segunda-feira, fevereiro 09, 2009

100 razões para amar Beja - 25

...
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Nos jogos do amor
Com a da pulseira curva
Igual aos meandros da água
Enquanto o tempo passava...
E me servia de vinho:
O vinho do seu olhar
Às vezes o do seu copo~
E outras vezes o da boca.[...]

Nome de difícil pronuncia e complexa escrita, nasceu em Beja quando ainda não era Beja, num tempo em que Portugal era apenas a memória de um sonho que só dois séculos depois se concretizaria, numa Europa que apenas era ainda geografia, habitada por gentes de diferentes costumes e falas estranhas, que evocavam um Deus que não era o nosso.
Al-Mu`tamid congregava em si a estranha contradição de ser um temível guerreiro e um meloso poeta, que lhe valeu um rodapé na história com o título de Rei-Poeta. Bravo guerreiro, com apenas treze anos (!!!) consegue o seu maior feito militar, quando consegue aniquilar uma revolta em Silves, cidade que fica para sempre ligada à sua vida. E em Silves que conhece o seu grande amigo Ibn Ammar, com que partilha uma estranha e intensa amizade, que se especula seja eufemismo para esconder um amor carnal de cariz homossexual. O poema que se oferece ao leitor, foi escrito por al-Mu`tamid, dedicado ao seu fiel amigo. Ou eterno amante, querela que não vou aqui incendiar, convidando-o a si a tomar posição...

domingo, fevereiro 08, 2009

Um intolerável ataque ao sexo na adolescência

Um intolerável ataque ao sexo na adolescência. Pode ler aqui. Pergunto, porque perguntar não devia ofender: se a coisa vai para a frente, como é que os desbarbadinhos têm relações de alcofa?

Sócrates recomenda filme gay...

... é o titAlo de uma notícia no PortugalDiário. Espera-se a todo o momento a reacção de Manuel Alegre, mas fontes mal informadas garantem que Alegre vai recomendar um filme da Playboy.
E assim vai o PS...

Coisas giras que um gajo aprende a ver...

... o keyword Analysis, ou seja, o que a cambada procura no Google e chega aqui ao blogue: " receita do chá do pintelho para amarrar homem para sempre". É ternurento, não é?

Até os fornicamos... (com Adenda)

Sabem aqueles post que um gajo logo que os escreve fica com a certeza certa que lá para o fim da noite vai ficar arrependido de o ter escrito, porque a coisa não vai correr muito mal e depois vai ser gozado!

Adenda: Não há muitas palavras. O mesmo de sempre: o Benfica a jogar medianamente - mas melhor que o normal - um jogo de bola parada e um árbitro ladrão, que esbulhou mais dois pontos ao Benfica e ofereceu outro ao Porto. Este ano... já são treze ou catorze. Enfim... haja fruta...

sábado, fevereiro 07, 2009

Coisas (ou seja, um titulo que gosto de dar quando não sei que titAlo dar!

Na minha estúpida - mas muito animada - adolescência em achava que tinha lido as esmagadora maioria da obra de Eça de Queiroz. Como é inocente e tonta a juventude: como se se pudesse compreender Eça aos dezassete.
Perguntava sobre qualidade de vida? Qualidade de vida é estar no café do parque a ler os Maias e ter direito a um abraço da sobrinha...

Ui... quem me acalma o grelo que já está aos pulos!

... o Tony Carreira vai regressar à Ovibeja. Já tenho a passarinha maluca! Há dois anos foi assim: como será este ano!

NaturBeja... (com Adenda)

Confesso que aquela coisa de um gajo acordar de madrugada para ir de espingarda na mão caçar rolas, sempre me fez alguma confusão. Como não me parece muito bem, um tipo chegar à beira mar, sacar da cana e ficar ali com aquilo erecto à frente de toda a gente!
Mas gostos não se discutem. E fazer um feira de caça, pesca e da AnaTeresa parece-me uma excelente ideia. Está de parabéns o Luís Figueira e as pessoas que embarcaram nesta aventura. E a Câmara Municipal de Beja por os ter ajudado.

Por falar em divulgar quem merece: esta é noite de cantinho dos animais!

Adenda: Eu e a minha hérnia fomos assistir ao espectáculo. Sala muito cheia. O que merece grande aplauso. Mérito total do cantinho: porque o seu trabalho merece o tributo e porque tiveram a inteligência de convidar artistas locais. O Serafim esteve muitíssimo bem, bem os miúdos do Conservatório e, sou suspeito para falar de fado, mas gostei imenso, especialmente da Ana Tareco, que sempre me pareceu realmente boa.
Por razões familiar-desportivas não tive o prazer de ver a segunda parte; embora, pessoalmente, sempre achei o ilusionismo um pouco como homens que usam penso higiénico!
Uma nota final para o filme proporcional, muito bem feito; e com uma particularidade: o facto de não ter aparecido no filme uma das pessoas que mais dá de si para o Cantinho. Porque quem é generoso, não precisa de publicidade...

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Qualidade de vida: ter ou não ter, eis a questão!

Ter qualidade de vida é ser proprietário de um aquecedor de wc; não ter qualidade de vida é estar às 8h50 no Pavilhão Pólo Norte a ser torturado por criancinhas... E ter de regressar mais à noitinha...

Já consta do site oficial...

Francisco Santos vai ser candidato à Câmara de Beja. Eu não tinha dito?

Querem regionalização??!!

De quando em quando, alguns esforçam-se para colocar a temática no centro do debate. Chegaram mesmo a obrigar alguns de nós a ir às urnas “matar o assunto”, mas nem o profundo desinteresse dos eleitores acalmou os desejos dos defensores da Regionalização. Cá pelo burgo, desde sempre que o Senhor Presidente da Câmara tem sustentado a ideia, desejando a criação de uma Região piloto, obviamente num único Alentejo, com toda a certeza tendo Évora como sede.
As pretensões regionalistas encontraram no ultrapassado mês a condescendia do ainda Primeiro-ministro a braços com carências de esquerda, que na sua proposta para o plebiscito socialista, teve a originalidade de recuperar duas propostas gastas: o casamento homossexual que o seu partido assassinou há poucos meses e a regionalização que os portugueses recusaram em 1998. Mas, como sabemos, o referendo existe para ser repetido até que se obtenha o resultado desejado…
Com o mesmo fervor que defendo uma reforma administrativa e a descentralização, sou frontalmente contrário ao que chamam de regionalização. Não tenho a ingenuidade de ignorar que aquilo que sustento não colhe muitos apoios, que estou a pregar contra a opinião dominante e que as minhas palavras são passíveis de gerar crítica e incompreensão, mas cometo a blasfémia por imperativos de consciência.
Portugal não precisa de ser esquartejado em cinco ou oito regiões, antes pelo contrário. O que o País precisa é de diminuir o prolixo número de entidades político-administrativas; por mais impopular que seja, urge exterminar com largas dezenas de concelhos que perderam essa dignidade e que conservam órgãos municipais sem que tal se justifique; da mesma forma, nada justifica que as juntas de freguesias urbanas se mantenham, porquanto, desde há muito, não têm meios nem competências para desempenhar qualquer função socialmente útil.
Portugal precisa de descentralização. E muito. Vivemos num Pais com duas cidades e tudo o resto é paisagem (quiçá com a honrosa excepção de Braga, amiúde Aveiro), demasiado centralizado, onde o poder é exercido por burocratas de gabinetes partidários, sem rosto nem alma; mas o caminho não se faz inventando novas estruturas administrativas entre os cidadãos e o poder do Terreiro do Paço, eufemismo para designar os grandes restaurantes onde alguns, poucos, conduzem os destinos do País.
A boa nova que agora nos falam – Regionalização – não corresponde a um anseio das populações, mas a uma necessidade das gulosas máquinas partidárias que encontrem naquela um expediente magnífico para encarreirar os seus dependentes. E é por isso mesmo que a proposta faz o pleno dos partidos no nosso distrito.
Desde a monarquia – e a história é único meio que nos permite perceber o futuro – que abundam em Portugal as mordomias dos parasitas dos diversos sistemas; o que ainda é mais grave num País iletrado que não conseguiu formar uma boa classe política. Uma das razões pelas quais temos maus políticos, deve-se ao facto de termos políticos a mais. De norte a sul, ainda mais no interior do que no litoral, temos Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Governos Civis, a paupérrima Assembleia da Republica e os gabinetes ministeriais ocupado por gente – boa parte dela honesta e bem-intencionada – com tremendos deficits de competência e preparação para a missão que lhes foi confiada; o panorama nas largas centenas de empresas públicas e municipais, destino dos reformados da política é confrangedor, para usar um eufemismo e evitar recordar os demasiados exemplos de sumptuosidade dos gastos de dinheiros públicos.
Por mais cruel que seja a frase, Portugal é um pequeno País de gente que apenas raramente foi grande; historicamente pouco culto e instruído, especializou-se na lusitana arte do “desenrascanço” para procurar suprir as carências de formação intelectual e cívica, a capacidade para se entregar a uma missão. Cultivamos a arte da pequena promiscuidade, do favorzinho, da generalizada “cunha”, da fuga aos impostos e da desesperada tentativa para procurar o caminho mais fácil e prazenteiro. Os nossos partidos e os nossos políticos, não são mais do que portugueses como todos nós, como eu ou como o meu leitor!
Se há característica que define a portugalidade é a ancestral tendência para nos encostarmos ao Estado, para viver de pequenas benesses e privilégios, a arte para confundir os interesses particulares com a gestão da coisa pública, demasiadas vezes usada para benefícios privados e públicas promiscuidades.
Inventar uma nova estrutura político-administrativa, engendrando-se alguns poderes e competências mitigadas, não serve nenhum dos interesses da nação, excepto o desemprego político, para incrementar ainda mais a teia de interdependências partidárias, fazer prosperar uma sedenta classe de burocratas sôfrega pelos seus pequenos poderes.
O pecado original de Sócrates foi não ter começado a arrumar as contas públicas cortando no obsceno número de assessores e adjuntos que vilipendiam o aparelho de estado nacional e local; o seu último pecado seria a regionalização, incrementando os gastos estéreis.
Mais. O ano de 2009 será um dos mais importantes anos das últimas décadas com consequências imprevisíveis: desviar as atenções para o casamento homossexual e para a regionalização é uma obscenidade política.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Cuidado, Muito Cuidado: Burla no Continente!

O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 20 e os 25 anos,aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Lidl.

Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros.
Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos.
Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e pratica sexo oral contigo, enquanto a outra, sem que te dês conta, te rouba o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e muito provavelmente também amanhã à tarde...

Desculpem lá perguntar...

... mas quem é aquela gente que o Carlos Queiroz convocou para perder o próximo jogo?

Rede para a Economia Local...


Não conheço o plano que a CDU de Mértola pretendeu implementar. Mas das "gordas" nas rádios locais, algumas propostas parecem-me muito pertinentes.
Será que a Câmara Municipal de Beja o vai implementar na cidade? Neste caso e porque o plano vem de dentro do Partido, parecia muito pertinente.

Porque perguntar não devia ofender...



Será que se os vibradores fossem mais baratos e comparticipados pela ADSE, as pessoas iam comentar/inventar menos a vida dos outros e olhar mais para o próprio umbigo?

Adenda: a foto, por sugestão de um leitor (vide comentários)

100 razões para amar Beja - 24

Ponderei bastante antes de assinalar a razão que vos ofereço esta noite. E sou o primeiro a reconhecer que a escolha não seja consensual entre aqueles que partilham os meus escritos, que a nomeação esteja ferida de subjectividade, mas, será que por maior que seja o esforço a objectividade é possível, ou somos apenas a soma das nossas vivências, dos nossos percursos, das escolhas que fizemos da vida e que a vida fez por nós, o somatório dos nossos defeitos e preconceitos?
Um dos prazeres que consumo na vida é deleite gastronómico: deve ser das coisas que mais facilmente me faz viajar, me tira de casa, me faz fechar na cozinha. E sou gastronomicamente eclético, quer na heterodoxia do que como, quer da diversidade dos locais onde o faço. Mas tenho uma queda especial por tascas. Sinto prazer em comer naqueles locais em que a ASAE está proibida de entrar, onde no ar ainda cheira a gordura e as colheres são de pau, onde o cozinheiro não se chama chef e não tem medo de usar temperos, onde se come por prazer e não imbuído deste fascismo alimentar de comidinha saudável. Gosto de ir ao Pereira (ou Pereirinha) lambuzar-me nos grelhados e nas batatas que ainda são das verdadeiras. Mas sobretudo os petiscos: o queijo da bela cabra ou da doida da ovelha, os torresmos (ai meu Deus, que uma coisa tão boa só podia fazer mal), as pernas de rã (num jantar com alunos, perguntaram-me porque lhe chamavam rã!!!), o coelho frito, as moelas em tomate, o paio e a senhora dona linguiça, o toucinho no pão, o pão mesmo sem o toucinho, os caracóis quando chegam os primeiros calores, a salada de polvo, as azeitonas, os choquinhos, a deslumbrante cachola de borrego frita, a feijoada e os cozidos e tantas outras coisas que me fazem agradecer ao Deus que não acredito no facto de ser impotente para engordar!
O Pereira, como mais quatro ou cinco tascas que desfilavam bem nestes post, é um daqueles sítios onde ainda vamos para comer, onde nos sentamos com calma, sem grandes preocupações com o preço, memórias de tempos que os restaurantes serviam apenas para comer, num tempo em que com o café ainda podíamos fumar – esta proibição levou a colocar em causa a minha escolha – e ficar mais um pouco, esticar a conversa, deixando escorregar o resto do vinho. Da casa, obviamente…

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Falta de emprego e muito trabalho disponível

Abordei ontem o tema no Conselho de Opinião. Um estudo do SEF (não o conheço e admito que esteja exagerado) diz que o Baixo Alentejo (espero que os senhores políticos da situação não se ofendam por eu falar em Baixo Alentejo) vai receber nesta década 30.000 imigrantes para colmatar as necessidades de mão de obra.
Eu sei que a frase não é nem popular nem agradável: mas Portugal é historicamente um País com vicio de novos ricos, um país teso com a mania de importante. (volto ao tema na crónica de sexta do CorreioAlentejo). E urge meditar sobre uma coisa: não é admissível que a taxa de desemprego sejam tão elevada e que tantos empresários se queixem de não conseguir contratar trabalhadores...

Tenha cuidado com o frio. Proteja-se...

Conselho de Opinião

Naquele que foi o primeiro programa com a participação no novo Conselheiro - Luis Serrano - o Conselho de Opinião recebeu Casimiro Santos - da CGTP - para abordar a complexa temática do desemprego. (pode ouvir aqui)
Para a semana, vamos reunir-nos para conversar sobre a regionalização.

Triste sina ser pequenino...

Os accionistas da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja vão ter na próxima terça-feira uma reunião de crucial importância para o futuro do Aeroporto! Com o Secretário de Estado!!!! É triste que este projecto nem tenha dignidade para serem recebidos pelo Ministro. Ainda por cima quando é o Ministro Lino, o Mário...