapidamente tive que aprender e habituar-me a desempenhá-las diariamente. Estes têm sido os fardos mais difíceis de carregar nesta aventura.
                  Na parte boa destacam-se o espírito de companheirismo, as amizades que fiz, as pessoas que conheci, o contacto que criei com pessoas de todos os cantos do mundo, as culturas e países que visitei e conheci, as paisagens e monumentos lindos que enxerguei, desenvolver uma língua que estava muito pouco desenvolvida até ao momento, todos os momentos de diversão fantásticos que tenho passado, andar em cidades com idiomas super estranhos apenas com um mapa na mão à procura de sítios para dormir, passear, visitar e divertir.
                  Em suma esta tem sido uma experiência que me tem enriquecido em todos os aspectos, pois passei toda a minha vida num mundo muito reduzido e limitado e aqui conheci e deparei-me com um mundo completamente diferente ao que me habituara. Expandi os meus conhecimentos, aprendi a viver longe de casa e a sobreviver sem os mimos e fazeres dos meus pais, conheci, compartilhei e vivi momentos com pessoas de sítios que nem sabia onde ficavam, fiz amizades que jamais esquecerei, diverti-me como nunca. Sem dúvida que uma experiência como estas é realmente muito enriquecedora e é uma oportunidade que quem a tem não a deve desperdiçar.
                  Esta tem sido a maior aventura da minha vida… 
Miguel Afonso

Há coisas que não lembram nem sequer a quem teve a ideia...

Não é especial segredo de estado que desde que sou fumador não praticante que estou um pouco obcecado com pastilhas! Ou chupa-chupas! Ainda por estes dias, no aniversário da minha princesa, andei a esconder chupas e caramelos de fruta nos bolsos, depois de comer meia mesa de gomas! 
Penso que fiz mesmo aqui um post sobre as Trident Canela em que berrava indignado contra o seu desaparecimento, aquelas que eram as melhores pastilhas do mundo e arredores!
Deixem-me esclarecer um ponto que me parece quase pertinente: eu sei que pareço conservador, tímido, avesso à modernidade orgásmica de uma sociedade hedonista e perdida nos prazeres fáceis e imediatos, mas, também tenho em mim um lampejo de modernidade e sou o primeiro a reconhecer que o desconhecido tem um certo encanto, que também sou gajo para compreender o fascínio do inesperado! 
Mas... que raio de ideia parva é esse de inventar umas pastilhas de sabor mistério, o raio de umas novas pastilhas trident para um gajo comprar sem saber qual o sabor que têm! Mas será que o consumidor é um parvo iludido, um tonto que se fascina por uma embalagem bonita e compra as pastilhas só porque sim, sem saberem se saber a fruta, a paixão proibida, a baunilha ou a canela ou a outra coisa qualquer?!
Sim... é verdade que comprei, mas comprei indignado!

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Depois de tantos camelos, já nascem dromedários em Beja

O parto foi ontem e a mãe o recém nascido estão de otima saúde! Ficam os parabéns aos pais, o Gaspar e o Figueira!

Tudo ao coito e fé em Deus!

No Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro, Beja mergulha num ambiente de paixão e amor inspirado em Mariana Alcoforado. “Sexy Food” é o mote da iniciativa que compreende ementas românticas com pratos afrodisíacos, um workshop de comida afrodisíaca, um espectáculo inspirado nas cartas de Mariana Alcoforado e, por fim, um espectáculo no Pax Júlia pelo Grupo Mariel Martinez Tango Quintet.
 Muitos outros restaurantes da cidade também se aliaram à data festiva e prepararam ementas românticas. De entre os variadíssimos exemplos destacamos tâmaras de sedução, creme de tomate e gengibre, sopa de cupido, desejo de camarão com caril, tamboril romântico em molho de açafrão, frango com gengibre enamorado. As sobremesas foram igualmente pensadas ao pormenor e, além das iguarias conventuais que fazem saltar o nome de Beja para fora de portas, foram ainda preparados bombons sensuais, pudins do amor, entre muitas outras sedutoras propostas. Todos os clientes dos restaurantes que aderiram ao “Sexy Food” ganham, no Dia dos Namorados, um bilhete para assistir gratuitamente ao espectáculo do Pax Júlia.E desenganem-se os que pensam que o dia 14 de Fevereiro é apenas comemorado por casais românticos ou com longas histórias de amor bem sucedido. Uma boa organização pensa em tudo e foi o que sucedeu. Para quem não tem namorado ou namorada, o bar Ritual está a preparar para esta noite a “Festa dos Encalhados”. Boa música, um copo, dois dedos de conversa e, com certeza, um bom clima. 
Beja é conhecida além fronteiras pelas ardentes cartas de amor de Mariana Alcoforado. A grande paixão da freira de Beja dá por isso o mote ao Festival do Amor que o Município de Beja está a preparar para o início de Junho, tendo sido escolhido o Dia dos Namorados para anunciar o Programa do Festival. A apresentação da imagem e do programa do Festival do Amor acontece na Pousada de S. Francisco.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

A notícia que todos falam e a que todos deviam falar!

No Correio da Manhã encontramos a notícia que hoje se comenta na cidade! Mas mais uma vez damos importância ao acessório e esquecemos o essencial: porque o essencial hoje é a proposta da senadora belga!