terça-feira, janeiro 13, 2009

A indignação da Toga...

Os meus ilustre colegas advogados andam indignados com um Parecer que dá poderes à ASAE para inspeccionar escritórios de advogados, nomeadamente a exigência de uma tabela de honorários e a existência de livros de reclamações. Porque perguntar não devia ofender: o que tanto temem os advogados?

12 comentários:

  1. Até me apetecia responder-te, confesso, mas não devo, sob pena de ser incorrecta contigo. E isso, não me apetece mesmo.

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  2. Cara Drª Trenga... perguntar não devia ofender, mas, era claramente uma provocação (vide tag)! Mas.. apesar de achar uma parvoíce, não vejo o que justifica a indignação expressa nas "listas" privadas...

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  3. Anónimo02:15

    Não mexas no clã dos advogados que podes sair chamuscado.
    A classe quer tar acima da ASAE.
    Subscrevo: DO QUE TEM MEDO OS ADVOGADOS, AFINAL?

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  4. hehehehe

    tantas pontas soltas

    aiaiaia os advogados, mais uma classe intocavel????????


    é assim neste pais de bananas


    REVOLUÇÃO

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  5. SERÃO OS ADVOGADOS OS NOVOS FILANTROPOS.

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  6. Anónimo12:40

    Não nos podemos esquecer que os Advogados são das profissões liberais que pagam menos IRS.

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  7. Piruças15:09

    Eu também não percebo qual é a "espiga"...quem me dera a mim que que as exigencias para eu ter a porta aberta, se limitassem ao livro de reclamações e à tabela de honorários afixada... se prestam serviços e são remunerados porque têm de ser diferentes dos outros trabalhadores? Além de que, ter acesso ao Livro de reclamações é um direito do consumidor e do cliente.

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  8. Anónimo18:15

    Já alguém disse:« a ignorância é muito atrevida».Por acaso saberão o que é um escritório de advogado?...

    Uma sugestão: Livros de reclamações nas igrejas...já!

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  9. Anónimo19:21

    António formou-se em Direito vai para 12 anos. Na altura ainda pensou seguir a carreira de juiz: concorreu ao CEJ, mas dos 1.200 concorrentes não foram apurados mais de 112.

    António pensou que não poderia passar a vida a fazer concursos, tanto mais que já tinha casado e a barriga da Ana, sua mulher, crescia a olhos vistos, transmitindo-lhe a certeza de que daí a dois meses, mais coisa menos coisa, seria pai e teria mais uma boca para alimentar.

    Até então tinham vivido com o pequeno ordenado da mulher, professora sem vínculo à carreira, e com alguma ajuda dos sogros. António pensava na vida e à noite, quando o casal tinha um pouco de tempo para o descanso, transmitia à mulher a sua amargura por nem sequer poder ostentar um título ou carreira, a não ser a licenciatura que tanto custara a seus pais, para quem o dinheiro era bem escasso.

    - Faz-te advogado, homem! Ao menos ficas com um título e bem pode acontecer que arranjes qualquer coisa…

    António seguiu o conselho e vá de se inscrever na Ordem.

    Entretanto, por intermédio dum amigo, antigo companheiro de Faculdade, arranjaram-lhe um biscate numa companhia de seguros, contrato a prazo já se vê, onde foi pondo em ordem uns ficheiros que há muito aguardavam mão de alguém para serem devidamente catalogados. O contrato foi-lhe renovado e António, mesmo sabendo que aquilo não era o que havia sonhado para o seu curso de Direito, sentia que podia assim contribuir com algum para as despesas da família.

    E o estágio de advogado também lá ia correndo menos mal, tanto mais que o Dr. Arisco, seu patrono, não o queria ver no escritório senão às sextas feiras e só depois do expediente. António conseguia assim conjugar lindamente o trabalho com o estágio, sem precisar de inventar doenças ou outras maleitas para meter umas faltas lá na seguradora, o que viria a reflectir-se no vencimento ao fim do mês.

    Está-lhe bem vivo na memória aquele dia em que, finalmente, pôde fazer a prova de agregação. E embora lhe tenham feito perguntas sobre questões que nunca tinha sequer imaginado, a sua força de vontade era tanta que lá conseguiu passar.

    Já com a cédula de advogado nas mãos, apresentou-se ao seu chefe lá na companhia, o qual o recebeu com grandes encómios e muitos parabéns.

    A coisa não havia de cair em saco roto, não!

    Algum tempo depois, o chefe mandou-o chamar e, conversa para aqui, conversa para acolá, disse-lhe que a companhia estava interessada em contratá-lo para prestar apoio jurídico ao Dr. Roberto que tinha a seu cargo todos os casos de falsos atestados médicos do pessoal e mais qualquer coisa que António, na altura, não percebeu muito bem. Claro que aceitou, tanto mais que se acabavam os contratos a prazo e a angústia permanente de poder ser despedido a qualquer momento.

    António, advogado, funcionário da companhia de seguros, continua a fazer contactos, preenche papéis e faz muitos telefonemas para casa dos colegas que estão de baixa. Ensinaram-lhe que deve perguntar pelo doente, fazer perguntas triviais e não entrar em grandes pormenores sobre a doença que obriga à baixa. Posta assim a coisa, até que não é difícil fazer aquelas 7 horitas de trabalho diário e, se bem que o vencimento não seja por aí além, a vida vai correndo sem grandes sobressaltos.

    António só se lembra que é advogado quando vem o aviso para pagar as quotas para a Ordem, que isso não pode deixar de fazer, até porque, como lhe disse o Branquinho, aquele mesmo antigo condiscípulo que lhe arranjou o emprego, podia ser suspenso, e António não pode dar-se a tal luxo perante os seus superiores que o promoveram porque até era advogado….

    Salvo um caso dumas partilhas que se meteu a tratar com procuração passada por um parente afastado por parte de sua mãe e que só lhe trouxe amargos de boca pois que, além de lhe terem ficado a dever os honorários, espantados com o desplante de pretender cobrar por umas reles diligências em que só teve que se deslocar duas ou três vezes ao tribunal de Algodres de Baixo, António nunca vai esquecer o vexame que passou com aquela juizinha que, a cada frase sua, só fazia era olhar espantada para o colega que ali também estava em representação da parte contrária. Ná, deixasse-se ficar ali no meio dos papeis e telefones da companhia que não estava nada mal.

    Já lá vão 22 anos desde que António saiu, radiante, da sala da Faculdade onde fez o último exame e conseguiu o canudo de Direito.

    Mas António é ainda advogado, caramba! E até costuma ir pôr o seu voto para a eleição do Bastonário e outra gente que não conhece e de quem nunca ouvir falar.

    Será que a ASAE se lembrará algum dia de investigar o escritório de António? Ver se tem lá tabela afixada? E livro de reclamações? E extintor de incêndios?

    Nunca tal passou pela cabeça de António.

    Mas duma coisa ele tem a certeza: é ADVOGADO como os outros!



    Lamarosa de Santarém, 14 de Janeiro de 2009

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  10. Anónimo20:43

    Os advogados são uma das classes de profisionais liberais que menos rendimentos declaram.
    Acho que assim está explicada a indignação! Já ganham tão pouco e se os fiscalizam então não dá sequer pras quotas da ordem.

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  11. Piruças22:18

    Eu pessoalmente não sou frequentadora de igrejas, nem casei sequer pela institução, mas se fosse esse o caso e vendo bem a situação dava jeito o dito livro pois poupava-me uma devolução á fabrica (mãe)do "artigo" estava cheio de defeitos e nem garantia trazia...e continuo sem perceber qual é a diferença entre um escritório de advogados e os outros trabalhadores liberais explique-me se faz favor como se eu fosse ainda mais burra e ignorante!

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