quinta-feira, março 26, 2009

A imparcialidade na Comunicação Social...

2009 vai ser o ano de todas as eleições; depois de um longo período de sequeiro eleitoral, este ano vamos ser chamados três vezes às urnas para escolher os nossos representantes no poder central e regional, bem como os turistas de Bruxelas.
Por razões que são conhecidas, estou bastante interessado nas eleições autárquicas! Quem fizer um esforço de seriedade e honestidade irá reconhecer que vai ser uma disputa muito dura e complexa, de resultado imprevisível. Como imprevisível é neste momento procurar adivinhar se a campanha eleitoral vai ter elevação e um verdadeiro confronto de ideias ou vai descambar numa arena de insultos e acusações, procurando instituir um clima de medo!
Ainda mais importante que a democracia formal, é a verdadeira democracia que apenas existe quando o eleitor pode formar a sua decisão de forma ponderada e informada; para tal, é crucial o papel da comunicação social.
Em Beja temos, grosso modo, quatro meios de comunicação social, duas rádios e dois jornais, que têm por missão e obrigação o acto de informar.
Aos meios de comunicação social, sejam públicos ou privados, exige-se seriedade e um esforço de independência: obviamente que as rádios e os jornais são formados por homens e mulheres, cidadãos como os outros, com filosofias e ideologias próprias, tão defensáveis como as contrárias às suas! Mas quando seguram a pena para mergulharem no papel ou usam o microfone para falar com os ouvintes, exige-se que deixem de ser cidadãos e actuem como jornalista, uma das mais nobres profissões.
A procura da independência, sendo uma missão de todos é desde logo a missão dos “Directores de Informação”; apenas com o seu exemplo podem exigir que os seus subordinados cumpram com respeito a sua nobre missão. No lançamento da pré-campanha, existem claros indícios de que alguma comunicação social se deixou enlear na teia política, escolhendo a sua agenda informativa por imperativos que não são o interesse público das iniciativas ou dos factos. Temo que não tenha sido uma excepção. Mas quero acreditar que os homens e as mulheres que vivem na imprensa irão cumprir a sua missão, fazendo um esforço para serem sérios e independentes. O tempo dirá se o meu desejo não é ingenuidade infantil!


20 comentários:

  1. Caro amigo, já conheces a minha opinião sobre a política!

    Mas, deixo me dizer-te que qualquer comunicação social local é feita por pessoas locais que têm quase sempre uma tendência, ou simpatia política. É muito difícil, por mais que queiram, ficarem independentes. Se até os árbitros no futebol são tendenciosos, como é que querias que jornalistas estejam independentes...

    (eu sei que é um mau exemplo, mas foi o que me veio à cabeça)

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  2. Ah - só não sei o quê é que a foto tem a ver com isso - a Ferrari também usa esta cor...

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  3. Anónimo01:12

    desta vez concordo com o H. percebi a sua mensagem.
    Deve estar a falar da cobertura nula que a RVP deu da apresentação do JPV. Mas, deu, da forma que deu, a cobertura do candidatado da CDU em Mértola, todos os peidos que dá o José Soeiro (aqui entre nós o maior deputado de beja, está em todas - parabéns).
    A postura da RVP foi e está a ser vergonhosa, mas tb já se esperava, o comité central assim o obriga.

    Isto para quem está de fora, mas atento vai ser um espectáculo. e vai no adro......

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  4. Anónimo11:07

    Anónimo da 1:12 AM, deves ser outro "independente" à procura de tacho e andas distraído, porque não deste por esta notícia da RVP em 17 de Março:


    Jorge Pulido Valente apresentou ontem os pilares da estratégia de desenvolvimento para o concelho de Beja, com a cidade a ser uma capital, com “lugar no mapa” e peso e força na região e no País.


    A candidatura do Partido Socialista, Bejacapit@l/ Mudar para Melhor, liderada por Jorge Pulido Valente, apresentou ontem o médico José Barriga (ambos na foto), como mandatário de campanha, o Fórum Público na Internet e o programa de Sessões Públicas de Trabalho, uma espécie de “Novas Fronteiras” do PS bejense, onde se defende que “a região do Baixo-Alentejo precisa de uma capital, uma nova forma de governação, com um Governo local, e sete pilares de acção para uma Beja Capital.

    Jorge Pulido Valente, afirmou que quer que Beja seja “não a maior cidade do Alentejo, mas, a melhor cidade do País”.

    O candidato socialista garantiu que os socialistas não vão fazer uma “política de agitação comicieira”, trabalhando como se “já estivessem eleitos”.

    O mandatário socialista, José Barriga, que a candidatura “vai abranger”, nomeadamente “muitos comunistas descontentes”, e que quando chegarem ao fim “vão ser vitoriosos”, explicando o facto de ter sido mandatário em Ferreira do Alentejo para derrotar os socialistas e agora em Beja para derrotar os comunistas, por “motivação de necessidade”.

    O candidato do PS à Câmara Municipal de Beja apresentou ainda a Bejaglobal, uma agência de promoção económica liderada pelo presidente e vice-presidente da câmara tendo como vogais diversas instituições da cidade.

    No próximo dia 19 de Março, às 21 horas e 30 minutos, numa unidade hoteleira da cidade realiza-se a primeira Sessão Pública de Trabalho, para abordar “Os pilares do Desenvolvimento de Beja”.

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  5. Anónimo11:11

    Já agora.. porque não coloca a noticia da Planicie sobre a sessão de trabalho? Ou será que foi branqueada a iniciativa?

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  6. Anónimo11:30

    A Rádio Voz da Planície será o que diz ser ou o que verdadeiramente é?

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  7. Anónimo11:30

    Este post tem nome e é bem conhecido no meio,já que o mesmo tem barbas brancas, chama-se "tentaviva despudorada de condicionar os OCS".

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  8. Anónimo12:20

    Condicionados já eles são por natureza, definição e acção.

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  9. @anónimo lá de cima - Pedir isenção é condicionar?!!
    Pois.. compreendo porque pensa assim...

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  10. Anónimo14:40

    O que é isso da isenção?
    Pode dar-me um ou dois exemplos de OCS isentos(nacionais ou locais) só para ver o que é o seu conceito de "Isenção"?

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  11. Nacional: Expresso
    Regional: Alentejo Popular!

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  12. Anónimo16:07

    Está a brincar não está?
    O expresso independente só pode ser para rir e o Alentejo Popular fz questão de dizer que não é independente.
    Por isso só pode estar a brincar.
    se esse é o seu conceito de OCS independentes estamos conversados.

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  13. @anónimo - Não tenho o menor pejo em referir que o Expresso é um exemplo de isenção e imparcialidade. Hoje e no seu passado!
    Sobre o AlentejoPopular, tem a vantagem de não pretender enganar ninguém! Embora, no que concerne a Beja, não é fácil de perceber qual o órgão de comunicação que acho mais independente!
    E o meu caro, deixou-me curioso: quais os órgãos que entende serem exemplos?

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  14. Anónimo16:16

    Eu conheço dois: O Diário da República e a Rádio Voz da Planície.

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  15. Anónimo18:25

    Esta conversa da treta sobre imparcialidade já enjoa.
    O D A foi imparcial enquanto lá esteve o AJB, depois desse ter sido corrido passou a ser a voz do comité central.
    Os "imparciais" criaram o C A, e foram buscar o AJB.
    Mas os "imparciais" querem imparcialidade, logo juntam-se à candidatura do "imparcial" JPV.
    E tudo isto por Beja.
    Isto é de dificil digestão, porque ainda não digeri o FdP do Lucilio.
    Bom trabalho.

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  16. Anónimo02:20

    "A imparcialidade na comunicação social...Directores de informação"
    O que dirá o meu caro amigo, (não diga mas pense) do director do correioalentejo, a quem no principio da semana dirigi uma simpática carta a manifestar-lhe a minha mágoa pela não publicação que de um pequeno texto e que me vinha sendo prometida, aliás em anterior post já tinha feito referência a este facto. Desta carta nem resposta obtive. Perplexo, monto e desmonto o texto e não consigo encontrar o politicamente incorrecto. Em nome da ética e da boa educação vou insistir junto de tamanha autoridade para me explicar o que se passa. E preparava-me, eu,nem que fosse modesto e singelo contributo para o movimento onde o jornal também parece envolvido. Nos tempos que se aproximam, em que a democracia e as liberdades irão ser repetidamente evocadas, outros têm o poder de as cercear até de quem não conhecem. Lamentável!

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  17. Anónimo02:32

    Tentei enviar o post sem o anonimato, mas devia ter falhado qualquer procedimento.Sou de Beja, gosto , por vezes de intervir, o meu nome é Manuel Dias Horta, aprecio os seus textos, já me tenho pronunciado sobre eles, admiro a sua capacidade e honestidade intelectual.
    Cumprimentos.

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  18. Manuel Dias Horta - Depois do seu comentário anterior, quando enviei a minha crónica, perguntei pelo seu caso: a resposta foi que irá ser publicado!

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  19. Muito obrigado pela sua interv enção.Já falámos , via e-mail, o incidente está sanado. Não há dúvida que a conversar é que a gente se entende.

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