sexta-feira, outubro 24, 2008

E o burro é Scolari?














O que leva dois homens cuja inteligência se deve presumir a dizer tanta tolice sobre a questão do aval do Estado aos Bancos? Será estupidez da boa ou demagogia da mais nojenta esta tentativa de confundir e assustar os portugueses, levando-os a pensar que este aval é um empréstimo aos Bancos? Será que vale mesmo tudo para procurar mais meia dúzia de votos nas próximas eleições? Está a esquerda tão desesperada que só lhe resta recorrer à enfabulação e à mentira, procurando criar um pânico que seria trágico para o País?

5 comentários:

  1. arménio pereira23:36

    Exmo. Senhor
    First things first, as minhas felicitações pela lucidez e ironia dos seus posts e o meu agradecimento por partilhar as suas reflexões.
    Depois, talvez porque na altura em que colocou este post ainda não ter tido conhecimento dos desenvolvimentos mais recentes (eu só soube através dos noticiários das 22:00, muito embora já desde a manhã circulassem rumores), parece que afinal talvez estes dois senhores não andassem muito longe da realidade. (Infelizmente) Não tenho qualquer quota ou interesse em qualquer agremiação partidária ("pertenço a uma seita com um acólito só", Thomas Jefferson, in Wikipedia), pelo que tanto me faz quem alvitra as apreciações mais realistas. Como explicar a "fuga em frente" dos bancos? Os seus responsáveis, pela voz do "mais aflito" Fernando Ulrich, continuam com a mesma lenga-lenga: "Temos liquidez" em barda, mas vamos usar esta benesse que o "santo" Estado nos concede. Porquê? "Porque as pessoas pensam que este aval só beneficia os bancos, mas estes vão ter que pagar bem caro se a ele recorrerem" (citação livre de diversos banqueiros intervindo nos programas televisivos "Prós & Contras" e "Clube dos Jornalistas"). Que boa gestão é esta de quem recorre a um empréstimo pelo qual irá pagar "couro e cabelo" sem necessidade? Reconheço que a minha percepção de "pessoa da rua" me pode impedir de perceber a subtileza e sofisticação que sustentam tais métodos. Infelizmente, onde reina o nepotismo, não parece que exista quem queira explicar.
    Com os melhores cumprimentos.

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  2. @Meu caro Arménio,
    também eu não tenho agregação partidária, ao que acresce o facto de eu não conseguir disfarçar algum nojo das organizações partidárias, sejam de esquerda, centro ou direita!
    Sobre o aval, deixo-lhe a minha opinião, que correcta ou incorrecta é genuína!
    Acredito que a Banca Portuguesa seja sólida: todos os números conhecidos levam a pensar isso! O que motiva a Banca a recorrer ao aval (que irão ter de pagar) parece-me boa gestão! Na actual conjuntura internacional, para os Bancos se financiarem e financiarem o seu público, ou utilizam este aval ou pagam juros mais caros!
    Sou o primeiro a reconhecer que os Bancos sempre se portaram como sanguessugas da Economia; mas continuo a entender que não são os carrascos da crise actual!

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  3. hpalma00:02

    Também sou da opinião que a garantia do estado sirva para reduzir os custos dos empréstimos. Tal como um cidadão que pede um credito, se tiver um fiador, consegue melhores spreads. Aqui, o estado funciona como fiador dos Bancos e ainda lhes cobra por esse serviço!
    Esses dois senhores das imagens de cima, é que parece que têm alguma dificuldade em explicar isto às pessoas, ou então, o burro sou mesmo eu!

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  4. arménio pereira03:03

    H
    Grato pelo seu esclarecimento.
    Concordo consigo sobre a não-estigmatização do sistema bancário como um todo. Acredito mesmo que alguns dos protagonistas tenham ficado tanto ou mais surpreendidos do que eu com a dimensão da "donabranquice" (passe o neologismo). Existirão verdadeiros responsáveis? A verdade estará algures. Enquanto pessimista despreocupado (com a devida vénia ao simétrico J.M. Júdice), tenho visto alguma por aqui.
    Um grande bem-haja para si.

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  5. @arménio - agradeço a referência e vou "cuscar"! E acho que não se trata de pessimismo: mas de realismo!

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Respeite as opiniões contrárias! Se todos tivéssemos o mesmo gosto, andávamos todos atrás da sua namorada! Ou numa noite de copos, a perseguir a sua mulher!