quinta-feira, julho 24, 2008

Caso Maddie - O livro... (com Adenda)

Quando estas palavras extravasarem os microfones da rádio pax, estará disponível nas bancas um livro onde se conta o que dizem ser a verdade sobre o caso da pequena Maddie!

Acho que todos os Tugas têm teorias maravilha sobre este caso; eu próprio já terei no silêncio da noite construído teorias fabulosas! Não vejo pecado que na intimidade dos amigos, se exponham as teorias, se questione se os pais mataram acidentalmente a filha e fizeram evaporar o corpo, se foi raptada por pedófilos, vitima de tráfico de pessoas, se saiu sozinha do hotel e perdeu-se na noite, se algum amigo do casal maltratou a menor ou se fui sequestrada por marcianos e reencarnará em outro planeta! Admito que seja mais interessante especular sobre a maquilhagem da mãe de Maddie do que ver as novelas da TVI e a constituição consagra o direito ao disparate, como corolário da vivência em democracia! Mas o livro em questão, não é apenas mais um romance sobre o processo: este livro saí assinado por o Inspector da PJ que chefiou durante meses a investigação!

Gonçalo Amaral foi durante meses atacado pela imprensa britânica, algumas vezes de modo obsceno, ridicularizando-o, fazendo do inspector da PJ a caricatura de um idiota incompetente e, por arresto, de toda a polícia judiciária portuguesa: quando lançar este livro, vai dar razão aos piores impropérios que lhe foram dirigidos pela mais ignóbil imprensa inglesa!

Gonçalo Amaral é o pai da teoria do crime paternal! Contaminado por rumores da sexualidade desviante dos pais de menor, da mãe que se maquilha e não chora, constrói uma teoria baseada no ladrar de dois cães e pretensos resíduos encontrados num automóvel, alugado semanas após o crime. É uma teoria possível! Como será possível o rapto ou quiçá a culpa ser de extraterrestres! Mas a verdade é que apesar de profusamente investigada, esta teoria não deu em coisa nenhuma, não existindo no processo, segundo o relatório da própria PJ, meros indícios que conseguissem sustentar uma acusação! E sublinho este ponto, que parece quererem esquecer: o casal McCann não foi absolvido em Tribunal! O casal não chegou a ser sequer acusado de crime algum, porquanto, apesar de milhares e milhares de euros terem sido consumidos, numa investigação de dimensões únicas para Portugal, não se encontraram meros indícios para acusar, resquícios de provas! E repito-me: neste processo, nem se colocam questões de provas válidas: o que aqui se passou, foi que a PJ e o Ministério Publico não encontraram nada que pudesse indiciar que os pais eram responsáveis pela morte e ocultação do cadáver da menina!

Por mais que não se goste de factos, recordando palavras do então responsável máximo da PJ, constituir os três arguidos foi precipitado, não teve base factual consistente, baseando-se num mero instinto e na teoria maravilha que a mãe não chora e usava maquilhagem! Tudo o resto, foi uma tentativa ignóbil da investigação de inundar a comunicação social com rumores, numa prática que não é virgem na investigação e que consiste em ganhar nas ruas o que se perde nos tribunais.
Três dias depois de morrer o processo judicial, lançar um livro, com pseudo-factos ainda em segredo de justiça (facto que é crime, apesar de ninguém ligar a isso!!!) por parte do maior responsável pelo fracasso no processo é um acto ABJECTO, revelador de mau perder, de um provincianismo mesquinho de quem não sabe lidar com as regras de um Estado de Direito! Eu respeito muito a PJ; mas esta não é a PJ que respeito!

O casal McCann é, segundo as leis do Estado, completamente inocente e como tal deve ser tratado: é inédito na nossa história que um Inspector, venha nos rescaldo desta decisão escrever um romance onde procura demonstrar o contrário: porque apesar do título ser a verdade da mentira, o livro é publicado com cheiro de recalcamento persecutório.

PS - Esta crónica foi gravada durante a tarde de quarta; de noite, no telejornal vi trechos do livro; e não consegui evitar pensar: sabendo que o caso Joana teve por base uma confissão da mãe (que ficou assim depois da conversa com a PJ-Algarve), podemos dormir descansados com a decisão judicial? Porque a mesma gente que escreveu este romance, fez aquela investigação…

Adenda: Entrevista patética...

8 comentários:

  1. Epa, agora vi o que sempre desconfiei! Ela usa maquilhagem!

    Brincadeiras à parte, essa do livro é um direito que lhe assiste, hoje em dia toda a gente publica um livro mal são um pouco conhecidos (Luis Filipe Vieira, Pinto da Costa, Carolina Salgado etc.). Naturalmente que esse livro sairá em inglês e será um bestseller! Só espero que o autor do livro consiga pagar com os lucros da venda desse livro os processos que vai perder no futuro...

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  2. Anónimo09:40

    ao senhor k escreveu uma especie de justiça antes de mais diz k os pais sao inocentes acreditas mesmo k sim entao es ignobil desculpa a franquesa mas defendendo tudo o k me e correcto eles serao vistos kom culpados e ainda sera provado isso e fez mt bem o gonçalo amaral publikar o seu livro pk a liberdade de expressao e livre mas para si deve viver ainda no antigo fachismo so se vira a revelar todos os podres de uma investigaçao k muita vez andou em aguas de bacalhau po forças politicas ou gente de alta mandante k se pensa dono de tudo mas n sera bem assim tudo se sabe lembre se disso

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  3. fairwind11:11

    Ao ignóbil anónimo dos "Ks" já que é dotado duma bola de cristal e sabe já que os Mccain são culpados. Importava-se de me enviar os números do euromilhões para amanhã, já agora...

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  4. @Zig - Vamos discordar forte e feio! Os exemplos que dás não são comparáveis: uma coisa é o arguido procurar fazer a sua defesa ou ratas ressabiadas jorrarem veneno! O que aqui está em causa é algo totalmente diferente: trata-se de o Inspector que investigou o caso escrever um romance, manipulando informação confidencial, revelando uma qualquer psicose contra os pais da menor! Depois de meses com "fontes" a manipularem a opinião pública, faz-se algo inédito: quem nao conseguiu acusar em tribunal, acusa na praça publica!

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  5. @nónimo dos k - Eu não digo que os pais sao inocentes: digo que a PJ e o MP dizem que não há indícios de culpa por parte dos pais e, como tal, devem ser tratados como inocentes!
    Quanto ao resto, não comento!

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  6. O O.J.Simpson saíu do Tribunal não como inocente, mas como "não comprovadamente culpado" o que faz toda a diferença!

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  7. capitão - o OJSimpson foi acusado! No caso dos McCann, a PJ não reuniu indícios suficientes para fazer uma acusação! E isso faz toda a diferença!

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