quarta-feira, agosto 18, 2010

Dramas urbanos...

A história que tenho para contar, é porventura uma história de merda igual a dezenas que os leitores bem conhecem, provavelmente melhor do que eu! Se a trago hoje ao blogue foi porque me foi contada ao café e as lágrimas femininas sempre me impressionaram!
Vamos aos factos, tão banais como as histórias comuns: uma senhora pobre é atacada por uma doença cruel e divide os meses entre o hospital e um lar, sem força nem coragem para fazer a sua vida: para trás deixa uma casa de gente pobre e honesta, com mil lacunas e defeitos, uma casa que não espera pela dona e se deixa desmoronar, perdendo o tecto que transforma em ruínas o que antes foram as paredes onde se escondia uma vida!
Passam os meses, o Inverno dá lugar ao Verão e a casa abriga toda a podridão urbana: uma dúzia de cães abandonados, mal nutridos com tendências violentas, ratos, lagartixas, pequenas cobras ou bichos semelhantes, um manto de lixo podre e fétido, que conspurca as casas vizinhas! Casas de gente honesta e pobre, gente de muito trabalho e poucos recursos, que dorme de janelas fechadas e tem medo de abrir a porta da rua, porque o lixo e a podridão moram na casa ao lado!
Esta história é uma história de Beringel, mas estou certo que podia ser de Beja, das Neves, da Cabeça Gorda ou de quaisquer outros locais do concelho, do distrito e do País!

E é por isto que sou contra a reconstrução do muro que se chamam de vergonha, aqueles que esquecem que a vergonha foi alguém ter sido obrigado a construir aquele muro! Não me venham com tretas de xenofobia - o único cigano que eu não gostava era o Quaresma quando fazia golos ao Benfica - ou de protecção das minorias, nem me confundam com quem critica as obras porque a culpa é dos comunistas e deviam ser eles a ir carregar tijolos nas pedreiras em vez da festa do Avante: sou contra as obras porque governar é estabelecer prioridades e o caso que escrevo é a minha prioridade! E quando aparecerem aquela gentilha das associações de protecção das minorias, mostrem-lhe a miséria em que vivem os nossos velhos e mandem-nos para aquele sítio que os gays (e felizmente algumas mulheres) tanto gostam...

12 comentários:

  1. Anónimo19:16

    O único cigano de quem não gostavas era o Quaresma, assim, gostas de todos os outros. Certo?
    Se és um menino tão generoso sempre podes mostrar o teu altruismo, levando uns quantos gitanitos para o teu prédio.
    Assim todos acreditariam naquilo que escreves, de todo o coração.

    Não sofro de xenofobia, mas também não consigo ser hipocrita. Eles tiveram um bairro novo, sem gastar um tostão. Arrazaram com as casas em meia dúzia de anos, agora devem querer as casas da colina do carmo e abrem esta frente de guerra.

    Querem casas novas? trabalhem como eu faço e tantos outros.

    Não gostam, então não aceitem. Mas pelo menos não estraguem.

    A educação de uma criança passa por conseguir aceitar o NãO, porque será que as crianças ciganas têm que ser diferentes das outras?
    Crianças diferentes serão no futuro Mulheres e Homens diferentes, isso é segregação, xenofobia.

    Os ciganos, gays, toxicodependentes, alcoolicos, entre outros devem ser tratados de forma pedagogica - não lhes ofereças a cana, sem antes ensinares a pescar.

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  2. Anónimo19:17

    O único cigano de quem não gostavas era o Quaresma, assim, gostas de todos os outros. Certo?
    Se és um menino tão generoso sempre podes mostrar o teu altruismo, levando uns quantos gitanitos para o teu prédio.
    Assim todos acreditariam naquilo que escreves, de todo o coração.

    Não sofro de xenofobia, mas também não consigo ser hipocrita. Eles tiveram um bairro novo, sem gastar um tostão. Arrazaram com as casas em meia dúzia de anos, agora devem querer as casas da colina do carmo e abrem esta frente de guerra.

    Querem casas novas? trabalhem como eu faço e tantos outros.

    Não gostam, então não aceitem. Mas pelo menos não estraguem.

    A educação de uma criança passa por conseguir aceitar o NãO, porque será que as crianças ciganas têm que ser diferentes das outras?
    Crianças diferentes serão no futuro Mulheres e Homens diferentes, isso é segregação, xenofobia.

    Os ciganos, gays, toxicodependentes, alcoolicos, entre outros devem ser tratados de forma pedagogica - não lhes ofereças a cana, sem antes ensinares a pescar.

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  3. @anónimo - leu o meu texto?!!

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  4. Anónimo19:37

    Falou a voz do dono. hehehe

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  5. Anónimo20:12

    Os gays devem ser "tratados" de forma pedagógica?
    Oferecer a cana aos gays? Mas qual cana?
    Os gays quando vão à pesca não precisam de cana para pescar.
    Com toda a misturada que vai na sua cabeça parece-me que o senhor é que precisava de uma boa cana pelo .. acima.

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  6. @anónimo 20.12- Excelente resposta!

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  7. Anónimo23:26

    Mais um excelente acto de cidadania! Que na Câmara o saibam ouvir! Algo que eu duvido

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  8. existe alguma forma de só se poder comentar depois de ler e perceber o post???

    é que nestes comentários quer noutros mais antigos, isto apenas serve para alguns despejarem ideias (boas ou más) sem qualquer nexo com o post.

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  9. Anónimo00:58

    Eu concordo com o primeiro comentario! Os ciganos têm tudo, apenas não são ninguém!Não são respeitados, não são aceites, são vitimas de discriminação, etc. No entanto, vejo pouca vontade para que isso mude! Criticar é bom , quando dessa critica advenha algo que se possa aproveitar para a mudança!

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  10. Se em vez de se preocuparem com muros e murinhos, porque não começarem a "trabalhar" noutro sentido?

    O que aqui deixo não é novo, mas inovador!

    "A Câmara do Seixal cedeu-lhes uma casa e a Fundação Montepio Geral deu-lhes meios para a arranjar. E, então, deram início ao passa-pala-vra, que é a sua forma de acção. Assim têm chegado não só às mu-lheres e crianças mas à comunidade em geral. Procuram criar condições de evolução e inserção para o seu grupo, mas também trabalham a divulgar a cultura cigana a nível das escolas, dos técnicos de inserção social e de quem mais se interessar. "CONHEÇAM-ME ANTES DE ME ODIAREM” é um dos seus lemas. A AMUCIP tem actuado a nível de vários projectos em conjunto com a Câmara e com outras entidades locais, nacionais ou europeias. Por exemplo, no projecto P’lo Sonho é que Vamos – que está na sua fase final –, trabalharam com a Direcção-Geral para os Assuntos Consulares e o Centro de Estudos para a Inter-venção Social. Foi uma soma de experiências que resultou e foi reconhecida através de prémios a nível regional e nacional, e de uma medalha de mérito oferecida pela autarquia. “Isso fez com que tivéssemos ainda mais prazer no que estávamos a fazer. Estávamos no caminho certo. Era o que pretendíamos: não deixar de sermos quem somos, mas podermos ser qualquer coisa mais além. Juntar outros conhecimentos, outras ferramentas.” Nesta fase em que se encontra o projecto, o objectivo é disseminar a experiência, tentando que outras autarquias criem grupos de trabalho semelhantes nas suas jurisdições."

    Daqui: http://sub.maxima.xl.pt/1108/mc/100.shtml

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