sábado, janeiro 05, 2008

De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, por Paul Gauguin


Paul Gauguin 1848 - 1903 (1897)

Como acontece demasiadas vezes, só podemos compreender a arte depois de percebermos o artista! Acho que o mesmo se passa com as pessoas: sem compreendermos a sua história, o seu percurso, corremos o estúpido risco de sermos injustos, quando analisamos o seu presente!
Mas a discutível verdade, é axiomática em Paul Gauguin, cuja vida errática é imprescindível para interpretar a sua obra. A infância apanha-o em fuga de Paris para o Peru, numa viagem que o seu pai nunca acabou, regressando à cidade da luz onde viveu a puberdade, para ceder aos apelos mundanos e conhecer o mundo na pele de um marinheiro. Perto dos trinta, tudo indica que estava condenado ao medíocre anonimato, até que um revés financeiro (falência da Bolsa de Paris) lhe aguçou o engenho e a coragem! Abandona um casamento e casa em segundas núpcias com a vida boémia e a criação artística, numa paixão que se transformou em amor sincero para o acompanhar para o resto da vida!
Numa das suas viagens, encanta-se com o Taiti, onde reside os anos finais da sua vida! E é nesta ilha que pinta a majestosa obra "De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? ", um verdadeiro tributo sobre a sua existência, um monumento em silêncio reflectivo. Envolto em tons quentes, tendo o azul do mar e do céu como paisagem, rodeado das mulheres que tanto venerava, desenha-nos o ciclo da vida, desde o petiz à direita, à velha no lado esquerdo, passando pela idade adulta, num ciclo de vida, tão rápida e efémero como a existência!
A sua introspecção ao pintar a obra conduziu-o ao suicídio! Mas nem aqui Gauguin concretizou os seus intentos: o arsénico não o matou, fazendo-o esperar mais quatro anos pela morte, que lhe surgiu na forma de sífilis…

12 comentários:

  1. Anónimo16:31

    Gostei do texto! Especialmente de um pensamento profundo: demasiada boémia, dá sífilis...

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  2. O que lhe chamou a atenção no texto, foi a sífilis??!!

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  3. Gosto como se atreve a falar das obras... venho sempre ao sábado, gosto dos sábados aqui!

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  4. Anónimo21:44

    gosto d suas palavras q nos mostra o q nossos olhos não vêem, tua sensibilidade me impressiona, ver beleza onde olhos cegos não se permitem enxergar... belissímo ver a verdade sutil q se esconde em nossas historias... S.

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  5. Anónimo11:00

    Estamos na nossa escola fazendo um trabalho escolar , gostamos muito do texto da obra e nos ajudou muito. Um beeeiijãão a todos que estão lendo , uahsuahs.. com amor .

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  6. @anónimo 11.00 - Obrigado pelas simpáticas palavras!

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  7. Anónimo16:24

    Não fooi nada , uhasuahsuas =)

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  8. Anónimo18:52

    goste mtão da matéria, me ajudou mtão na escola.

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  9. Anónimo21:47

    mais legal é que ajuda muito na escola! brigadão! hsuahsuashausha BEEEIJOS :*:*

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. ele era para ter tomado ramdap. muito bom o texo

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  12. Anónimo00:23

    "O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão" (Nuno Lobo Antunes)
    Bela Frase.

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Respeite as opiniões contrárias! Se todos tivéssemos o mesmo gosto, andávamos todos atrás da sua namorada! Ou numa noite de copos, a perseguir a sua mulher!