quinta-feira, maio 14, 2009

Violência... (Adenda: Com direito a ouvir...)


Não sei se sou de Direita. Mas tenho a certeza absoluta que não sou de esquerda!
Diferentemente do que é comum escrever-se, continuo a acreditar que ainda persistem diferenças ideológicas que separam duas grandes correntes de filosofia política, formas de diferentes de ler o mundo, que emergem perante determinados factos concretos. Um deles é claramente a violência. A esquerda tende a ser complacente com a violência, a Direita por regra é implacável na sua censura.
Como é fácil de entender, esta reflexão decorre dos lamentáveis factos ocorridos no bairro da Bela Vista. Irrita-me ouvir comentadores analisar os factos e enfatizar a crise económica, as más condições das habitações, as carências de apoios sociais e a falta de locais de convívio para os jovens e todas as outras desculpas que nestes momentos surgem para procurar desvalorizar e branquear os factos.
Eu sei que vivemos na ditadura do politicamente correcto e que todas as desculpas são perfeitas para justificar o injustificável: mas a realidade é dura e bruta e não se compadece com eufemismos! No referido Bairro mora muita gente honrada e honesta que trabalha muitíssimo para conseguir sobreviver, que vive em casas com condições precárias, sendo que muitas destas pessoas nunca tiveram verdadeiras oportunidades para construir uma vida melhor! Pessoas sérias que se esforçam em trabalhos duros que a maior parte de nós não tinha coragem para abraçar!
Mas não foram essas pessoas que causaram os tumultos dos últimos dias. Quem provocou os acontecimentos são jovens criminosos que escolheram o caminho mais simples, que desde muito cedo preferiram deixar a escola e dedicar-se à criminalidade, jovens que furtam, roubam, agridem e chegam a matar! Estes jovens não assaltam para dar dinheiros aos papás para colocar comida na mesa: roubam para terem as melhores roupas, acessórios em ouro, dinheiro para cigarros e álcool e conduzirem carros de alta cilindrada!
Sou acérrimo defensor da protecção das minorias. Mas sou igualmente inflexível em combater a ditadura das minorias, a politica cobarde de ter medo de chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes e ceder perante a chantagem de pequenas franjas da sociedade que se recusam a cumprir as mais elementares regras de um Estado de Direito!
Os problemas de criminalidade de alguns bairros não se revolvem injectando mais dinheiro em apoio social: até porque, em muitos deles, a maioria dos seus habitantes já desistiu de procurar um trabalho honesto contentando-se em viver dos dinheiros dos contribuintes. Resolver os problemas de criminalidade em alguns guetos exige que se termina com a impunidade crescente, que se aumente a prevenção e a repressão, que se mostre aos habitantes desses locais que o crime não compensa e que a casa dos criminosos é a prisão!
E depois de prender os criminosos, é que vamos começar a falar de melhorar as condições de vida das pessoas honestas que moram em locais horrorosos e que a vida lhes roubou a capacidade de sonhar e acreditar num futuro melhor…

Adenda: Pode ouvir aqui a crónica na Rádio Pax

13 comentários:

  1. Anónimo00:36

    Porque é que será tão facil gostar de si, quando se lê o que escreve?
    ass: uma admiradora secreta

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  2. Anónimo11:25

    Fantástico post!!! Fantástico!!!
    A.D.

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  3. Anónimo13:20

    Concordo com o seu texto, mas... tenho a certeza que sou de esquerda. Acha que sou eu que estou enganado ou serão os actuais intelectuais e colunistas de esquerda que estão desactualizados e parados no tempo? Sou jovem, sou de esquerda e serei sempre! Entendo como essencial existir um estado democrático de direito social, mas isso em momento algum deve interferir com o fazer-se justiça (para ir de encontro ao seu exemplo relativo à criminalidade). O que julgo que falta hoje, é se perceber que ninguém é dono da direita ou da esquerda. Os tradicionalismos estão ultrapassados, agora é verdade que ainda muito pouca gente o percebeu. Estarei errado?

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  4. Anónimo14:23

    No rescaldo destes acontecimentos, a SIC promoveu um debate com o Bastonário da Ordem dos Advogados - Marinho Pinto e um outro interveniente, ex-militar, General de posto, cujo nome não fixei. Mediado pela Clara de Sousa.
    Considerei muito do que foi defendido por Marinho Pinto, perfeitos disparates, nomeadamente a frase de final de debate:" a culpa disto tudo é da pobreza".
    Porém, o General, diz a certa altura, que, na sua opinião, muitos destes problemas sociais terão sido acentuados a partir do momento em que “a tropa” – serviço militar, deixou de ser obrigatório.
    Eu concordo plenamente com esta opinião pelo seguinte: no serviço militar, os jovens ficavam, pelo menos, com a escolaridade mínima obrigatória, tinham acesso a uma formação específica, era promovida a fixação inter-regional, uma vez que jovens de Braga, poderiam fixar-se em Beja e vice-versa. Estas, entre outras vantagens, que algum leitor mais entendido poderá acrescentar.

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  5. Anónimo13:25

    2º anónimo...este aqui do video também ia ser de esquerda a vida toda...quando era jovem http://www.youtube.com/watch?v=wAHv3UnXvmM

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  6. Anónimo13:39

    Voltando ao assunto: E quando se ouve, também. Mas isso leva-nos a uma grande conversa.

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  7. @H

    A omissão de uma palavra na "versão de rádio" foi propositada?

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  8. @anónimo 1.39 - Não percebi...

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  9. @sien - Sinceramente não me recordo de qual palavra não usei. Muitas vezes ao gravar o texto faço alterações, umas por lapso, outras propositadas.
    No caso confesso que não me recordo! Se me refrescar a memória, posso recordar-me!

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  10. @H

    no texto escrito está "...o crime não compensa...".

    no texto rádiofónico leu "...o crime compensa...". ou parece-me que assim é.

    espero que, desanimado com o "estado da nação", não lhe tenha fugido a boca para a verdade.

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  11. @sien - Foi lapso! Mas.. tem razão no que diz!

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  12. Aplaudo (de pé, não sei se reparou!!!)
    Onde é que assino?

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